Gazeta Esportiva.com
·19 Januari 2026
Análise: Corinthians melhora postura e segue ‘mantra’ à risca ao buscar resultado contra o São Paulo

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O Corinthians melhorou e muito a postura no clássico contra o São Paulo, no último domingo, e seguiu à risca o mantra: “Se não é sofrido, não é Corinthians”. O Timão teve suas dificuldades, é verdade, mas buscou o empate na raça no Majestoso, válido pela terceira rodada do Campeonato Paulista e disputado na Neo Química Arena. Em uma tarde de muito volume, a equipe pecou na pontaria, mas saiu com um resultado justo.
O Corinthians começou o clássico como todo mandante precisa fazer: tendo a posse de bola e pressionando o rival no campo ofensivo. O Timão entrou com um ritmo muito forte e obrigou Rafael a trabalhar logo nos primeiros minutos. A pressão alta, por exemplo, surtiu efeito. Por volta dos 10 minutos, porém, o São Paulo equilibrou o jogo e tirou o Alvinegro da zona de conforto. Os donos da casa deram liberdade na intermediária para Lucas e Luciano receberem e jogarem com espaço.
Foi com 12 minutos que o Corinthians perdeu uma clara oportunidade de abrir o placar, que veio novamente de Yuri Alberto. O camisa 9 ainda não encontrou o ritmo ideal neste início de temporada. Fato é que a postura do Timão se mostrou totalmente diferente da demonstrada na derrota por 3 a 0 para o Red Bull Bragantino, na última rodada do Paulista. Defensivamente, a equipe deixou alguns espaços, mas soube se portar sem sofrer nos primeiros 20 minutos.
O Corinthians, porém, viu o controle do jogo escorrer de suas mãos por volta dos 35 minutos. O São Paulo passou a ficar mais com a bola e soube aproveitar os espaços cedidos no meio-campo pouco combativo do rival. O Timão ainda se viu encurralado quando o Tricolor abriu o placar em uma falha defensiva. Tapia apareceu livre dentro da área e cabeceou para o fundo das redes.
Após o gol do São Paulo, o jogo voltou a pegar fogo na Neo Química Arena. O Corinthians, entretanto, pareceu desesperado por sair atrás no placar atuando em casa. Os jogadores pecaram nas tomadas de decisão e bem que tentaram empatar o jogo, mas claramente esbarraram na ansiedade. O time até conseguiu roubar bolas, mas voltou a perder uma grande oportunidade com Matheuzinho.
Em resumo, o Corinthians começou bem, mas viu o São Paulo crescer e abrir o placar. Depois do gol, o Timão voltou a imprimir o ritmo forte dos primeiros minutos, só que não foi efetivo na frente do gol. Os donos da casa tiveram mais volume, mas o Majestoso premiou a efetividade. Os clássicos são sempre decididos nos detalhes, e o Alvinegro foi desatento no setor defensivo, indo para o intervalo com a desvantagem no placar.
Na volta para o segundo tempo, Dorival não promoveu nenhuma mudança no Corinthians. O Timão voltou a ter o controle da posse, mas foi muito lento nas ações e pouquíssimo agressivo com a bola nos pés. A única chegada mais perigosa nos primeiros minutos da etapa complementar foram na bola parada, em uma cabeçada de Gustavo Henrique, que desviou e foi defendida por Rafael.
Por volta dos 20 minutos, o treinador corintiano enfim começou a mexer na equipe. Matheus Pereira e Dieguinho entraram para dar maior volume ao Alvinegro, mas pouco conseguiram contribuir. Posteriormente, Vitinho ainda também entrou para reforçar o setor ofensivo. Contudo, o São Paulo se defendeu bem, e os donos da casa tiveram muitas dificuldades para construir jogadas.
Já na reta final da partida, sem alternativas, o Corinthians passou a empilhar atacantes, mas demorou a dar uma resposta, frustrando os torcedores na Arena. Ainda que não tenha feito um grande jogo, o Timão voltou a pressionar o São Paulo, que recuou para tentar segurar o resultado, e conseguiu o empate nos instantes finais na forma mais Corinthians de ser: na raça e na vontade.
Quando tudo parecia se encaminhar para uma vitória do São Paulo, Breno Bidon apareceu aos 45 minutos do segundo tempo em uma das boas jogadas trabalhadas pelo Corinthians. Matheus Pereira encontrou Pedro Raul, que fez o pivô dentro da área e serviu o camisa 7. Ele só finalizou colocado e deixou tudo igual, levando a torcida ao delírio na Arena.
Diante do cenário adverso e das dificuldades enfrentadas pelo Corinthians ao longo do clássico, o empate pode ser considerado um resultado positivo. Isso, porém, não pode esconder a desatenção da equipe em campo, que novamente sofreu um gol após uma falha coletiva de defesa.
Com o resultado, o Corinthians voltou à zona de classificação ao mata-mata do Campeonato Paulista. O Timão arrancou um ponto improvável pelas circunstâncias do jogo e pulou para a sétima colocação, chegando aos quatro pontos conquistados.









































