Portal dos Dragões
·28 Juli 2026
Cinco reforços que podem elevar o FC Porto em 2026/27

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·28 Juli 2026

Com mais de um mês ainda por decorrer até ao fecho do mercado de transferências de verão, os clubes continuam a dispor de tempo para reforçar os respetivos plantéis. Há quem esteja apenas a ultimar os últimos pormenores e quem ainda procure reforços de grande impacto. O FC Porto encontra-se, de certa forma, entre esses dois cenários.
Os dragões possuem, naturalmente, um plantel com qualidade suficiente para tentar revalidar o título conquistado na época passada. Ainda assim, também é verdade que a vantagem sobre os rivais foi reduzida, quer em pontos, quer no futebol apresentado e nas estatísticas, pelo que será importante contar com mais soluções para a nova temporada. Além da luta pelo bicampeonato, o FC Porto terá pela frente a UEFA Champions League e as restantes competições internas, todas elas naturalmente ambicionadas pela equipa de Francesco Farioli.
Analisando o plantel que transitou da época anterior, há posições e setores que parecem exigir novas opções. Na defesa, a baliza – caso Diogo Costa permaneça – e o centro estão bem preenchidos, mas as laterais precisam, pelo menos, de um reforço. No meio-campo, a saída de Fofana deixou um espaço importante após o fim da sua passagem pela Invicta, sendo necessária uma alternativa de qualidade.
No ataque, são sobretudo os extremos que reclamam novos jogadores capazes de desequilibrar. A posição de ponta de lança parece mais estável com a chegada de André Silva, que se junta a Deniz Gul, enquanto Samu não regressar. Considerando também a possibilidade de algum jogador portista ser transferido a qualquer momento perante uma proposta irrecusável, eis cinco nomes que poderiam tornar os dragões ainda mais fortes em 2026/27.
Oswin Appollis – O FC Porto precisa de reforçar as alas ofensivas, uma vez que apenas William Gomes e Oskar Pietuszewski combinam rendimento já comprovado com margem de progressão e qualidade para o futuro. Pepê aproxima-se da fase descendente da carreira, Borja Sainz não conseguiu afirmar-se como uma solução totalmente fiável e jovens como André Miranda, Duarte Cunha e Tiago Andrade ainda são opções “verdes”.
Oswin Appollis destacou-se na última temporada do futebol sul-africano. Depois de trocar o Polokwane City pelo Orlando Pirates, cumpriu a melhor época da carreira até ao momento, com 11 golos e nove assistências em 37 partidas. Foi também convocado pela seleção da África do Sul para o Mundial 2026, competição na qual participou em quatro encontros. Tem 24 anos e pode atuar nos dois flancos, embora apareça com maior frequência pela direita.
Trata-se de um extremo veloz e explosivo, forte no um para um e com tendência para partir da linha para zonas interiores, procurando criar ocasiões de golo. Poderia ser uma arma importante para desbloquear partidas equilibradas.
Rodrigo Pinheiro – As laterais defensivas foram um dos setores menos consistentes do FC Porto em 2025/26. Alberto Costa teve uma boa temporada, mas não manteve durante todo o ano o nível exibido nos primeiros meses. Martim Fernandes revelou-se uma opção regular e capaz de jogar nos dois lados, embora sem deslumbrar. À esquerda, Francisco Moura não reúne grande consenso entre os adeptos e tem sido bastante contestado. Zaidu, por sua vez, apresenta alguma irregularidade física, apesar de constituir uma alternativa válida e de contribuir positivamente para o espírito do grupo. É, por isso, um setor a necessitar de novas soluções.
Depois de ter dividido a formação entre o Vitória SC e o FC Porto, Rodrigo Pinheiro deu um passo em frente no FC Famalicão. Na última época, o lateral-direito foi um dos cinco jogadores dos famalicenses que mais chamou a atenção, somando três golos e duas assistências em 29 jogos. Aos 23 anos, poderia estabelecer uma concorrência forte e saudável com Alberto Costa, no lado direito, permitindo a Martim Fernandes assumir sobretudo o papel de alternativa para a esquerda, juntamente com o jogador que permanecer no plantel entre Moura e Zaidu.
É um futebolista competente, com disponibilidade física para responder às exigências da equipa. Dá profundidade ao corredor, cruza com qualidade e já mostrou capacidade para pressionar os adversários e iniciar transições. Encontra-se numa fase da carreira particularmente adequada para dar o salto para um grande clube como o campeão nacional.
