Esporte News Mundo
·13 Juni 2026
Brasil estreia sem um camisa 9 consolidado e revive lembrança de Ronaldo em Copas; entenda

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Brasil e Marrocos voltam a se cruzar em uma Copa do Mundo 28 anos depois de um encontro que entrou para a história da Seleção Brasileira. Em 1998, em Nantes, na França, Ronaldo Fenômeno marcou diante dos marroquinos seu primeiro gol em Mundiais. Aquele lance foi o ponto de partida para uma trajetória que terminaria com 15 gols e o posto de maior artilheiro brasileiro da história das Copas.
Agora, os dois países voltam a se enfrentar, desta vez na abertura do Grupo C da Copa do Mundo de 2026, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. A coincidência histórica, no entanto, contrasta com um cenário completamente diferente. Se em outras gerações a Seleção costumava chegar aos Mundiais com um camisa 9 consolidado, Carlo Ancelotti inicia sua primeira Copa apostando em um modelo mais móvel e coletivo no ataque.
Ao longo da história, o Brasil construiu campanhas vitoriosas apoiado em grandes goleadores. Leônidas da Silva, Vavá, Romário e Ronaldo Fenômeno são alguns dos nomes que marcaram época.
Desde a despedida de Ronaldo da Seleção, após a Copa de 2006, a camisa 9 brasileira não encontrou um sucessor definitivo. Luís Fabiano marcou três gols em 2010, Fred balançou as redes apenas uma vez em 2014, Gabriel Jesus passou em branco em 2018 e Richarlison, destaque na estreia de 2022, não manteve o mesmo nível nas partidas seguintes.
Com Ancelotti, a ideia é diferente. A título de informação, o Brasil marcou 26 gols em 12 jogos sob o comando do italiano, mas nenhum jogador ultrapassou cinco tentos. O líder desse ranking é Estêvão, que marcou cinco vezes, embora tenha ficado fora da Copa por lesão.
A opção do treinador tem sido utilizar Matheus Cunha como referência mais avançada. No entanto, o atacante do Manchester United participa intensamente da construção das jogadas e abre espaços para os pontas, desempenhando uma função distante do tradicional centroavante de área.
Enquanto isso, outros nomes aparecem como alternativas. Igor Thiago vive grande fase no Brentford e chega ao Mundial com 25 gols em 40 partidas pelo clube inglês. Pela Seleção, soma dois gols e uma assistência em apenas quatro jogos.
Endrick também surge como opção. Mesmo com poucas oportunidades, o atacante participou diretamente de dois gols em três partidas pela equipe principal e segue sendo visto como uma arma importante para diferentes momentos da competição.
Assim, o reencontro com Marrocos não representa apenas a lembrança do primeiro gol de Ronaldo em Copas. O duelo deste sábado pode simbolizar o início de uma nova fase da Seleção Brasileira, que tenta provar que é possível buscar o hexacampeonato sem depender de um grande goleador como referência absoluta.







































