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·6 Juni 2026
Benfica rejeita orçamento da FPF para 2026-27

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·6 Juni 2026

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) aprovou, este sábado, na Cidade do Futebol, o Plano de Atividades e Orçamento para a temporada 2026-27. A reunião ordinária da Assembleia Geral ficou marcada pela divisão entre os principais clubes portugueses, com o Benfica a votar contra, o Sporting a favor e o FC Porto e a Liga de Clubes a optarem pela abstenção.
Os encarnados foram os únicos a rejeitar o documento de forma clara. A posição do Benfica assenta em dois argumentos principais: o crescimento considerado excessivo das despesas previstas no orçamento e o alegado incumprimento das promessas feitas à estrutura do futebol profissional, em particular no que diz respeito à distribuição das receitas provenientes das apostas desportivas, uma reivindicação antiga dos clubes da I Liga.
Já o Sporting votou favoravelmente, embora sem entusiasmo incondicional. A delegada do clube deixou um recado público a Pedro Proença, presidente da FPF, esperando que este cumpra os compromissos assumidos em campanha eleitoral. A ressalva deixada pelos leões não é residual, uma vez que toca nos mesmos pontos que levaram o Benfica a votar contra, nomeadamente as contrapartidas financeiras para o futebol profissional.
O FC Porto e a Liga de Clubes seguiram uma linha semelhante à do Sporting na forma, mas diferente no desfecho, preferindo a abstenção à aprovação. A justificação é idêntica: a expectativa de que as promessas eleitorais de Proença se materializem em medidas concretas, algo que, até ao momento, os clubes consideram não ter acontecido.
O resultado da votação espelha uma tensão que não é nova entre a federação e os principais agentes do futebol profissional português. A questão das apostas desportivas, com os clubes a reclamarem uma fatia mais significativa das receitas geradas, permanece por resolver e continua a ser o principal ponto de discórdia nas relações institucionais. O orçamento foi aprovado, mas os sinais de desconforto deixados por três das entidades com maior peso no futebol nacional indicam que o debate está longe de encerrado.







































