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·5 Februari 2026
Bandeira critica impacto de reforma no Flamengo e busca 'solução'

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Após o alerta emitido pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, sobre a reforma tributária, um ex-ocupante do cargo também decidiu se manifestar: Eduardo Bandeira de Mello. Projeções financeiras feitas pelo Flamengo indicam que o clube pode precisar arcar com um prejuízo acumulado de aproximadamente R$ 728 milhões nos próximos sete anos.
A principal crítica de Bap, claro, girou em torno do fato de que o Flamengo, como clube associativo, terá gastos bem superiores às SAFs. No cenário proposto, as sociedades anônimas pagam uma alíquota de imposto de 6%, enquanto agremiações sem fins lucrativos (como é o caso do Mais Querido) podem ver esse número chegar a 11%.
Bandeira, então, decidiu se manifestar sobre o tema e também criticou o formato atual da reforma. O ex-presidente do Flamengo apontou que, mesmo com uma redução na alíquota dos clubes sem fins lucrativos, as SAFs seguirão sendo beneficiadas em torno dos impostos.
"Apesar de os clubes poderem ter uma redução de 60% na alíquota, que ainda vai ser definida, e também a possibilidade de creditamento de despesas, isso certamente não vai compensar a vantagem que as SAFs têm, que foi garantida já pela reforma tributária", explicou o hoje deputado ao canal "Resenha Rubro-Negra".
Bandeira de Mello ainda ressaltou que a Câmara buscou uma solução para o tema, algo que deixaria as alíquotas mais próximas para os dois lados. A ideia, porém, acabou vetada, o que gerou o cenário absolutamente favorável às SAFs.
Ainda há o prejuízo direto aos esportes olímpicos, já que os impostos também aumentariam para o Flamengo neste departamento. O resultado, claro, vai ser o clube deixar de investir na área, que já gerava déficit: eram R$ 70 milhões de investimento e cerca de R$ 24 milhões de retorno, um prejuízo de aproximadamente R$ 46 milhões.
"Tentando resolver essa situação desde o ano passado, a Câmara aprovou uma emenda de plenário que alterou a regulamentação da reforma tributária e estendeu para os clubes as mesmas alíquotas aplicadas às SAFs. No entanto, essa emenda foi considerada inconstitucional e foi vetada pela Presidência da República", acrescentou Bandeira.
Por fim, Bandeira de Mello ainda ressaltou que as novas alíquotas só entraram em vigor em 2027, o que permite que a discussão ainda aconteça por algum tempo. O ex-presidente do Flamengo ressaltou que vai buscar mudanças no cenário, mas cobrou que todas as partes estejam engajadas no diálogo.
"Como as novas alíquotas só vão valer a partir de 2027, nós temos ainda quase que um ano inteiro para poder discutir e essa discussão começa agora, em fevereiro, depois que terminar o recesso legislativo e o importante é que haja diálogo e compreensão e que se busque uma solução justa e isonômica", finalizou Bandeira.
Enquanto Bandeira lida com a reforma no plenário, o Flamengo foca nos desafios da temporada 2026. A próxima partida do Rubro-Negro acontece neste sábado (7), pela última rodada da primeira fase do Campeonato Carioca, contra o Sampaio Corrêa. A bola rola a partir de 21h (horário de Brasília), no Maracanã.








































