Chama-se Pinto da Costa e vai a Estugarda com o pai no primeiro <i>away</i>: «Já queríamos fazer isto há muito tempo» | OneFootball

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·11 Maret 2026

Chama-se Pinto da Costa e vai a Estugarda com o pai no primeiro <i>away</i>: «Já queríamos fazer isto há muito tempo»

Gambar artikel:Chama-se Pinto da Costa e vai a Estugarda com o pai no primeiro <i>away</i>: «Já queríamos fazer isto há muito tempo»

Aeroporto Francisco Sá Carneiro, 8h da manhã.

Na clássica corrida frenética pela porta de embarque, a pressa de uns contrasta com a calma de outros.


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Sentados nos bancos de espera, aguardando pacientemente pela sua vez de partir, o zerozero depara-se com dois adeptos do FC Porto.

Calma, sabemos o que o leitor vai questionar: como é que sabiam de antemão que eram simpatizantes dos dragões?

Bem, é fácil. O chapéu às riscas azuis e brancas que ambos usavam permitiu uma fácil identificação.

Rapidamente foi possível identificar que a relação entre os dois passageiros era familiar. Jorge Manuel Pinto da Costa veio acompanhado pelo pai, que esboçou prontamente um sorriso quando viu o microfone. E assim, conversa puxou conversa...

«Estugarda é uma cidade histórica e os preços não eram abusivos»

«Pinto da Costa? O apelido foi influenciado pelo antigo presidente?», interrogámos prontamente o progenitor. Com boa disposição respondeu que não, alertando que se tratou de uma mera coincidência.

«Os adeptos do FC Porto têm de estar agradecidos pelo que o Pinto da Costa fez ao longo da sua vida. Fez coisas muito boas, mas cometeu alguns erros de gestão na reta final do seu percurso. Está perdoado», enalteceu posteriormente.

Jorge Costa aproveitou a oportunidade para destacar as mudanças recentes dos dragões, que têm catapultado o clube para o sucesso atual. O entrevistado parabenizou o atual líder do clube pelas aquisições feitas no início da temporada.

«O presidente André Villas-Boas 'acertou na muche’ com as suas escolhas. Para além de ter ido buscar um treinador com muito mais qualidade do que o anterior [Martín Anselmi], o plantel tem bem mais opções viáveis. A atitude em campo também é completamente diferente», salientou.

Posteriormente, Jorge explicou que a deslocação ao terreno do Stuttgart, com vista aos oitavos-de-final da Europa League, será o primeiro away que a dupla vai fazer, não escondendo o entusiasmo por ver a sua equipa jogar fora de portas.

Questionado pelos motivos que o levaram a escolher Estugarda como o destino para a aventura inaugural, o entrevistado foi perentório: «É uma cidade histórica, com muito para conhecer. Também sentimos que os preços da viagem não eram abusivos. Assim, é uma forma de juntar o útil ao agradável. Já queríamos fazer algo do género há muito tempo.»

Não há Oskar Pietuszewski? Não há problema!

Apesar do expectável ambiente fervoroso na MPHArena, a família está confiante num bom resultado, referindo que o «FC Porto tem mais do que condições para voltar com a vitória», embalado pelo bom primeiro tempo na Luz – que culminou num empate agridoce.

Um dos jogadores em maior evidência no Clássico foi Oskar Pietuszewski, autor de um golaço antes do apito para o descanso. O progenitor de Jorge Costa é confesso admirador do futebol praticado pelo jovem polaco: «É parecido com o Francisco Conceição… é um espalha-brasas. Estávamos a precisar de um jogador assim.»

Para seu desalento, o extremo de 17 anos não está inscrito na Europa League, sendo ausência para o próximo compromisso. Como tal, o filho apontou outros candidatos com argumentos para se tornarem 'heróis' no confronto em solo germânico.

«Adoro o Rodrigo Mora, apesar de não estar a jogar tanto tempo esta época. A verdade é que é o homem certo para resolver um jogo destes. O Victor Froholdt também costuma aparecer nestes encontros difíceis. É um jogador vertical, como eu aprecio, e já tem a raça portista», apontou.

Com paragem no Luxemburgo nesta quarta-feira, antes de seguirem para o 'palco dos sonhos' na manhã seguinte, Jorge optou por não se despedir definitivamente: «Bem, é um até já!»

Até já, Jorge!

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