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JB Filho Repórter

·11 Mei 2026

As respostas de Castro e do vice de futebol após o Grêmio entrar no Z4 do Brasileirão

Gambar artikel:As respostas de Castro e do vice de futebol após o Grêmio entrar no Z4 do Brasileirão
  • O Grêmio perdeu para o Flamengo por apenas 1 a 0. Só que qualquer pessoa que assistiu ao jogo sabe que o placar passou longe de mostrar o tamanho da diferença entre os dois times dentro de campo.
  • E justamente por isso, depois da partida, tanto Luís Castro quanto Antônio Dutra Júnior tentaram construir uma linha de defesa muito clara para explicar o momento gremista.
  • A principal delas foi quase unânime nas entrevistas: o problema do Grêmio não seria perder para o Flamengo. O problema seriam os pontos deixados para trás em outros jogos considerados “do campeonato gremista”.
  • Luiz Castro bateu bastante nessa tecla.
  • O treinador relembrou que o Grêmio está na zona do rebaixamento, mas destacou que a distância para a parte de cima da tabela ainda é curta. A lógica utilizada foi simples: uma vitória a mais colocaria o clube próximo do G7. E, na visão dele, o peso da situação atual passa muito mais pelos tropeços contra equipes inferiores tecnicamente do que pela derrota para um Flamengo que ele praticamente colocou em outro patamar dentro do futebol brasileiro.
  • Em alguns momentos da entrevista, a comparação foi até pesada.
  • Castro tratou o Flamengo quase como um “Real Madrid” ou “Bayern de Munique” dentro do contexto brasileiro. A mensagem foi clara: não era razoável imaginar que o Grêmio controlaria o jogo ou teria domínio contra um time tão superior tecnicamente neste momento.
  • E honestamente? É difícil dizer que ele esteja completamente errado olhando só para o que aconteceu em campo.
  • O treinador admitiu que o Grêmio foi empurrado para trás o tempo inteiro. Mas fez questão de reforçar que isso não aconteceu por escolha própria. Segundo ele, o Flamengo simplesmente não deixou o Grêmio jogar.
  • Não foi uma opção defensiva pensada para entregar posse de bola. Foi incapacidade de competir tecnicamente com o adversário naquele nível de intensidade.
  • Castro explicou que o time até tentou pressionar mais alto em alguns momentos, especialmente no fim do primeiro tempo. Tentou roubar bolas mais perto da área adversária, subir marcação, respirar no jogo. Só que não conseguiu sustentar isso por muito tempo.
  • E aí entra um ponto importante da coletiva: o treinador deixou claro que não pretende abandonar o modelo atual mesmo depois de uma atuação tão sofrida.
  • O esquema com três zagueiros vai continuar.
  • A utilização do Mec mais centralizado, quase como um camisa 10, também.
  • O Amuzu jogando mais por dentro, próximo do atacante, igualmente.
  • Na visão do técnico, esse ainda é o formato em que o elenco se sente mais confortável e onde o time conseguiu apresentar os melhores momentos até aqui. A leitura interna é que não seria uma derrota para o Flamengo — ainda mais pela diferença de qualidade entre os elencos — que mudaria toda a estrutura construída nas últimas semanas.
  • Outro ponto levantado por Luís Castro foi a dificuldade do próprio trabalho.
  • E aqui talvez tenha vindo uma das declarações mais fortes da entrevista.
  • O treinador afirmou que este é um dos trabalhos mais difíceis da carreira dele.
  • A justificativa passa pela reformulação quase completa do elenco. Ele chegou a citar que, antes do jogo contra o Flamengo, a soma do tempo de clube dos 11 titulares não alcançava o tempo de Grêmio que o Kannemann sozinho possui. Era um elenco extremamente recente, com jogadores que chegaram há poucos meses e ainda tentando entender o funcionamento coletivo da equipe.
  • Na visão dele, isso naturalmente faz o desempenho demorar mais para aparecer.
  • E aí entra Antônio Dutra Júnior reforçando praticamente a mesma linha de raciocínio.
  • O vice de futebol deixou muito claro que o Grêmio não se considera postulante ao título brasileiro neste momento. Disse que o clube vive outro tipo de realidade e que a prioridade passa muito mais por reconstrução do que por disputa na parte de cima da tabela.
  • Segundo Dutra, a chegada de um técnico europeu faz parte justamente dessa tentativa de mudança cultural dentro do futebol gremista.
  • Ele relembrou que o clube não tinha um treinador europeu desde os anos 50 e explicou que a ideia atual passa por desenvolver jovens jogadores, reorganizar processos e criar uma estrutura mais sustentável esportiva e financeiramente.
  • E aí aparece outro problema que começa a ficar impossível esconder.
  • O Grêmio admite internamente que a folha salarial está inflada não apenas pelos jogadores atuais, mas também pelos atletas que já saíram do clube e seguem gerando custos através de acordos, parcelamentos e rescisões.
  • Ou seja: o clube paga caro por um elenco novo enquanto ainda carrega parte importante do elenco antigo financeiramente.
  • Isso ajuda a explicar o discurso de “falta de dinheiro” utilizado recentemente em casos como Cuéllar e Wagner Leonardo.
  • Mesmo assim, Dutra tentou defender que algumas mudanças já começam a dar resultado.
  • O principal exemplo citado foi o goleiro Weverton. Segundo ele, o Grêmio finalmente resolveu um problema que carregava desde a saída de Grohe. E sinceramente? Depois do jogo contra o Flamengo, fica até difícil contestar essa parte específica. O Weverton foi disparado o melhor jogador gremista em campo.
  • Só que o próprio dirigente admite que várias contratações ainda estão abaixo do esperado.
  • Tetê acaba sendo o caso mais evidente para a torcida, mas ele também citou nomes como Leonel Pérez e Nardoni entre os jogadores que ainda não entregaram aquilo que o clube esperava.
  • No fim das contas, o discurso da direção e da comissão técnica parece caminhar todo para o mesmo ponto: o Grêmio entende que está em reconstrução, acredita que o modelo atual ainda precisa de tempo e aposta que a parada da Copa do Mundo será decisiva para Luís Castro conseguir finalmente implementar o trabalho da maneira que imagina.
  • A questão é que o Brasileirão normalmente não oferece muito tempo para ninguém.
  • E enquanto o Grêmio tenta construir esse processo, a tabela segue andando.
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