Dário Osorio – Ainda no âmbito das opções para as alas, seria interessante acrescentar um perfil diferente do nome apresentado anteriormente. Dário Osorio poderia oferecer precisamente esse tipo de alternativa.
Nascido no Chile, mas a competir na Dinamarca há três anos, Osorio cresceu de forma evidente nas últimas temporadas ao serviço do Midtjylland, clube pelo qual soma 23 golos e 16 assistências em 112 jogos. Tem 22 anos, mede 1,84 m, é esquerdino e atua preferencialmente sobre o lado direito do ataque, embora também consiga desempenhar funções na esquerda.
É um jogador tecnicamente evoluído e seguro nas suas ações, com criatividade e capacidade para surpreender, seja no primeiro ou no segundo toque. Cumpre bem as tarefas de extremo, mas também se destaca entre linhas pela visão de jogo, condução de bola e qualidade de remate. Seria uma adição muito relevante para o ataque portista e uma oportunidade que não deveria ser ignorada.
Mathias de Amorim – Apesar de o meio-campo ter sido uma das principais forças do FC Porto campeão em 2025/26, existe espaço para introduzir mudanças e renovar algumas soluções, evitando que o setor se torne previsível. Froholdt e Rosario deverão continuar como elementos de confiança no Dragão, enquanto a chegada de Hwang In-beom acrescentará consistência ao trabalho defensivo. Assim, a maior dúvida prende-se com o reforço da vertente ofensiva.
Tendo em conta as opções utilizadas por Francesco Farioli na época passada e o sistema adotado pela equipa, há jogadores que parecem ter mais dificuldades em encaixar, como Rodrigo Mora, Stephen Eustáquio e Vasco Sousa. João Teixeira e Tiago Silva continuam a ser opções secundárias, pelo que um empréstimo ou uma cedência a outro clube poderia ser benéfico. Mesmo tratando-se de jogadores importantes, o FC Porto não deveria rejeitar propostas financeiramente vantajosas por Alan Varela, Gabri Veiga ou até Mora. Essas saídas libertariam espaço no plantel e recursos para encontrar novas soluções.
O projeto do FC Famalicão continua a formar jogadores de grande valor para o futebol português e Mathias de Amorim é um dos melhores exemplos, apresentando uma margem de evolução extraordinária. Em 2025/26, marcou cinco golos e fez duas assistências em 33 jogos. Aos 21 anos, depois de uma formação iniciada no Bordéus e de duas boas épocas em Famalicão, o médio-centro teria muito para oferecer ao jogo portista. Consegue ligar os momentos defensivo e ofensivo, participa com qualidade na circulação, é competente sem bola e nas ações de pressão, além de saber controlar o ritmo da partida em função das necessidades.
Com Froholdt mais liberto para assumir funções ofensivas, Mathias de Amorim poderia funcionar como um “box to box” ideal, contribuindo defensivamente e nas transições, sem deixar de aparecer no último terço para assistir ou rematar. A sua contratação permitiria ao FC Porto apostar no futuro de um jogador português e assegurar um dos médios com maior potencial para a seleção nacional.
Gustavo Sá – Seguindo a mesma lógica da sugestão anterior, esta seria uma alternativa igualmente forte, ou até superior. Caso se confirmem várias saídas no meio-campo portista e mais do que um jogador importante deixe o clube, a contratação de Gustavo Sá tornar-se-ia essencial para reconstruir o setor.
Aos 21 anos, e depois de três temporadas consistentes e promissoras no FC Famalicão, Gustavo Sá é um dos jovens mais entusiasmantes do futebol português. Está referenciado por vários emblemas, mas o FC Porto ainda poderá antecipar-se à concorrência e garantir este “limãozinho” enquanto continua cheio de sumo.
É um médio moderno, capaz de interpretar todas as fases do jogo. Sabe ocupar os espaços no meio-campo adversário, oferece qualidade no passe – incluindo no último passe – e tem capacidade para recuperar a bola. No processo ofensivo, destaca-se tanto pela contribuição na construção, através da visão e da qualidade de passe, como pela forma como surge em zonas decisivas para finalizar as jogadas, seja através de um remate ou de uma assistência. Seria, sem dúvida, a contratação de verão.







































