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·21 Januari 2026
Augusto Melo depõe à comissão do Corinthians sobre invasão ao Parque São Jorge

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O ex-presidente do Corinthians, Augusto Melo, prestou esclarecimentos à Comissão de Ética do clube na noite da última terça-feira por causa da invasão ao Parque São Jorge realizada em 31 de maio de 2025.
Segundo apurou a Gazeta Esportiva, Augusto Melo e outros envolvidos no ato foram convocados a dar explicações. O presidente destituído tentou suspender a reunião, mas não teve sucesso.
Ele, então, participou do encontro via videoconferência, ao lado do seu advogado Ricardo Jorge. A sessão foi presidida por Leonardo Pantaleão, presidente da Comissão de Ética. Augusto Melo se defendeu e disse que foi convencido a ir à sala da presidência por seus aliados, que afirmaram que ele era o legítimo presidente.
O presidente destituído em 2025 não será o único a ser escutado pela Comissão de Ética. O órgão também agendou oitivas com outros conselheiros envolvidos na invasão, como Peterson Ruan Aiello e Wanderson Sales. Pivô do ato, Maria Ângela de Souza Ocampos já prestou seu depoimento.
Já os sócios que estavam presentes no ato estão sendo investigados pela Comissão de Ética dos Associados, presidida por Luiz Alberto Bussab.

(Foto: Peter Leone/O Fotografico/Gazeta Press)
Após ouvir todos os envolvidos, a Comissão de Ética do Corinthians irá emitir um parecer contendo (ou não) possíveis punições. Os casos serão tratados de forma individual, ou seja, no parecer haverá sugestões para cada um dos participantes.
Posteriormente, o presidente do Conselho Deliberativo do clube, Romeu Tuma Júnior, colocará a pauta em discussão no plenário. Os conselheiros, então, votam para confirmar ou não as eventuais penalizações.
No último dia 31 de maio, Augusto Melo, então afastado da presidência do Corinthians pelo Conselho Deliberativo, se dirigiu ao Parque São Jorge com alguns aliados e tentou reassumir o cargo através de um documento, assinado por Maria Ângela de Souza Ocampos.
Ela, que atua como 1ª vice secretária do Conselho, se intitulava presidente interina do órgão já que, em seu entendimento, Romeu deveria estar afastado e o sucessor imediato do posto, o vice Roberson de Medeiros, o ‘Dunga’, estava de licença médica. Na ocasião, a conselheiro dizia ter anulado todos os atos conduzidos por Tuma desde o dia 9 de abril de 2025, dentre eles, a votação que aprovou o impeachment de Augusto pelo caso VaideBet, determinando que o presidente afastado deveria ser reconduzido à função.
Para defender a tese, os aliados de Augusto voltaram a sustentar a ação com os Artigos 28, letras D e E, e 30 do estatuto do Corinthians. No entanto, como publicou a Gazeta Esportiva, estes artigos são pertinentes aos associados do clube social, e não aos conselheiros eleitos.
Além disso, a Gazeta Esportiva revelou irregularidades do ato liderado por Augusto Melo que foram expostos por Rodrigo Bittar. Ele, inclusive, votou contra o afastamento de Tuma em reunião do dia 9 de abril.
Por Tiago Salazar e André Costa







































