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·28 Januari 2026

A seleção italiana se classificará para a Copa do Mundo de 2026?

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Falar sobre a Itália em Copas do Mundo tornou-se, nos últimos anos, um assunto delicado e carregado de traumas recentes. A tetracampeã mundial, uma das camisas mais pesadas do futebol, viveu o impensável ao ficar de fora de duas edições consecutivas (2018 e 2022). Agora, o foco total está na recuperação do prestígio internacional.

A ausência no Catar ainda ecoa nos corredores da Federação Italiana de Futebol, mas o ciclo para 2026 traz ventos de mudança. A pressão é imensa, pois uma terceira ausência seria uma catástrofe sem precedentes para uma nação que respira o “calcio”. No entanto, diferentemente das eliminatórias passadas, onde detalhes e um formato cruel de repescagem puniram os italianos, o novo regulamento da FIFA joga a favor das grandes potências europeias, diminuindo a margem para zebras históricas. Para ficar por dentro de qual mercado explorar na maior competição de seleções do mundo, acompanhe todas as previsões da Copa do Mundo de 2026 por aqui.


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O impacto do novo formato da Copa nas chances da Itália

O fator mais determinante para o otimismo em relação à classificação italiana é matemática. A Copa do Mundo de 2026, que será sediada nos Estados Unidos, México e Canadá, será a primeira da história a contar com 48 seleções. Isso impacta diretamente a distribuição de vagas para a UEFA. O continente europeu passará a ter 16 vagas diretas, um aumento significativo em relação às 13 anteriores.

Para uma seleção como a Itália, isso significa que a margem de erro aumenta ligeiramente. Nas edições anteriores, um tropeço na fase de grupos das eliminatórias jogava o time para uma repescagem de “vida ou morte”,cenário onde a Itália sucumbiu contra a Suécia (2017) e a Macedônia do Norte (2022). Com mais vagas diretas, a tendência é que as seleções de topo do ranking consigam garantir seu passaporte com menos sofrimento, desde que mantenham a regularidade contra adversários de menor expressão.

Além disso, a reformulação das eliminatórias europeias visa proteger os cabeças de chave. A Itália, apesar dos pesares, mantém um ranking FIFA alto devido ao título da Euro 2020 e boas campanhas na Liga das Nações. Isso garante sorteios teoricamente mais acessíveis, evitando confrontos diretos contra outras superpotências logo na fase de qualificação.

As trocas de técnico e a renovação do elenco

Após a saída abrupta de Roberto Mancini, a chegada de Luciano Spalletti trouxe uma nova filosofia tática. Spalletti, conhecido pelo futebol ofensivo e dominante que encantou a Europa com o Napoli, tinha a missão de misturar a tradicional solidez defensiva italiana com um jogo mais propositivo. Não vingou: Gennaro Gattuso entrou em seu lugar, buscando compactar um grupo que ruiu com o seu antecessor. O grande desafio, no entanto, continua sendo encontrar um homem-gol confiável, uma carência que a Itália arrasta há anos.

Para garantir a vaga em 2026 através da repescagem, a comissão técnica aposta em pilares fundamentais que devem sustentar o time durante a fase final das eliminatórias:

  • A liderança de Donnarumma: Apesar das críticas ocasionais em clubes, Gianluigi Donnarumma continua sendo um diferencial gigantesco sob as traves quando veste a camisa da seleção, garantindo pontos em jogos apertados.
  • O meio-campo dinâmico: A geração de Barella, Tonali e Frattesi oferece uma intensidade física e técnica que poucas seleções no mundo possuem, sendo o motor do time para controlar os jogos.
  • A busca pelo camisa 9: A aposta recai sobre nomes como Retegui, Kean, Scamacca e Pio Esposito. A classificação tranquila passa diretamente pela capacidade desses atacantes se afirmarem internacionalmente.
  • A versatilidade defensiva: A nova safra de zagueiros, liderada por Bastoni e Calafiori, permite que a Itália jogue tanto em linha de três quanto de quatro, adaptando-se a qualquer adversário nas eliminatórias.

O olhar do mercado de apostas e as probabilidades

Para o mercado de apostas esportivas, a Itália entra na repescagem como franca favorita a garantir a vaga. As odds para a classificação italiana tendem a ser baixas, refletindo a alta probabilidade estatística de sucesso, especialmente considerando o aumento de vagas. O valor para o apostador, neste caso, poderia estar em mercados mais específicos, como “Vencedor do Grupo das Eliminatórias” ou em apostas de longo prazo sobre o desempenho da equipe no torneio final.

A desconfiança gerada pelos fracassos recentes cria uma oportunidade interessante: sempre que a Itália oscila, as cotações sobem desproporcionalmente devido ao “pânico” do mercado. Apostadores atentos sabem que, sob o comando de Gattuso e com o talento disponível, a equipe tem ferramentas suficientes para superar as adversidades da repescagem, diferentemente dos times apáticos dos últimos ciclos finais.

A narrativa para 2026 é de reconstrução. Não se espera apenas que a Itália se classifique, mas que chegue ao Mundial para competir. O trauma de assistir à Copa pela TV duas vezes seguidas criou uma “fome” no elenco atual. Jogadores que venceram a Eurocopa querem provar que aquele título não foi um acidente, enquanto os mais jovens sonham em disputar seu primeiro Mundial. Essa motivação extra é um fator intangível, mas crucial, que costuma fazer a diferença em momentos decisivos das eliminatórias.

Portanto, a resposta curta para a pergunta é: sim, a Itália tem tudo para se classificar. As mudanças no regulamento, somadas à qualidade técnica do elenco e à competência do treinador, formam um cenário muito mais seguro do que nos ciclos anteriores. O futebol é imprevisível e zebras acontecem, os italianos sabem disso melhor do que ninguém, mas a lógica aponta para o retorno da camisa azzurra aos gramados da América do Norte em 2026, pronta para tentar apagar de vez as sombras do passado recente

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