Jogada10
·2 Mei 2026
Câmara do Rio concede título de cidadão honorário a ex-jogador Afonsinho

In partnership with
Yahoo sportsJogada10
·2 Mei 2026

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro homenageou, na manhã desta sexta-feira (1), o ex-jogador Afonso Celso Garcia Reis, conhecido como Afonsinho, com o título de Cidadão Honorário do Município. A proposta partiu do vereador Leonel de Esquerda (PT) e recebeu aprovação no início de abril.
A honraria reconhece pessoas que não nasceram na cidade, mas que contribuíram de forma relevante nas áreas pública, cultural ou social para a capital fluminense.
Ídolo do Botafogo e, posteriormente, médico após encerrar a carreira nos gramados, Afonsinho ganhou destaque nacional por seu papel pioneiro na luta pelo passe livre no futebol brasileiro. Na década de 1970, os atletas enfrentavam a chamada Lei do Passe, que mantinha o vínculo com os clubes mesmo após o fim do contrato. Dessa forma, os jogadores não podiam se transferir livremente sem a autorização da equipe detentora dos direitos.
Diante desse cenário, o então meio-campista decidiu recorrer à Justiça para garantir autonomia sobre sua carreira. Em 1971, ele se tornou o primeiro jogador do país a conquistar o passe livre, assegurando o direito de negociar sua transferência sem depender da liberação do Botafogo, clube que defendia naquele momento. Assim, sua iniciativa abriu caminho para mudanças profundas nas relações de trabalho dentro do futebol nacional.
Embora o impacto da decisão tenha sido imediato, a transformação estrutural só se consolidou anos depois. Em 1998, o Brasil extinguiu oficialmente a Lei do Passe com a criação da Lei Pelé, que passou a garantir aos atletas liberdade contratual ao término de seus vínculos com os clubes.

Pelé e Afonsinho nos anos 70 – Foto: Acervo Museu Pelé
Revelado pelo XV de Jaú, Afonsinho chegou ao Botafogo em 1966 e construiu trajetória vitoriosa com a camisa alvinegra. Durante sua passagem, conquistou o Torneio Rio-São Paulo de 1966, os Campeonatos Cariocas de 1967 e 1968 e a Taça Brasil de 1968, competição na qual atuou como capitão da equipe campeã.
Após deixar o Glorioso, o jogador ainda atuou por Vasco, Santos, Flamengo e América-MG. Ele encerrou a carreira profissional no Fluminense, em 1981. Ao longo dos anos, manteve sua relevância tanto dentro quanto fora de campo, especialmente pelo papel desempenhado na luta por direitos trabalhistas dos atletas.

Capitão, Afonsinho ergue a Taça Brasil de 68 – Foto: Acervo / Botafogo
Autor da proposta, o vereador Leonel de Esquerda destacou a importância histórica do homenageado:
“Afonsinho ajudou a construir a história do Botafogo, com participação em conquistas históricas. Ele também teve papel relevante em mudanças históricas nas relações profissionais do futebol brasileiro, em uma época que pouco se falava sobre isso.”
Ao receber a homenagem, Afonsinho demonstrou gratidão:
“Essa iniciativa para mim é uma honra. É uma honra eu ter a cidade como minha em todos os sentidos.”
Atualmente, o ex-jogador mora na Ilha de Paquetá, onde ocorreu a cerimônia de entrega, realizada no Municipal Futebol Clube.

Afonsinho recebe homenagem do vereador Leonel de Esquerda, ao lado da filha, Violeta Reis – Foto: Ana Beatriz Mazza
Langsung







































