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·13 April 2026
Benfica District avança e atrai investidores globais

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O Sport Lisboa e Benfica continua a acelerar um dos projetos mais ambiciosos da sua história recente. Em entrevista ao ECO, Nuno Catarino, CFO da SAD encarnada, fez um ponto de situação do Benfica District e deixou sinais claros sobre o futuro do investimento.
O responsável financeiro confirmou que existem contactos com financiadores internacionais, incluindo bancos norte-americanos como o J.P. Morgan, mas garantiu que o processo ainda está numa fase inicial. O foco imediato passa pelo licenciamento, com o clube a aguardar luz verde da Câmara Municipal de Lisboa, decisão que deverá ficar fechada até ao verão.
«Temos mantido conversas com vários financiadores internacionais, mas para efeitos de financiamento estamos ainda numa fase bastante preliminar. Ainda é cedo para ter um dossier de project finance consolidado. Submetemos o pedido de informação prévia na Câmara Municipal de Lisboa — o chamado PIP [Pedido de Informação Prévia] — para conseguir licenciar os trabalhos. O próximo passo determinante é o licenciamento. Será em breve. Até ao verão teremos necessariamente o licenciamento definido»
Com um investimento estimado acima dos 220 milhões de euros, o Benfica District é visto como um projeto estratégico, alinhado com o objetivo de conclusão a tempo do FIFA World Cup 2030. Catarino acredita que o Benfica se mantém entre as marcas mais fortes do futebol europeu e destaca a combinação entre clube, cidade e momento como fator diferenciador.
«No futebol europeu há apenas dez marcas verdadeiramente relevantes e o Benfica estará sempre nesse grupo. Conseguimos junção quase perfeita: uma tendência que se afirma com solidez, uma marca muito forte e uma cidade com momento, que é Lisboa. Há estas três componentes, associadas ao Mundial 2030 — que é o nosso objetivo de conclusão do District.»
Apesar da abertura a capital internacional, o dirigente desmentiu qualquer contacto com investidores sauditas que estiveram em Portugal no início do ano, afastando negociações diretas com esse grupo.
«Esse grupo não esteve no Benfica. Não se reuniram comigo, nem com a SAD. Não estiveram cá. É um facto que, em muitos casos, os investidores americanos surgem associados a capital do Médio Oriente, mas a liderança é dos bancos norte-americanos, que depois têm acesso a esse capital. Imagino que outros clubes tenham tido uma componente de 20% a 30% de capital oriundo do Médio Oriente. Em alguns casos na Europa, quando a via de mercado habitual não é a mais acessível, tem-se ido diretamente a investidores da Arábia Saudita e de outros mercados. Mas essa não é a nossa expectativa. Se nos tivesse sido solicitada uma reunião, teríamos recebido esses investidores sem qualquer reserva. Simplesmente, tal não aconteceu»
Além do projeto, o CFO abordou ainda a questão do consumo de álcool nos estádios, defendendo que a sua liberalização controlada pode beneficiar o futebol português, garantindo que não existe relação direta entre consumo moderado e incidentes.
«É fundamental ter álcool dentro do estádio ou dentro dos perímetros em que o Benfica opera. Esta é uma medida que vai beneficiar todo o futebol português. Não existem impedimentos legais nessa matéria, mas tem havido condicionamentos decorrentes da interpretação das normas, algo em que temos trabalhado com outros clubes, existindo abertura dos intervenientes para que tal seja possível. Já estivemos perto de uma solução e acreditamos que a alcançaremos nos próximos anos»
Langsung


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