Zerozero
·12 Juni 2026
Anfitrião arrancou simpático, mas foi a tempo de corrigir

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·12 Juni 2026

A Bósnia e Herzegovina entrou intensa, forte na bola parada e chegou cedo ao golo inaugural, mas foi-se encolhendo com o passar dos minutos. Deu tempo e espaço para o Canadá se descobrir ao longo do jogo e ir percebendo onde podia melhorar. Os canadianos aproveitaram e ainda foram a tempo de empatar (1-1), dividindo pontos neste arranque de Mundial.
Depois do México, esta sexta-feira, era a vez de outro dos anfitriões do Mundial 2026 dar o pontapé de saída na prova, no caso, o Canadá. Longe da pompa e circunstância vista no dia anterior no território mexicano, os canadianos iam festejando, com uma cerimónia de abertura para entusiasmar os seus adeptos.
Dentro de campo, por sua vez, demorou a corresponder. Ambas as seleções entraram a apostar num jogo mais direto, potenciando ambas as suas duplas de avançados, e demorou a jogar-se devidamente pelo chão. Nesse estilo de jogo, com vantagem de estatura, os bósnios foram sendo mais fortes e criando perigo na bola parada. Acabaram por chegar ao golo inaugural, aos 21', por Jovo Lukic, na sequência de um canto.
Esse golo foi procedido de uma pausa para hidratação e isso permitiu a Jesse Marsch reunir as tropas. Aí, o Canadá começou a ter mais bola e foi tentando combinar mais entre os seus laterais e extremos para criar, embora apostasse em excesso em cruzamentos, onde tinha desvantagem na área. Liam Millar ia sendo o colega de Stephen Eustáquio mais diferenciado, com Tani Oluwaseyi combativo na frente, mas faltou a frieza para chegar ao empate.
O Canadá teve tempo para reagrupar ao intervalo, mas demorou a melhorar a sua ligação e intensidade com bola e a Bósnia ia agradecendo, mostrando-se confortável defensivamente. Percebendo a ausência de melhorias, o selecionador canadiano foi ao banco e não teve receio de mudar, de uma assentada, três peças da frente. Os extremos Jacob Shaffelburg e Ali Ahmed trouxeram nova vida às alas, enquanto o possante Promise David deu maior fisicalidade para batalhar entre os centrais.
Percebendo esse crescimento, a Bósnia- que, ofensivamente, ia desaparecendo por completo -, foi tentando baixar o ritmo a seu bel prazer, tentando abrandar o crescimento caseiro. Contudo, Marsch continuou a colocar o pé no acelerador a partir do banco e a entrada de Cyle Larin para a frente trouxe a fisicalidade que faltava. O avançado do Southampton acabou por ser decisivo e, aos 78', após uma rotação deliciosa à entrada da área, com a bola no ar, atirou para o desejado empate.
Este golo trouxe alguma incerteza e o Canadá até fez por merecer mais, com direito a nova grande chance de Larin no final dos descontos, mas o empate a uma bola não se desfez. Divisão de pontos e o primeiro jogo da história do Canadá sem perder em Mundiais.
Cyle Larin (Canadá): o experiente avançado saltou do banco e trouxe ao ataque canadiano uma força que estava em falta. Acabou por marcar um golo decisivo para dar um possível importante ponto.
Jovo Lukic (Bósnia): num jogo pobre ofensivamente da Bósnia, foi lutador enquanto a equipa quis atacar e acabou por usar bem a sua estatura para fazer o primeiro golo da partida. Desapareceu com a descida de linhas bósnias.
Liam Millar (Canadá): enquanto jogou, principalmente na 1ª parte, foi o elemento mais diferenciado do Canadá e batalhou muito com Dedic. Faltou mais clarividência na ligação, mas também faltou outro apoio para essa execução.
Ali Ahmed (Canadá): entrou bem e trouxe a vida que faltava à ala direita canadiana. Foi imprevisível, ofensivo e vertical e até podia ter marcado.
O argentino Facundo Tello teve uma exibição sóbria, facilitada por ambas as seleções, num jogo com ritmo decente e pouco agressivo. Nada a apontar.

Onze do Canadá:
Maxime Crépeau, Alistair Johnston, Derek Cornelius, Luc De Fougerolles, Richie Laryea, Stephen Eustáquio, Liam Millar, Ismaël Koné, Tani Oluwaseyi, Jonathan David, Tajon Buchanan

Onze do Bósnia:
Nikola Vasilj, Amar Dedić, Nikola Katic, Tarik Muharemovic, Sead Kolasinac, Benjamin Tahirovic, Ermin Mahmic, Ivan Basic, Jovo Lukic, Ermedin Demirovic, Esmir Bajraktarević
1':

Começou a partida!
3':

Bósnia: Ermin Mahmic
viu a bola sobrar no coração da área, na sequência do livre batido largo para a área, e rematou por cima. Estava em ótima posição
17':

Canadá: Jonathan David
que perdida! Cruzamento na direita, a defesa bósnia corta mal, para a zona do penálti, e o avançado da Juventus tinha tudo para marcar, mas atirou à figura
21':

GOLO Bósnia e Herzegovina! Jovo Lukic marca
Jovo Lukic marca o seu 1º golo na prova (1 jogos)
Marca a Bósnia! Canto na direita, Kolasinac desvia de cabeça e, mesmo à boca da baliza, surge Lukic a encostar para o 0-1
32':

Canadá: Tani Oluwaseyi
que desperdício! O avançado canadiano ganhou bem no duelo físico na direita da área, puxou para o meio e tinha tudo para marcar, mas atirou por cima
45 +4':

1ª parte morna. A Bósnia entrou intensa e mais forte no jogo direto e bola parada, acabando por chegar ao golo. O Canadá tem evidentes dificuldades de ligação e vai tentando criar perigo pela velocidade das alas. Os canadianos foram crescendo, mas têm pecado na finalização.
47':

Canadá: Tani Oluwaseyi
trabalhou bem na direita da área, driblou um defesa e rematou de ângulo apertado para bela defesa
53':

Richie Laryea (Canadá) remata à barra!!!
O lateral foi bem desmarcado na esquerda da área, driblou um defesa e rematou com selo de golo, mas um central bósnio cortou na hora H e foi à barra
54':

Bósnia: Ermedin Demirovic
foi muito bem desmarcado nas costas da defesa, entrou na área e tentou o drible sobre o guarda-redes, mas este afastou para canto
59':

Bósnia: Tarik Muharemovic
saltou mais alto que todos e surgiu no coração da área a cabecear. Passou a rasar
78':

GOLO Canadá! Cyle Larin marca
Cyle Larin marca o seu 1º golo na prova (1 jogos)
Empata o Canadá! Grande arrancada de Kone a deixar em David à entrada da área. Este deixa de primeira em Larin e o avançado rodou muito bem entre os centrais e rematou para o 1-1
Melhor em campo:

Cyle Larin (CAN) foi, para a redação do
zerozero
, o melhor jogador em campo.
90 +6':

Canadá: Cyle Larin
respondeu ao cruzamento rasteiro na esquerda da área, recebeu, rodou e rematou contra um defesa. Estava em ótima posição
90 +7':

O árbitro apita para o final da partida
Melhor em campo:

Cyle Larin (CAN) foi, para a redação do
zerozero
, o melhor jogador em campo. O experiente avançado saltou do banco e trouxe ao ataque canadiano uma força que estava em falta. Acabou por marcar um golo decisivo para dar um possível importante ponto.







































