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·13 Maret 2026
Análise: Palmeiras peca no meio e perde para o Vasco

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·13 Maret 2026

O Palmeiras sofreu a primeira derrota no Campeonato Brasileiro de 2026. Em São Januário, nesta quinta-feira (12), o Verdão até abriu o placar com golaço de Flaco López aos 39 minutos do primeiro tempo, mas levou a virada do Vasco na segunda etapa: Thiago Mendes empatou aos 17 e Cuiabano fez o gol da virada aos 27. O placar final de 2 a 1 encerrou um jejum de 11 anos do Vasco contra o Alviverde — a última vitória do clube carioca no confronto direto era de 2015.
A derrota tem ingredientes que vão além do placar. Abel Ferreira cumpriu suspensão por cartão vermelho. O Palmeiras entrou em campo sem Vitor Roque, Paulinho, Murilo e Maurício, todos lesionados. E, diante de um Vasco que era o lanterna da competição com apenas um ponto, o time não conseguiu manter o controle que teve no primeiro tempo.
Escalação Palmeiras — 4-4-2 · Vasco 2×1 Palmeiras · 5ª rodada Brasileirão
4-4-2
42
Flaco López
29
Sosa
9
Felipe Anderson
18
Andreas
8
Marlon Freitas
11
Arias
6
Jefté
15
Gustavo Gómez
3
Bruno Fuchs
22
Khellven
1
Carlos Miguel
Sem Abel Ferreira no banco — o treinador cumpriu suspensão por cartão vermelho —, o Palmeiras foi a campo no 4-4-2 que se tornou padrão na temporada. Mas as ausências pesaram na composição. Sem Vitor Roque, Paulinho, Murilo e Maurício, a comissão técnica optou por Sosa ao lado de Flaco López no ataque e Bruno Fuchs na zaga. Khellven ocupou a lateral direita e Jefté a esquerda.
O sistema funcionou razoavelmente no primeiro tempo, com o Palmeiras mantendo a posse e buscando jogadas pelos corredores laterais. Mas a falta de um criador de jogo mais incisivo e a ausência de Vitor Roque — que vinha sendo fundamental na pressão alta e nas transições — deixaram o time previsível quando precisou reagir.
O Palmeiras dominou a primeira etapa sem ser brilhante. O time deixou o Vasco com a bola em poucos momentos e conseguiu avançar com segurança, principalmente pela direita com Marlon Freitas e pela criatividade de Andreas Pereira.
O gol exemplificou a qualidade individual que o Verdão tem mesmo em dia ruim. Aos 39 minutos, Marlon Freitas achou Flaco López na direita. O argentino recebeu de costas, protegeu a bola, driblou Andrés Gómez e Lucas Piton com um corte para dentro e finalizou de canhota com curva, no ângulo de Léo Jardim. Foi o 65º gol de Flaco pelo Palmeiras em 195 jogos e o segundo no Brasileirão 2026.
Até o intervalo, o Vasco de Renato Gaúcho — que fazia sua estreia à frente do clube — não ofereceu perigo real. Andrés Gómez teve um chute de dentro da área nos acréscimos, mas sem força.
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A segunda etapa foi um desastre para o Palmeiras. Os números não mentem: o Vasco finalizou 17 vezes contra apenas oito do Alviverde. No segundo tempo, os mandantes dobraram o volume ofensivo, enquanto o Verdão se retraiu sem necessidade.
Três falhas táticas explicam o colapso:
1. Lateral esquerda virou avenida. A entrada de Cuiabano no intervalo, no lugar de Lucas Piton, mudou completamente a dinâmica pelo corredor esquerdo do Vasco. Cuiabano trouxe velocidade e profundidade que Piton não tinha. O Palmeiras não se adaptou — Khellven e Bruno Fuchs sofreram com as investidas.
2. Meio de campo perdeu o controle. A posse de bola ficou praticamente dividida (49,9% Palmeiras, 50,1% Vasco segundo a ESPN), mas no segundo tempo o Vasco passou a dominar as ações centrais. Thiago Mendes, que havia sido discreto, encontrou espaço para tabular e finalizar com qualidade.
3. Substituições tardias e sem efeito. As trocas — Luighi e Allan por Flaco López e Felipe Anderson, depois Giay por Khellven e Lucas Evangelista por Sosa — não mudaram o panorama. O time não recuperou a intensidade e não criou chances claras até os minutos finais, quando Allan ficou na cara de Léo Jardim, mas o goleiro do Vasco salvou.
