Portal dos Dragões
·10 Mei 2026
Borja Sainz queria golo para si no lance do 1-1 de Gül: “Era importante para mim mas fico contente por ele”

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Borja Sainz terminou a partida com uma vitória por 3-1 diante do AVS SAD, mas ficou também com a sensação de que havia pormenores a melhorar numa noite em que o resultado não apagou totalmente a exigência. No rescaldo, o extremo espanhol analisou o que faltou no jogo, o peso de um objectivo que escapou e ainda um lance em que o golo poderia ter sido seu, mas acabou por ficar para Deniz Gül. No final, entre a frustração e o desprendimento, resumiu tudo numa ideia simples: “Fico contente por ele…”.
Em clima de balanço, Borja Sainz manteve uma linha de discurso sem desvios: ganhar era sempre a prioridade, mesmo num contexto em que a equipa já se apresentava como campeã. O espanhol falou de acerto, de reacção e de ambição, deixando claro que, por dentro, a época não fica dispensada de exigência só porque o objectivo maior já foi alcançado.
Questionado sobre o que faltou à equipa, Borja foi directo e centrou a resposta na eficácia ofensiva, sem abdicar da ideia de que a intenção esteve sempre presente.
“Jogámos para ganhar como sempre, faltou-nos algum acerto na frente, mas jogámos para conseguir os 3 pontos.”
Nesta frase curta percebe-se a matriz competitiva que o jogador quis sublinhar: não houve descompressão, houve antes falta de eficácia. A leitura é a de uma equipa que não se afastou do compromisso, ainda que não tenha conseguido transformar tudo o que procurou em controlo total do jogo.
Quando a conversa avançou para a incapacidade de segurar o resultado com outra autoridade, o espanhol recuou ao momento do empate e à forma como a equipa voltou a sofrer. A resposta abriu também espaço a uma ideia mais ampla sobre o que tem sido a temporada.
“Empatamos e eles marcaram logo…”, explicou. “Foi como durante a temporada, tentamos sempre o melhor. Somos campeões e não queremos que isto manche a temporada”
Há nesta resposta uma mistura de inconformismo e protecção daquilo que foi construído. Borja não esconde a irritação com a forma como o jogo se complicou, mas também faz questão de colocar a noite dentro de uma moldura maior, recusando que um deslize afecte a leitura global da campanha.
O extremo sublinhou ainda que a exigência interna não se esgota no título e que havia uma meta concreta que a equipa queria atingir.
“Pois… Nós pensamos sempre nos 3 pontos e fomos para ganhar. Foi uma pena porque tínhamos o objetivos dos 91 pontos, não deu…”
A observação ajuda a perceber o tom da sua análise: mesmo com a época já validada pelo estatuto de campeã, a equipa queria mais. Não como capricho, mas como extensão natural de uma ambição competitiva que Borja fez questão de manter no centro da conversa.
O tema mais pessoal surgiu quando foi confrontado com o lance do momentâneo 1-1, em que picou a bola sobre o guarda-redes e viu Deniz Gül tocar depois no esférico, ficando com o golo. Aí, Borja deixou escapar uma ponta de frustração, mas sem a transformar em ruído.
“Importante é que foi golo. Fico contente por ele…”, reconheceu. “Era importante para mim? Sim, mas o mais importante é que ele marcou e fico contente por isso”
É neste equilíbrio entre o lado íntimo e o colectivo que a resposta ganha peso. Borja Sainz admitiu que o golo tinha significado para si, mas escolheu encerrar o assunto com generosidade, remetendo o essencial para o benefício da equipa e para a felicidade do colega.
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