Gazeta Esportiva.com
·19 Maret 2026
Análise: Vojvoda sucumbe à pressão e cai sem encontrar soluções no Santos

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·19 Maret 2026

Juan Pablo Vojvoda sucumbiu aos próprios erros na sequência negativa do Peixe e não é mais o técnico do Santos. O treinador foi demitido na noite da última quarta-feira após a derrota do Peixe para o Internacional por 2 a 1, na Vila Belmiro, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro.
Vojvoda não tinha um elenco estrelado em mãos, isso é fato – apesar de ter grandes nomes, como Neymar e Gabigol. Pesou o fato de que o argentino não conseguiu trazer um padrão de jogo à equipe, mudando táticas, esquemas e escalações jogo a jogo. Sim, é necessário mudar quando as coisas não dão certo. Ainda assim, é preciso ser assertivo, o que faltou ao treinador em algumas ocasiões.
O argentino foi, querendo ou não, mais uma vítima da máquina fritadora de técnicos que o Santos FC se tornou nos últimos anos. Mesmo assim, tem culpa no cartório. Insistiu em opções erradas por ocasiões. Contra o Inter, por exemplo, abriu mão da linha de três e voltou à linha de quatro, mesmo sem ter um lateral esquerdo totalmente confiável. Essa foi apenas uma das decisões questionadas pela torcida ao longo do trabalho do comandante.
O que pesou na decisão foi o fato de Vojvoda sequer ter dado um padrão de jogo ao time. Ideias que deram certo, enquanto outras deram errado e também não foram levadas para frente com o aprendizado. Fato é que o treinador deixa o Santos com aquele gostinho do que o trabalho poderia ter sido caso tivesse encontrado melhores condições. Mas, por inúmeros fatores, não foi.
O (agora ex) técnico Juan Pablo Vojvoda mandou a campo um Santos modificado, sobretudo no sistema defensivo. O treinador voltou atrás na linha de três montada para o clássico e retomou a defesa com quatro defensores, tendo dois laterais e dois zagueiros. No meio-campo, Arão ganhou chance ao lado de Oliva e Neymar.
O Peixe não começou bem a partida. Os jogadores pareceram estar sem sintonia, errando alguns passes simples e com a defesa muito espaçada, sofrendo com a bola aérea. O Internacional teve muita liberdade para organizar contra-ataques e chegou a assustar em um deles, mas Brazão, como sempre, apareceu como personagem decisivo para manter o placar zerado na Vila Belmiro.
Se no sistema defensivo a fragilidade e a oscilação chamaram a atenção, no ataque a situação não foi diferente. Neymar, Gabigol, Barreal e Rony se encontraram muito pouco em campo, ficando muito distantes um do outro. O meio-campo, com Arão e Oliva, foi praticamente nulo, sem conseguir levar a bola aos atacantes e tampouco contribuindo na defesa.
Por volta dos 30 minutos, Vojvoda mexeu na formação tática do Santos e inverteu os lados de Rony e Barreal. O camisa 22 também passou a cair mais pelo centro do campo e criou uma das poucas chances da equipe na primeira etapa. Gabigol marcou após enfiada do argentino, mas estava impedido. O gol poderia ter dado uma injeção de ânimo no Peixe, mas não funcionou desta maneira.
Em resumo, o primeiro tempo do Santos não foi bom. O Peixe apostou muito nas bolas longas, mas viu seus atacantes estarem muito distantes um do outro, sofrendo para criar conexões. Nos minutos finais, Gabigol e Neymar passaram a se aproximar um pouco mais e criaram uma boa jogada. O time santista, porém, não conseguiu encaixar seu jogo e ainda viu o Inter levar mais perigo.
Diante da necessidade de vitória, Vojvoda promoveu a entrada de Moisés no lugar de Rony. O segundo tempo, contudo, não poderia ter começado pior para o Santos. Zé Ivaldo, que foi um dos piores da equipe no primeiro tempo por ceder muitos espaços, cometeu um erro. Em cobrança de escanteio, o zagueiro tentou afastar, mas cabeceou para trás e marcou contra.
O Santos sentiu a pressão e, mesmo assim, foi buscar o empate. Em jogada individual, Moisés arrancou um pênalti após ser derrubado por Vitinho dentro da área. Neymar, claro, foi para a cobrança e converteu. O camisa 10 foi muito celebrado, tanto antes como durante a partida. Com o placar igualado novamente, as duas equipes precisaram sair para o jogo.
O Peixe melhorou com as alterações de Vojvoda – além de Moisés, também entraram Gabriel Menino e Rollheiser, que deram maior criatividade ao meio-campo, setor apagado no primeiro tempo. O camisa 21, inclusive, entrou bem, se tornando a principal válvula de escape da equipe para ataques em profundidade, nas costas da zaga do Inter, e contra-ataques.
Ainda assim, o Santos apresentou muito pouco para um técnico que começou a rodada sob pressão. O treinador argentino voltou a morrer abraçado com as decisões ruins nas escalações iniciais e, apesar de ter acertado nas substituições, não conseguiu encontrar uma forma de fazer seu time ser superior a uma equipe que iniciou a rodada na lanterna do Brasileirão. Portanto, acabou demitido.
Com o resultado, o Santos chegou ao terceiro jogo consecutivo sem vitória no Campeonato Brasileiro, com dois empates e uma derrota, e não conseguiu deixar a parte de baixo da tabela. A equipe santista ainda caiu para a 16ª colocação, com seis pontos.


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