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·26 Mei 2026

Barrado em sessão do Conselho, vice do Corinthians critica condução do processo de expulsão de Andrés Sanchez

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Por Larissa Beppler | Redação da Central do Timão

O Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou, na noite desta segunda-feira (25), a expulsão do ex-presidente Andrés Sanchez do quadro associativo do clube. A decisão foi tomada em reunião realizada no Parque São Jorge, motivada pelo uso indevido do cartão corporativo para despesas pessoais.

A sessão teve caráter restrito aos membros do Conselho Deliberativo, conforme comunicado previamente divulgado pelo presidente em exercício do órgão Leonardo Pantaleão. Integrantes da diretoria executiva não estavam autorizados a participar da reunião. Apesar da determinação, o vice-presidente do Corinthians Armando Mendonça compareceu ao anfiteatro do clube e tentou acompanhar a sessão, sendo posteriormente convidado a se retirar.


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Foto: Central do Timão

Na saída do local, Armando conversou com a imprensa e criticou a condução do processo por parte de Leonardo Pantaleão, além de questionar a proibição da presença da diretoria na reunião.

Hoje é um dia importante para a história do Corinthians, um marco para a política do clube. Como em todas as reuniões do Conselho Deliberativo, nas quais a diretoria sempre esteve presente, eu compareci, inclusive em respeito ao Estatuto e ao Regimento Interno. Na convocação havia um item proibindo a presença da diretoria, e eu fui questionar onde isso estava previsto no Estatuto. Alguns conselheiros de oposição concordaram com o posicionamento dele e eu me retirei da reunião”, afirmou o dirigente.

Armando Mendonça também classificou a medida como um desrespeito à instituição, ressaltando que o presidente Osmar Stabile está em viagem oficial no Rio de Janeiro, participando de compromissos na CBF.

Eu, como vice-presidente e representando o Corinthians hoje, considero isso um desrespeito à instituição e à história do clube. Nunca, na história do Corinthians, um presidente ou vice-presidente foi proibido de participar de uma reunião do Conselho Deliberativo, especialmente uma reunião tão importante quanto esta”, declarou.

O dirigente ainda criticou o acúmulo de funções exercido por Leonardo Pantaleão, que atualmente preside tanto o Conselho Deliberativo quanto a Comissão de Ética do Corinthians.

Talvez ele não entenda por que o Estatuto determina que o vice-presidente do Conselho Deliberativo seja também o presidente da Comissão de Ética. Isso não é um preciosismo estatutário. Infelizmente, ele acumula funções, toma atitudes drásticas e não republicanas (…) Acho que é um momento, sempre falei isso, desde o começo da nossa gestão, acho que são os três anos que o Corinthians vive a maior crise institucional da sua história”, disse Armando.

Questionado se havia sido orientado pelo presidente Osmar Stabile a acompanhar a sessão, o vice-presidente confirmou. “Foi um pedido do presidente. Sempre acompanhei as reuniões do Conselho Deliberativo”, afirmou.

Armando também voltou a criticar Pantaleão por atuar simultaneamente na condução dos procedimentos disciplinares e na presidência do órgão julgador. “Hoje ele decide quem julga, como julga, de que forma julga e quando julga. Eu acho que já vi isso antes”, declarou.

Leonardo Pantaleão, por sua vez, negou qualquer suspeição para conduzir a sessão. Embora tenha atuado como relator da investigação na Comissão de Ética antes do licenciamento de Romeu Tuma Júnior da presidência do Conselho, Pantaleão argumentou que, na condição de presidente do colegiado, não exerceu direito a voto na reunião desta segunda-feira.

Armando Mendonça também foi questionado sobre qual seria seu posicionamento caso tivesse direito a voto na sessão. De forma direta, o dirigente afirmou que votaria pela expulsão de Andrés Sanchez.

O vice-presidente ainda comentou sobre o procedimento disciplinar em que é citado no caso do suposto desvio de materiais esportivos do clube. Ao ser perguntado se considera haver elementos para alegação de nulidade processual, preferiu deixar a análise a cargo de sua defesa.

Isso eu deixo para o meu advogado, doutor Sérgio Alvarenga, que está cuidando disso. Estou muito tranquilo. A Comissão de Justiça emitiu um parecer, mas ele não é vinculante. O parecer apenas encaminha o processo para a Comissão de Ética realizar a devida apuração”, concluiu.

Ao final da votação, dos 167 conselheiros presentes, 112 votaram favoravelmente à expulsão de Andrés Sanchez, enquanto 49 foram contrários à medida. Também foram registradas seis abstenções.

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