Território MLS
·21 Januari 2026
Antônio Carlos conversa com Território MLS, projeta 2026 e fala sobre passagem no Brasil

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·21 Januari 2026

Antônio Carlos encerrou a temporada 2025 da MLS vivendo um processo de retomada no futebol norte-americano. Contratado pelo Houston Dynamo no meio do ano, o zagueiro brasileiro aproveitou o curto período para se readaptar à liga, ganhar minutos e conquistar a titularidade, mesmo com a equipe ficando fora dos playoffs.
Com passagens recentes por Sport e Fluminense, Antônio Carlos voltou à MLS após uma trajetória consolidada no Orlando City, onde atuou entre 2020 e 2023 e conquistou a US Open Cup de 2022. Agora, no Dynamo, o defensor mira uma temporada mais estável em 2026, com um elenco reforçado e maior presença de jogadores brasileiros.
Antônio Carlos chegou ao Houston Dynamo em meados de 2025 e disputou oito partidas, marcando um gol em seu retorno à liga. Antes disso, atuou no primeiro semestre pelo Sport, com 13 jogos, e em 2024 defendeu o Fluminense em 33 partidas na temporada.
Apesar de o Dynamo ter terminado o ano na 12ª colocação da Conferência Oeste, com 37 pontos, o zagueiro avalia o período como importante para sua readaptação e crescimento dentro do elenco.
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Pensando em dar um salto competitivo, o Houston Dynamo reforçou o elenco para 2026 com nomes como Lucas Halter, Guilherme e Dohmann, aumentando ainda mais a presença brasileira no clube. Além deles, o elenco já conta com Antônio Carlos, Artur, Felipe Andrade e Pedro Cruz.
A expectativa é de que essa base facilite o entrosamento e ajude o clube a voltar a brigar por posições mais altas na Conferência Oeste.
Quais são suas expectativas para a temporada 2026 e como você avalia 2025 durante o curto período na MLS?
Antônio Carlos: Pude aproveitar o curto período para me readaptar à Liga e, principalmente, voltar a ganhar minutos. Infelizmente, terminamos o ano sem a classificação, mas consegui ter boas atuações e conquistar a titularidade. As expectativas para 2026 são as melhores, quero continuar no mesmo ritmo da última temporada, treinando dia a dia para ajudar a minha equipe e, quem sabe, me tornar um dos melhores defensores do campeonato. Temos um elenco que vem se qualificando cada vez mais, então a meta final é levantar um troféu pelo Houston. Temos um longo caminho pela frente, mas sei que coisas boas virão.
Qual diferença você sentiu entre a sua chegada à liga em 2020 e o retorno em 2025?
Antônio Carlos: De 2020 para cá, sinto que a MLS mudou bastante. Com mais investimento, os clubes conseguem contratar jogadores mais qualificados e o nível da Liga aumenta. Mas não é só por causa do dinheiro, a MLS se tornou um mercado desejado pelos jogadores, que escolhem jogar aqui.
Você viveu recentemente experiências no Brasil e nos Estados Unidos. Quais diferenças você percebe hoje entre a MLS e o Brasileirão?
Antônio Carlos: Dentro de campo, creio que o futebol brasileiro ainda está à frente por ter os melhores jogadores do mundo à disposição. Mas, em relação a organização da Liga e a qualidade de vida, os Estados Unidos vencem.
Sua passagem pelo Orlando City pesou na decisão de retornar à MLS?
Antônio Carlos: Claro, pesou bastante. O Orlando é um clube que me ajudou bastante profissionalmente e sou grato diariamente a todos que fizeram parte da minha trajetória. Naqueles quatro anos de clube, fui muito feliz aqui, então quando tive a oportunidade de voltar, não pensei duas vezes. Agora, é a vez de construir minha história no Houston e trazer muitas felicidades ao nosso torcedor.
Como você avalia o seu retorno ao Brasil?
Antônio Carlos: A expectativa era muito positiva, voltar para o lugar onde nasci e cresci é muito especial. Acho que tive um bom primeiro ano, fiz bons jogos, principalmente os clássicos, e consegui conquistar um título estadual. Claro que o jogador sempre espera mais, mas eu levo comigo as coisas boas que vivi.
Como foi o convívio com Fernando Diniz?
Antônio Carlos: O Fernando Diniz é um grande técnico e uma enorme pessoa, com quem tive o prazer de aprender muito. Ele consegue extrair o melhor de cada jogador. Com ele ou você aprende ou aprende.
O crescimento de brasileiros na MLS chama atenção. O que você acha desse movimento?
Antônio Carlos: Acho essa chegada de talentos brasileiros na Liga muito positiva. Sempre falei para os meus companheiros que eles tinham que ter essa experiência na carreira. Agora, ver isso acontecer, é muito legal. Com isso, a Liga só ganha. Somos os melhores do mundo, temos grandes jogadores no Brasil e se tivessem mais brasileiros aqui, o campeonato se tornaria ainda melhor.
Você deve formar dupla de zaga com Lucas Halter e atuar com Guilherme. Já conversaram sobre isso?
Antônio Carlos: Fico feliz por formar uma dupla de zaga brasileira, assim podemos nos entender com mais facilidade e ajudar o clube a alcançar os objetivos. O Guilherme é um grande jogador e a expectativa nele é muito grande, vai resolver muitos jogos para nós. Conversei com os dois na apresentação e as expectativas para esse ano são as melhores possíveis.







































