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·1 Juni 2026
Atlas Verdão: o mapa dos palmeirenses espalhados pela Copa do Mundo 2026

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Em junho de 1974, seis jogadores do Palmeiras desembarcaram juntos na Alemanha Ocidental para disputar uma Copa do Mundo. Vestiam todos a mesma camisa amarela: Emerson Leão, Luís Pereira, Alfredo Mostarda, Leivinha, Ademir da Guia e César Maluco haviam sido chamados por Mário Zagallo logo depois do bicampeonato brasileiro de 1972 e 1973. Nenhum clube do país levou mais representantes àquele Mundial. Era o tamanho do Palmeiras dentro do Brasil — e o número virou um teto que sobreviveu a mais de meio século.
Cinquenta e dois anos depois, esse teto está prestes a ceder. Mas a maneira como ele cai conta uma história que o time de 74 jamais imaginaria: o Palmeiras de 2026 pode colocar até nove jogadores na Copa do Mundo dos Estados Unidos, Canadá e México — distribuídos por cinco seleções e nenhum deles pela Seleção Brasileira. Carlo Ancelotti, no comando do Brasil, não chamou um único atleta do elenco alviverde. E mesmo assim o Verdão caminha para ter mais jogadores em um Mundial do que em qualquer outro momento de sua história.
Este é o Atlas Verdão: o mapa de onde está cada palmeirense no maior torneio do planeta, o que esse fenômeno revela sobre a era mais internacional do clube e como a Academia de Futebol banca, sozinha, um elenco digno de cinco seleções. E, aqui no Portal do Palestra, temos uma categoria específica para conteúdos exclusivos. Vale a pena acompanhar.
Atlas Verdão · Copa do Mundo 2026
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palmeirenses rumo à Copa do Mundo
Pela primeira vez em 52 anos, o Verdão ameaça seu recorde de 1974 — e desta vez a marca pode cair pelas mãos de cinco seleções estrangeiras.
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Recorde de 1974
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Seleções
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Pelo Brasil
Por décadas, a Copa de 1974 foi o ponto mais alto do Palmeiras em convocações para um Mundial. Os seis nomes não eram coadjuvantes: Leão e Luís Pereira foram titulares absolutos da Seleção naquele torneio. Leivinha disputou as três primeiras das sete partidas do Brasil; Alfredo Mostarda e Ademir da Guia entraram apenas na disputa do terceiro lugar; e César Maluco passou a campanha como opção no banco. O Palmeiras campeão brasileiro de 72 e 73 exportava titulares para o time nacional — e nenhum rival chegou perto daquilo durante gerações.
O detalhe que torna 2026 tão singular é que o recorde, agora, muda de bandeira. Não há sequer um palmeirense na lista de Ancelotti. A presença do clube no Mundial não vem mais do amarelo: vem do azul-celeste argentino, do celeste uruguaio, do vermelho-e-branco paraguaio e do amarelo colombiano. O Palmeiras deixou de ser o maior fornecedor da Seleção Brasileira para se tornar um fornecedor de seleções — no plural.
Mapeada por seleção, a presença alviverde no Mundial ganha contorno. São jogadores que vão de capitão experiente a peça de rodízio, mas todos saídos do mesmo vestiário no Allianz Parque.
O Palmeiras espalhado pelo Mundial
Convocados e cotados, por seleção · atualizado em 1º de junho de 2026
Lista sujeita a alteração até o fechamento das relações finais de 26 jogadores de cada seleção. Fontes: relações oficiais das confederações, ESPN, Lance!, Palmeiras Online.
O nome mais simbólico é o de Flaco López. Artilheiro do Palmeiras em 2024 (22 gols) e em 2025 (25 gols), o atacante teve sua primeira convocação argentina ainda em agosto de 2025, nas Eliminatórias, e em 28 de maio de 2026 confirmou presença na lista final de Lionel Scaloni para a Copa — um salto e tanto para quem nunca havia vestido a camisa da seleção campeã mundial. O lateral Agustín Giay aparece como alternativa.
No Uruguai de Marcelo Bielsa, dois alviverdes foram lembrados: o lateral-esquerdo Joaquín Piquerez, que vinha se recuperando de uma lesão no tornozelo direito sofrida em amistoso, e Emiliano Martínez. O Paraguai é quem mais bebe da fonte do Verdão, com três nomes: o capitão e líder defensivo Gustavo Gómez, o ponta Ramón Sosa e Maurício. E a Colômbia leva Jhon Arias. Cinco seleções, quatro continentes representados nas arquibancadas, uma única origem em campo.