Palmeiras Estatística Vasco
49,9%
Posse de bola
50,1%
8
Finalizações
17
3
Chutes no gol
6
5
Escanteios
9
4
Defesas do goleiro
2
2
Cartões amarelos
2
Fonte: ESPN · 12/03/2026 · 5ª rodada do Brasileirão
Os números escancararam o domínio do Vasco na segunda etapa. O time carioca finalizou mais que o dobro do Palmeiras (17 a 8) e acertou o alvo seis vezes, contra apenas três do Verdão. Carlos Miguel precisou fazer quatro defesas — incluindo uma crucial nos acréscimos contra Allan, do próprio Palmeiras, que seria gol se não fosse Léo Jardim.
O dado mais preocupante é o volume ofensivo: oito finalizações são o menor número do Palmeiras no Brasileirão 2026. Para um time que tinha o melhor ataque da competição com 12 gols em quatro jogos, o rendimento em São Januário foi muito abaixo.
Mapa de Calor — Palmeiras · Vasco 2×1 Palmeiras · 12/03/2026
Alta atividade
Atividade moderada
Baixa atividade
Representação baseada em análise visual da partida e dados ESPN · Fonte: Portal do Palestra
O mapa de calor revela o principal problema do Palmeiras em São Januário: a maior concentração de ações ficou no meio-campo defensivo e no setor central, com pouca presença no terço final ofensivo. No primeiro tempo, houve alguma atividade pelo corredor direito — onde Flaco López fez o gol —, mas após o intervalo o time recuou demais.
Na segunda etapa, o corredor esquerdo defensivo virou zona de perigo constante. Com a entrada de Cuiabano, o Vasco passou a atacar com intensidade por aquele lado, e o Palmeiras não conseguiu empurrar suas linhas para frente.
Sem Abel Ferreira no banco, a comissão técnica manteve a escalação esperada, mas as decisões durante o jogo levantam questionamentos.
A escalação inicial não surpreendeu. Sem Vitor Roque, Sosa ganhou a vaga ao lado de Flaco López. Bruno Fuchs substituiu Murilo na zaga. Era o time possível dentro das limitações do elenco.
O problema foi a reação ao empate. Quando Thiago Mendes igualou o placar aos 17 do segundo tempo, o Palmeiras precisava de uma resposta rápida. As substituições demoraram: Luighi e Allan só entraram depois que o time já havia perdido o controle. E a troca de Khellven por Giay não resolveu a fragilidade pelo lado onde o Vasco atacava com mais frequência.
As mudanças do Vasco surtiram efeito. Renato Gaúcho acertou ao colocar Cuiabano no intervalo e trocar Tchê Tchê e Nuno Moreira por Rojas e Adson. O time carioca ganhou velocidade nas pontas e verticalidade, algo que o Palmeiras não soube conter.
A derrota encerra uma sequência impressionante: o Vasco não vencia o Palmeiras desde 2015, um jejum de 11 anos. Foram 14 confrontos sem vitória do clube carioca (10 triunfos do Alviverde e quatro empates) antes desta quinta-feira.
Para o Vasco, o resultado tem peso simbólico e prático. A primeira vitória no Brasileirão tirou o time da lanterna — agora com quatro pontos, na 15ª posição. Para Renato Gaúcho, estrear com vitória sobre o líder é a melhor forma de começar a reconstrução.
Para o Palmeiras, os 10 pontos não são mais suficientes para manter a liderança, que agora pode ser assumida pelo São Paulo dependendo dos demais resultados da rodada. O Verdão caiu para a segunda posição.
O Palmeiras precisa recuperar peças urgentemente. Vitor Roque, Paulinho, Murilo e Maurício são titulares absolutos, e a profundidade do elenco foi testada em São Januário — com resultado insatisfatório. Abel Ferreira volta ao banco no próximo jogo, o que deve devolver a capacidade de ajuste tático em tempo real.
A derrota não muda a perspectiva do Brasileirão para o Verdão, mas liga um alerta. O time precisa de mais soluções quando os protagonistas não estão disponíveis. O Vasco de Renato Gaúcho, mesmo sem grandes investimentos, mostrou que pressão, ambiente e ajustes táticos simples podem desestabilizar qualquer adversário.
O Vasco venceu o Palmeiras por 2 a 1 em São Januário, nesta quinta-feira (12). Flaco López abriu o placar para o Alviverde no primeiro tempo, mas Thiago Mendes e Cuiabano viraram para o Vasco na segunda etapa.
Abel Ferreira cumpriu suspensão automática por ter recebido cartão vermelho em jogo anterior. A comissão técnica do Palmeiras comandou a equipe durante a partida.
O Vasco não vencia o Palmeiras desde 2015, um jejum de 11 anos. Nesse período, foram 14 confrontos sem vitória do clube carioca antes do triunfo desta quinta-feira.
Vitor Roque, Paulinho, Murilo e Maurício ficaram de fora por lesão. As ausências comprometeram o poder ofensivo e a profundidade do elenco.
O Palmeiras caiu para a segunda posição com 10 pontos. O Vasco conquistou a primeira vitória na competição, subiu para 15º lugar com quatro pontos e deixou a lanterna.
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