Gazeta Esportiva.com
·8 Februari 2026
“Acabou a bagunça”: como São Paulo foi da crise à invencibilidade em duas semanas

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Em 21 de janeiro deste ano, o São Paulo vivia um cenário de crise. Naquele dia, a equipe perdeu para a Portuguesa no Morumbis, viu o então presidente Julio Casares pedir renúncia e temia pelo rebaixamento no Paulistão. Pouco mais de duas semanas depois, mais precisamente 18 dias, tudo mudou.
Agora, o time possui quatro partidas de invencibilidade, sendo três vitórias e um empate, e aumentou o otimismo por uma vaga nas quartas de final do Estadual. Isso porque o Tricolor dormiu no G8 do torneio após a vitória de virada sobre o Primavera, no último sábado, no Morumbis.
Mas, afinal de contas, o que mudou neste período? Um trecho da entrevista coletiva de Hernán Crespo e de dois líderes do elenco do São Paulo, Lucas e Calleri, ajudam a explicar a mudança drástica em tão pouco tempo.
Autor de um dos gols da vitória diante do Primavera, Lucas foi direto quando questionado se a mudança de diretoria interferiu no desempenho do time.
Após Julio Casares pedir renúncia, Harry Massis Jr. assumiu o comando do clube e diminuiu a frequência com que o nome do São Paulo vinha aparecendo nas páginas policiais, focando na gestão do futebol. O camisa 7 disse que “acabou a bagunça”.
“O principal impacto é de acabar com aquela turbulência do dia a dia na mídia, as notícias que saíam. O principal impacto é esse. Acabou aquela bagunça, agora o foco é no futebol. Isso dá mais tranquilidade para a gente trabalhar”, comentou.
Crespo, por sua vez, disse que manteve a cabeça fria em meio ao período de turbulência. Enquanto o ambiente fora das quatro linhas era marcado por protestos e caos, o treinador do São Paulo só pensava em como melhorar o rendimento da equipe dentro de campo.
“Não posso pensar de forma positiva ou negativa. Sempre igual. Eu não conheço uma profissão que tem exames a cada três dias. No futebol é assim. Não vou atrás do rsultado, vou atrás do trabalho. Temos que ter calma, analisar outras coisas. Não posso pensar como o torcedor”, contou o comandante.
“Na derrota ou na vitória, o pensamento é sempre igual. Ver o que temos que melhorar, transmitir uma calma, pensar no funcionamento das pessoas, que passam por momentos fora do campo, coisas que vocês não sabem. Muitas vezes essas situações condicionam as escolhas em campo. Eu vejo tudo”, acrescentou.

(Foto: Rubens Chiri/São Paulo)
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Já Jonathan Calleri disse que o elenco tricolor, embora se preocupe com os problemas de bastidores do clube, está blindado. Os jogadores e a comissão técnica se uniram para tirar o time da má fase e tentar focar apenas nas questões ligadas ao futebol.
“A gente está blindado. Sempre falo que a gente vê redes sociais e sabe o dia a dia do São Paulo. A gente se importa muito com o São Paulo. A gente é jogador, se importa com a camisa do São paulo e história do São Paulo. Gostamos de estar aqui, amamos estar aqui, e claro que a gente escuta tudo o que acontece fora. Mas a gente tenta blindar o máximo possível. Acho que não tem nada a ver quando a gente perdia com as questões extrafutebolísticas”, disse.
O São Paulo agora ocupa o oitavo lugar da tabela de classificação, com dez pontos. Porém, o time de Hernán Crespo ainda pode ser ultrapassado pelo Mirassol, que encara o Capivariano neste domingo. Em caso de tropeço do Leão, o Tricolor entra na última rodada dependendo apenas de si para avançar às quartas de final do Estadual.









































