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·12 Januari 2026
Álvaro Magalhães: “FC Porto preparou-se para ganhar o campeonato e a Taça de Portugal”

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O antigo defesa benfiquista Álvaro Magalhães considerou que a superioridade psicológica e o melhor momento competitivo favorecem o FC Porto no clássico dos quartos de final da Taça de Portugal frente ao Benfica.
Em declarações à agência Lusa, o ex-internacional realçou a relevância da Taça de Portugal na organização das épocas dos principais clubes, sublinhando que se trata da última grande decisão interna da temporada.
“O campeonato é sempre o primeiro objetivo, mas a Taça de Portugal é fundamental. Muitas vezes, quando se perde o campeonato e se ganha a Taça, a imagem final acaba por ser diferente”, explicou.
Para Álvaro Magalhães, nesse contexto um FC Porto-Benfica adquire características próprias, independentemente da prova, e lembrou que “são dois clubes que lutam sempre para ganhar o campeonato e a Taça”, sublinhando a importância da preparação mental antes de um clássico.
“O futebol joga-se muito na cabeça. A parte psicológica é fundamental. Há muitos jogadores com grande qualidade técnica e física que não conseguem triunfar em equipas grandes por não serem fortes mentalmente”, defendeu, acrescentando que “quem é fraco psicologicamente não tem hipótese” em clubes como Benfica ou FC Porto.
O ex-defesa recordou que, na sua época, a preparação para estes encontros começava logo no início da semana, mas sem dramatismos excessivos.
“Era trabalhar bem, descansar bem, estudar o adversário e seguir em frente. O nervosismo não pode existir quando se veste uma camisola como a do Benfica ou do Porto. É preciso personalidade”, frisou.
Álvaro Magalhães, que representou o Benfica entre 1981/82 e 1989/90, apontou também o impacto do ambiente nos estádios, considerando-o um fator decisivo e parte integrante do desafio.
“O que vem de fora para dentro é muito importante. Jogar na Luz ou no Dragão tem sempre uma pressão enorme, mas é uma pressão saudável. Dá gozo jogar assim”, disse.
Ao comparar gerações, o antigo internacional afirmou que, em certos aspetos, a pressão era no passado ainda mais intensa: “Chegámos a jogar com 120 mil pessoas. Quem aguenta isso, aguenta qualquer coisa. Essa pressão faz parte do sucesso de um jogador numa equipa grande”.
Sobre o clássico de quarta-feira, Álvaro Magalhães reconheceu que o momento beneficia os dragões, justificando que “o FC Porto está melhor, lidera o campeonato, joga melhor e está mais forte fisicamente” e que “preparou-se para ganhar o campeonato e a Taça de Portugal”.
Ainda assim, advertiu para a imprevisibilidade destas partidas, admitindo que influências exteriores podem ser determinantes, porque “muitas vezes, a equipa que está menos bem acaba por ganhar. O fator sorte tem muita importância nos clássicos”.
Quanto à ausência do capitão benfiquista Nicolás Otamendi, Álvaro Magalhães reconheceu um impacto negativo: “É o líder, o capitão, um jogador experiente e em grande forma. É uma ausência que faz falta ao Benfica, sobretudo num jogo desta dimensão”.









