Sobrepor as duas Copas é medir o quanto o Palmeiras mudou de escala. Em 1974, a força nascia de um time campeão brasileiro que abastecia uma única seleção. Em 2026, ela nasce de um departamento de futebol que monta um elenco multinacional, líder do Brasileirão, e ainda assim consegue ceder titulares a meia dúzia de países sem desmontar a equipe.
1974 × 2026 — o recorde que troca de bandeira
Há 52 anos, todos vestiam o amarelo do Brasil. Agora, o Verdão se espalha pelo mundo.
O recorde de 1974 foi atingido só com a Seleção Brasileira. Em 2026, nenhum brasileiro do elenco foi chamado por Ancelotti — a marca cai pela força internacional do plantel.
A leitura é direta. O recorde de 1974 mediu o tamanho do Palmeiras dentro do Brasil. O recorde de 2026 mede o tamanho do Palmeiras dentro do mundo — e o faz justamente no ano em que o clube lidera o Campeonato Brasileiro, prova de que a internacionalização não esvaziou o time, apenas ampliou seu alcance.
Nenhum desse cenário se sustentaria sem a engrenagem silenciosa que banca o clube por baixo. Desde 2022, o Palmeiras arrecadou mais de R$ 1 bilhão com a venda de Crias da Academia, e é o único clube brasileiro entre os dez maiores do mundo em lucratividade com atletas de base. Para 2026, a meta é de R$ 399,6 milhões em vendas de direitos econômicos — e só o primeiro trimestre já rendeu R$ 119,2 milhões.
É essa máquina que permite contratar e segurar um plantel à altura de cinco seleções de Copa. E a prateleira segue cheia: o zagueiro canhoto Benedetti, de 1,97m e 19 anos, já no radar do Barcelona; o meia-atacante Erick Belé, principal nome do sub-20 campeão brasileiro de 2025, com pedida próxima de €45 milhões; e Riquelme Fillipi, cuja multa rescisória foi fixada em €100 milhões. Os palmeirenses da Copa de 2030, provavelmente, já estão treinando na Barra Funda.
A máquina que financia o elenco da Copa
A Academia que abastece o mundo — em números (2022–2026)
R$ 1 bi+
arrecadado com Crias desde 2022
R$ 399,6 mi
meta de vendas para 2026
9º
no top mundial de lucro com base
Riquelme Fillipi (multa) €100 mi
Erick Belé (pedida) ~€45 mi
Realizado no 1º trim. 2026 R$ 119,2 mi
Fontes: balanços do clube, CNN Brasil, CIES Football Observatory, Transfermarkt. Valores de pedida e multa não representam venda concretizada.
Com o Brasileirão pausado durante o Mundial — o retorno só acontece em julho —, o torcedor alviverde ganha um motivo extra para acompanhar a Copa: torcer pelo Palmeiras dentro de cada seleção. Cada finalização de Flaco pela Argentina, cada corte de Gómez pelo Paraguai e cada arrancada de Arias pela Colômbia carregará, de algum modo, um pedaço do Verdão na maior vitrine do futebol.
O recorde de 1974 resistiu por mais de cinco décadas. Em 2026, ele não vai cair porque o Brasil redescobriu o Palmeiras. Vai cair porque o mundo inteiro já o descobriu primeiro.
O Palmeiras pode ter até nove jogadores na Copa do Mundo de 2026, distribuídos por cinco seleções: Argentina, Uruguai, Paraguai e Colômbia. A lista definitiva depende das relações finais de 26 nomes de cada seleção.
O recorde anterior é de 1974, com seis jogadores convocados — todos pela Seleção Brasileira: Emerson Leão, Luís Pereira, Alfredo Mostarda, Leivinha, Ademir da Guia e César Maluco.
Não. O técnico Carlo Ancelotti não convocou nenhum atleta do elenco profissional do Palmeiras para a Seleção Brasileira. A presença alviverde no Mundial se dá inteiramente por seleções estrangeiras.
Os nomes de maior destaque são o capitão Gustavo Gómez (Paraguai), o artilheiro Flaco López (Argentina), o lateral Joaquín Piquerez (Uruguai) e Jhon Arias (Colômbia).







































