Com confusão de horários, 37ª rodada da Serie A terá dérbi romano e disputas pela Europa | OneFootball

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Calciopédia

·16 Mei 2026

Com confusão de horários, 37ª rodada da Serie A terá dérbi romano e disputas pela Europa

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A 37ª e penúltima rodada da Serie A chega sob o signo da desorganização. O epicentro do tumulto nasce da incapacidade da liga de antecipar um cenário absolutamente previsível. Ao marcar o Derby della Capitale justamente para o período das finais do ATP de Roma, disputadas no mesmo complexo esportivo do Olímpico, a entidade criou um impasse que atravessou toda a corrida por vagas na Liga dos Campeões. As quadras de tênis e o estádio convivem a poucos metros de distância, o clássico não pode ser realizado à noite por razões de ordem pública e Ezio Simonelli, CEO da liga, ainda cometeu uma enorme gafe ao declarar que a entidade não contava com a Lazio indo à final da Coppa Italia, que ocorreu no meio de semana. Um show de trapalhadas que expôs a improvisação na gestão do campeonato.

O resultado foi uma semana de indefinições, reuniões, protestos e irritação generalizada entre clubes, treinadores e dirigentes. Somente na quinta-feira, três dias antes da rodada, que acontecerá integralmente no domingo, a tabela ganhou horários definitivos. E a solução encontrada foi tão excepcional quanto o problema: cinco partidas diretamente ligadas à disputa por Champions League acontecerão simultaneamente ao meio-dia italiano – não às 12h30, faixa já conhecida do campeonato, mas às 12h em ponto, algo inédito. Maurizio Sarri chegou a anunciar que não pretende permanecer no banco de reservas como forma de protesto pela condução do caso.


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Nesse cenário, o Derby della Capitale naturalmente se transforma no principal jogo da rodada. Não apenas pela rivalidade histórica ou pela carga emocional habitual do confronto, mas porque dele depende boa parte do desenho por vagas continentais oriundas da Serie A. Quinta colocada, a Roma atravessa bom momento e pode terminar o fim de semana dentro do G4, desde que faça resultado superior ao do Milan, em queda e na quarta posição, que enfrenta o Genoa de Daniele De Rossi – romanista assumido e um dos maiores símbolos recentes do clube giallorosso. Paralelamente, a Juventus recebe a Fiorentina tentando proteger o terceiro lugar, enquanto o Como, sexto, observa a combinação de resultados com a possibilidade concreta de pressionar ainda mais a zona de Champions League. O Napoli, por sua vez, visita um Pisa já rebaixado sabendo que uma vitória basta para confirmar matematicamente seu lugar no principal torneio interclubes do continente.

A jornada ainda pode encaminhar definições importantes em outras partes da classificação. A Atalanta entra em campo contra o Bologna virtualmente classificada à Conference League após a derrota da Lazio na final da Coppa Italia: só poderia ver a vaga indefinida em caso de derrota por pelo menos três gols de diferença no confronto direto. Na faixa inferior da tabela, a Cremonese joga pressionada pela possibilidade de rebaixamento antecipado, dependendo simultaneamente de seu resultado contra a Udinese e do duelo entre Sassuolo e Lecce. Já o Cagliari precisa apenas de um empate diante do Torino para encerrar qualquer risco restante.

A rodada também servirá como palco para a celebração definitiva da campeã. A Inter recebe o Verona, já matematicamente rebaixado, antes da festa prevista no Giuseppe Meazza e do tradicional desfile em carro aberto pelas ruas de Milão. Confira a prévia da jornada.

O jogão

Domingo, 17/5, 7h

Roma x Lazio

Roma e Lazio chegam ao Derby della Capitale em situações radicalmente distintas, embora o peso emocional do confronto continue intacto. Os giallorossi abriram a penúltima rodada ainda vivos na corrida pela Champions League após vencerem as últimas três partidas da Serie A – mesma quantidade de triunfos obtida nas nove anteriores – e sustentam uma sequência doméstica particularmente sólida: 11 compromissos sem derrota no Olímpico pelo campeonato, com sete clean sheets desde a 15ª jornada, melhor marca do período na competição. O crescimento recente também aparece no clássico. A Loba venceu três dos últimos quatro clássicos considerando todas as competições, número equivalente ao total de êxitos conquistados nos 13 encontros anteriores, além de ter sofrido apenas um gol nesse recorte.

