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·24 April 2026

Clássico expõe carência ofensiva, mas Farioli mantém o FC Porto competitivo

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É hoje praticamente consensual no seio portista que Francesco Farioli tem encontrado soluções em série e disfarçado as debilidades ofensivas do FC Porto desde que perdeu, primeiro, Luuk de Jong e, depois, Samu. Perante esse cenário, o técnico italiano foi forçado a mexer na equipa, a repartir tarefas e a procurar respostas onde o plantel parecia já não ter alternativas, sem que isso impedisse o FC Porto de se manter competitivo até ao derradeiro instante da época.

O clássico frente ao Sporting, na segunda mão da meia-final da Taça, foi a ilustração mais recente dessa capacidade de resistência. Terem Moffi, lançado apenas nos últimos 20 minutos, podia ter acabado o encontro como figura principal: quase no último segundo, obrigou Rui Silva a uma defesa de recurso para negar o golo que levaria a eliminatória para prolongamento e manteria em aberto uma reviravolta portista, ainda que em inferioridade numérica.


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No entanto, do outro lado do ataque persiste um caso quase contraditório: Deniz Gul. Depois de ter assinado uma assistência decisiva para o golo de Gabri Veiga diante do Tondela, o internacional turco continua sem estabelecer uma relação estável com as balizas adversárias e soma agora 18 jogos seguidos sem marcar, apesar de ter vindo a usufruir de mais minutos. O último golo remonta a 22 de janeiro, frente ao Viktoria Plzen, na Liga Europa, e, no campeonato, é preciso recuar a 27 de outubro e ao golo decisivo em Moreira de Cónegos (2-1) para encontrar a sua derradeira presença no marcador.

A comparação com Samu é inevitável e ainda mais dura. O avançado espanhol era o grande suporte ofensivo do FC Porto, com 20 golos e uma assistência em todas as competições, 13 desses golos na Liga, até que a lesão o retirou da equipa ao intervalo do clássico de 10 de fevereiro com o Sporting, no Dragão, na sequência de uma entorse no joelho direito que mais tarde se confirmou como rotura do ligamento cruzado anterior. Com uma média superior a 0,7 golos por jogo, era o jogador mais influente do ataque azul e branco.

Também Luuk de Jong chegou a ser uma solução, ainda que breve e marcada pela infortúnio. O neerlandês, contratado no verão de 2025, saiu do Dragão com apenas 1 golo em seis jogos oficiais, antes de duas lesões consecutivas e uma operação o afastarem de forma definitiva da equipa.

Perante o Sporting, Deniz Gul teve uma intervenção discreta no plano ofensivo, com apenas dois remates, um ao lado e outro bloqueado, sem qualquer tentativa enquadrada. Muito pressionado por Diomande, tocou apenas 10 vezes na bola e revelou dificuldades em entrar no jogo, sem conseguir criar oportunidades nem tirar partido do drible. No passe, registou uma eficácia aceitável (3 em 4, 75%), ainda que com uma circulação pouco vertical e quase sempre para trás. Defensivamente, venceu apenas um dos sete duelos disputados e foi ultrapassado em duas ocasiões no um para um, num registo global de reduzida influência no clássico.

Terem Moffi entrou a 20 minutos do fim e, ainda assim, foi o jogador do FC Porto que mais perto esteve de marcar no lance derradeiro, quando respondeu a um canto com um cabeceamento potente travado por uma defesa extraordinária de Rui Silva. Em pouco tempo em campo, somou dois remates, um deles enquadrado, e sete toques na bola, deixando a sua marca no momento mais perigoso dos dragões na partida.

Apesar da pouca utilização, o internacional nigeriano mostrou alguma eficácia no pouco que fez: acertou em três dos quatro passes, venceu três dos cinco duelos e ganhou dois dos três duelos aéreos, números que ajudam a enquadrar a sua presença forte na jogada decisiva. Terminou ainda o clássico com um remate para fora e apenas uma perda de posse, num registo curto, mas relevante pela ocasião criada ao cair do pano.

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