Esporte News Mundo
·7 Juni 2026
Atuações ENM: Com destaques positivos e negativos, Brasil liga alerta, mas mostra controle diante do Egito

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·7 Juni 2026

A Seleção Brasileira encerrou sua preparação para a Copa do Mundo com vitória por 2 a 1 sobre o Egito, neste sábado (6), em Cleveland, nos Estados Unidos. Em um amistoso marcado por mais testes promovidos por Carlo Ancelotti, o Brasil alternou bons momentos, especialmente no controle da posse de bola, com alguns erros que acenderam sinais de alerta a poucos dias da estreia no Mundial.
Bruno Guimarães abriu o placar ainda no primeiro tempo, mas uma falha na saída de bola permitiu que Ziko deixasse tudo igual para os egípcios. Na etapa final, após uma série de mudanças promovidas pelo treinador italiano, Endrick apareceu para garantir a vitória brasileira e reforçar a disputa por espaço no setor ofensivo.
Apesar do resultado positivo, a atuação deixou diferentes impressões. Enquanto alguns jogadores aproveitaram a oportunidade para ganhar moral com a comissão técnica, outros tiveram desempenho abaixo do esperado e aumentaram as dúvidas para a definição da equipe que iniciará a caminhada na Copa do Mundo. Confira abaixo as notas e análises das atuações da Seleção Brasileira, além de alguns destaques do Egito.

Bruno Guimarães foi um dos destaques positivos pela Seleção Brasileira (Foto: Kirk Irwin/Getty Images)
Alisson – 5,0: Não teve culpa no gol de Ziko, mas como tem sido habitual não inspirou confiança e precisou sair do gol algumas vezes em contra-ataques adversários, talvez por falta de comunicação com a defesa.
Wesley – 5,0: Deu espaço ao ataque egípcio pelo lado direito, mas chegou bem ao ataque em sua última oportunidade em campo; sentiu lesão e precisou deixar o campo chorando sem tempo de conseguir apresentar melhora, ainda aos 16 minutos.
Marquinhos – 4,0: Mostrou em campo o zagueiro e capitão que temos medo de ver na Copa, longe de sua melhor versão; errou o recuo para Alisson no lance que resultou no gol de Ziko e ainda tomou um amarelo antes de ser substituído.
Ibañez – 6,5: Mais seguro que o companheiro de zaga e chegou a cobrir espaços tanto pela direita quanto à esquerda, levando a melhor na maior parte dos duelos.
Douglas Santos – 6,5: Discreto e seguro como de costume, além de apresentar melhor apoio ofensivo na partida de hoje; se consolida como o possível titular da posição.
Casemiro – 6,0: Não foi destaque, mas também não comprometeu, tendo mais participação defensiva do que ajudando propriamente no início de jogadas ofensivas.
Bruno Guimarães – 7,0: Um dos melhores em campo, aproveitando bobeira do defensor egípcio para roubar a bola no ataque e abrir o placar; enquanto esteve em campo teve boa presença em seu setor, principalmente ao buscar Igor Thiago em passes longos.
Lucas Paquetá – 6,0: Iniciou com bom ritmo ofensivo, mas foi sumindo em campo entre o gol de empate adversário e o intervalo, quando foi substituído.
Raphinha – 6,5: Inseguro ofensivamente na primeira etapa, se movimentou bem e ajudou a criar boas oportunidades, mas pecou quando teve a oportunidade de finalizar; permanecendo em campo no segundo tempo, demonstrou evolução e deu a assistência para o gol de Endrick.
Vini Jr. – 5,5: Bastante acionado, chegou a criar boas oportunidades pelo setor esquerdo e gerar possíveis lances de faltas, mas esteve bem longe do jogador que vemos no Real Madrid.
Igor Thiago – 6,0: Demonstrou ser, talvez, uma peça necessária para o setor ofensivo da Seleção; Com força e bastante vontade foi referência ofensiva enquanto esteve em campo, mas faltou refino no momento de finalizar.

Raphinha teve primeira etapa apagada, mas demonstrou evolução no segundo tempo (Foto: Kirk Irwin/Getty Images)
Weverton – 6,5: Mais exigido e seguro que Alisson, mostrou estar pronto para assumir a meta quando e se necessário, acenando para se tornar oficialmente o reserva direto da posição.
Danilo – 6,0: Claramente não era o plano de Ancelotti para a partida, mas teve de entrar devido à lesão de Wesley; De qualquer forma, foi mais seguro defensivamente que o companheiro de equipe e não comprometeu em campo.
Bremer – 6,0: Também não comprometeu e demonstrou bom combate nas bolas aéreas, demonstrando ser uma boa opção para reforçar a defesa em momentos de ‘abafa’ durante a Copa.
Léo Pereira – 6,0: Cumpriu seu papel defensivamente e ainda arriscou bom passes diretos ao ataque tanto por baixo quanto por cima.
Alex Sandro – 6,0: Entrou na reta final e não teve tempo de mostrar muito, mas conseguiu demonstrar solidez defensiva.
Fabinho – 6,5: Um pouco mais seguro e eficiente que Casemiro, tanto nos desarmes quanto na recuperação ofensiva, principalmente no início da segunda etapa.
Danilo Santos – 7,0: Mais uma boa apresentação. Soube aproveitar os minutos em campo tanto na marcação quanto na transição ofensiva e pede passagem como um dos ‘reservas de luxo’ para a Copa.
Luiz Henrique – 6,5: Talvez tenha achado sua função como ‘super substituto’. Assim como em oportunidades anteriores, demonstrou evolução entrando na segunda etapa e incomodando bastante a defesa adversária; se atrapalhou em alguns lances.
Gabriel Martinelli – 6,0: Entrou quando o jogo já não pedia tanta criação ofensiva e ainda ensaiou boas jogadas com os companheiros de ataque.
Endrick – 8,0: O melhor em campo, elevando o nível técnico da Seleção na segunda etapa, mesmo sem as principais peças ofensivas em campo. Segue demonstrando não sentir o peso da camisa e foi mais uma vez decisivo com o gol da vitória; Em excelente forma, é mais um ‘reserva de luxo’ de Ancelotti.
Matheus Cunha – 6,5: Conseguiu ajudar na criação ofensiva e foi essencial no decorrer da jogada do segundo gol pela pressão na defesa egípcia; ainda não fez jus pela escolha de Ancelotti, mas mostra evolução em campo.
Carlo Ancelotti – 6,0: Assim como na partida anterior, utilizou da preparação para mexer bastante não só nas peças em campo quanto na parte tática; ainda precisa criar sua identidade tática às vésperas do Mundial, mas a melhora da Seleção é cada vez mais clara em comparação aos comandantes anteriores.

Vindo novamente do banco, Endrick foi responsável pelo gol da vitória brasileira (Foto: Kirk Irwin/Getty Images)
Shobeir – 6,5: Seguro na primeira etapa, o goleiro egípcio foi o motivo do placar não estar mais largo já no intervalo; não teve culpa direta em nenhum dos dois gols brasileiros.
Mostafa Ziko – 7,0: Autor do gol egípcio, demonstrou que o apelido inspirado no ídolo rubro-negro não é apenas fachada, sendo o maior destaque da equipe em campo, mesmo após a entrada de Salah no intervalo.
O Brasil agora volta a campo no próximo sábado (13), pela estreia na Copa do Mundo contra Marrocos. Após bom teste contra uma seleção africana, a Seleção Brasileira de Ancelotti deve chegar mais perto de sua versão definitiva e confiante para o que deve ser o maior desafio da fase de grupos.
Langsung







































