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·25 Juli 2026
André Silva reacende esperança de voltar à Seleção com Jesus: “Porque não?”

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André Silva é uma das novidades do FC Porto para 2026/27, após concretizar o regresso ao clube azul e branco, nove anos depois. Aos 30 anos, o avançado continua a alimentar o desejo de voltar a ser chamado à Seleção Nacional, agora que Jorge Jesus substituiu Roberto Martínez no cargo de selecionador.
«No início causou-me alguma estranheza [estar tanto tempo ausente das convocatórias], mas é normal porque nas últimas épocas não estive ao meu nível ou o contexto também não o permitiu pelos números. Respeito os treinadores, que são os nossos líderes, os capitães dos barcos e cada um tem as suas ideias para trazer o melhor ao clube ou à seleções», sublinhou o ponta de lança de 30 anos, em entrevista à Sport TV.
«Com o mister Martínez só houve um momento em que estivemos juntos, quando ele chegou. A partir daí não houve mais conversa. Havia sempre uma expectativa e estava sempre pronto a tentar dar o meu melhor para que resultasse, mas era uma expectativa que eu sabia que não controlava de todo e tranquilo e à espera só do momento e respeitando», acrescentou o atacante, que soma 19 golos em 53 internacionalizações A e não veste a camisola das Quinas desde a derrota (1-2) com a Coreia do Sul na fase de grupos do Mundial 2022, no Qatar.
Perante a possibilidade de uma convocatória por parte de Jorge Jesus, André Silva respondeu sem hesitar: «Sim, porque não? Continua a ser um sonho para mim representar a Seleção. Sinto que deixei de ir ontem, ou seja, tenho a sensação de que faço parte do espaço e tenho a mesma vontade e o mesmo sonho de representar Portugal agora e nas próximas competições. Sempre foi uma missão minha e continuará a ser enquanto estiver no meu melhor.»
«Isso enche-nos de confiança. Naquele momento eu vinha de uma trajetória em que passei de ser um miúdo a estar a jogar com o Cristiano, que era o meu ídolo. Jogar ao lado dele dava-me uma emoção e uma energia acima da média. Corria pela equipa, ajudava-o e também senti que com isso criava bastantes oportunidades para que ele marcasse. Ao mesmo tempo, senti que ele também queria e ficava contente de eu começar a marcar pela Seleção.»
«Não eram palavras ou expressões, eram atitudes ou olhares. Dentro do futebol, num jogo, nós conseguimos ler, olhar e ver as expressões. E eu lembro-me de um momento importante no meu primeiro golo, em que vi na expressão do Cristiano o sentimento de que ele queria ou que estava à espera que eu marcasse. Não sei se tinha sido uma interpretação minha, mas isso acaba por sentir-se. Sim, a empatia existia e foi tornada pública também pelo próprio Cristiano.»
«Claro que depositava sempre bastante confiança, pela qualidade que temos, mas é muito mais fácil falar de antigas especulações depois dos resultados. A qualidade que temos é inegável. Vendo os campeões ou as quatro finalistas, acho que enquanto grupo podíamos ter feito algo mais, visto de fora. É mais fácil falar aqui de fora, mas comparando a qualidade com esses quatro finalistas, estamos em pé de igualdade. O mais importante é haver união e puxar por todos.»
«Lembro-me de alguns, como o Dani Olmo, o Zubimendi, o Merino e o Oyarzabal. São jogadores de enorme qualidade. Uma das coisas que vem ao de cima foi a energia depositada diariamente no treino e a convicção, o carácter para ganhar. É isso que nos faz chegar a grandes palcos e competir como se estivéssemos a competir no nosso jardim com os nossos colegas. Isso ajuda a criar essa união e confiança. A lógica coletiva de competitividade.
«Eu não tive a oportunidade de trabalhar com o mister, mas por onde passou sempre ganhou títulos. Acho que é um treinador com carisma e capacidade de trazer isso ao de cima, pelo menos pelo trabalho visto de fora nas equipas por onde passou.»







































