Jornal do Fla
·11 Mei 2026
Chance de ser herói nesse Flamengo não falta. Cabe ao cidadão apenas aproveitar

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·11 Mei 2026


Poucos jogadores chegaram na Gávea num clima tão positivo quanto Jorge Carrascal, o colombiano que atualmente veste a camisa rubro-negra de número 15.
Primeiro por ser o lendário “reserva do Arrascaeta” que o elenco tanto precisava, a torcida tanto queria, e a diretoria insistia em não trazer, usando as mais diversas justificativas, algumas mais e outras menos razoáveis, indo desde “ninguém quer vir pra ser reserva dele” até “não existe jogador capaz de substituir o Arrasca porque ele é único, quando deus te desenhou ele tava namorando, Giorgian”. Nesse sentido Carrascal não era só um reforço, era um anseio antigo finalmente sendo atendido.
Somando a isso a mística do meia sul-americano, nosso histórico de trazer de volta ao continente jogadores que não deram tão certo no velho mundo e o drama que foi a contratação em si, com meses de idas e vindas, e você tem talvez um dos cenários de maior apoio inicial que um atleta pode receber com o manto rubro-negro. Carrascal nem havia pisado no Rio de Janeiro e já estava nos braços da Nação.
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Mas ainda assim, vieram os solavancos. Era clara a habilidade, mas também era visível a displicência. É um jogador técnico, arisco, capaz de dribles e gols de rara qualidade, mas também é um maluquinho que pode do nada dar uma tesoura, uma cotovelada, te deixar com gente a menos em campo.
Jorge Carrascal tem tudo que precisaria pra cair nas graças do torcedor. Mas infelizmente também tem muito do que faz um cidadão ter seu carro empurrado na entrada do Ninho do Urubu.
E se o colombiano estava num certo limbo afetivo com a Nação Rubro-Negra, após atuações ruins e partidas suspenso, pode-se dizer que a vitória de hoje, diante do Grêmio, foi um belo passo para voltar a receber os mesmos níveis de carinho que merecia no começo da sua passagem.
Não que vários outros não tenham tido a chance de brilhar na partida. Em 90 minutos de pura superioridade, vários jogadores, desde Plata até Samuel Lino, poderiam ter resolvido a parada, diante de um adversário incapaz de esboçar qualquer reação. Foram 18 chutes contra 6, foram quase 700 passes contra 300, foi uma posse de bola de quase 70%. O placar não traduz, mas o que se viu em campo foi um verdadeiro amasso da equipe de Leonardo Jardim.
Porém, diante de todas essas chances quis o destino que o gol da vitória fosse feito pelo questionado Carrascal, após um belo cruzamento do sempre criticado Emerson Royal, em jogada que nasceu de passe do atualmente não mais inquestionável Léo Ortiz. Três jogadores que vinham pressionados mas que, numa vitória onde todo o time se apresentou bem, conseguiram aproveitar a chance de se destacar.
Uma vitória importante então não apenas pela confiança que traz para Carrascal, que deve ganhar mais oportunidades com a lesão de Arrascaeta, mas também por reduzir nossa distância para os líderes do campeonato, que agora tem quatro pontos de vantagem com um jogo a mais, porém dois confrontos diretos ainda pela frente. Ou seja, chances para que surjam novos heróis é algo que teremos de sobra. Cabe ao pessoal saber aproveitar.
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