O desempenho defensivo como mandante amplia ainda mais essa tendência. A equipe romanista permitiu somente um tento nas últimas cinco vezes que recebeu a rival citadina entre Serie A e copas, acumulando quatro partidas sem ser vazada – incluindo as duas mais recentes. A Roma não registra três clean sheets internos consecutivos diante da Lazio desde o intervalo entre 2003 e 2005. O cenário ganha dimensão adicional porque Gian Piero Gasperini venceu o primeiro Derby della Capitale por 1 a 0 no turno inicial e pode se tornar apenas o sétimo treinador da história romanista a triunfar nos dois primeiros clássicos disputados, algo alcançado pela última vez por Claudio Ranieri, seu mais novo desafeto, entre 2009 e 2010. o ex-diretor giallorosso, que deixou o cargo após rusgas com o técnico, foi o único a obter o feito nos derradeiros 50 anos.

Do outro lado, a Lazio tenta transformar um encerramento melancólico de temporada em obstáculo para os planos da adversária. Derrotada pela Inter na final da Coppa Italia e já sem possibilidade de classificação continental, a equipe biancoceleste ficará fora das competições europeias por duas temporadas consecutivas pela primeira vez em 34 anos – e pela primeira vez na gestão de Claudio Lotito. Ainda assim, existe motivação competitiva evidente: além da rivalidade histórica, o time de Maurizio Sarri, que pretende boicotar o clássico, perdeu o confronto do primeiro turno e tenta evitar nova derrota. O problema é que o rendimento ofensivo despencou ao longo do campeonato. Os aquilotti passaram em branco em 16 rodadas desta Serie A, em sua pior marca desde 1988-89, quando ficou 17 partidas sem marcar.

A derrota para a Inter, na última rodada, também trouxe um dado relevante para o contexto do clássico. Nesta Serie A, a Lazio perdeu partidas consecutivas apenas uma vez, em setembro, contra Sassuolo e justamente a Roma. O recorte sugere capacidade de resposta imediata após resultados negativos, embora o desgaste físico e emocional da final da Coppa Italia adicione incerteza ao desempenho dos celestes. Individualmente, Pedro, ex-Roma, se aproxima de um fechamento simbólico de sua trajetória na Itália. O espanhol, que deixará a equipe ao término da temporada, soma 185 aparições no campeonato depois dos 33 anos de idade. Nas derradeiras duas décadas, apenas Zanetti, Quagliarella, Totti e Di Natale disputaram mais jogos na competição após essa faixa etária entre atletas de linha.

Do outro lado da capital, a principal referência ofensiva romanista segue sendo Malen. O atacante marcou 13 gols em apenas 16 apresentações nesta Serie A – seis no Olímpico e sete fora de casa – e, entre jogadores com ao menos 10 tentos nas cinco grandes ligas europeias desde sua estreia pela Roma, somente Kane precisou de menos partidas (10) para atingir essa produção. O holandês simboliza a transformação ofensiva da Loba na reta final da temporada e chega ao dérbi como principal ameaça para uma defesa laziale que atravessa seu momento mais vulnerável do campeonato.

Prováveis escalações

Roma: Svilar; Mancini, Ndicka, Hermoso; Çelik, Cristante, Koné, Wesley; Pisilli, Dybala, Malen.

Lazio: Motta; Marusic, Gila, Provstgaard, Lu. Pellegrini; Basic, Rovella, Taylor; Cancellieri, Dia, Noslin.

Fique de olho

Domingo, 17/5, 7h

Genoa x Milan

Genoa e Milan chegam à penúltima rodada sustentados por trajetórias opostas dentro da mesma temporada. O Diavolo desembarca em Gênova pressionado pela deterioração abrupta do seu rendimento, o que fez a briga pelo scudetto se transformar numa luta desesperada por vaga na Champions League. Considerando apenas o returno, os rossoneri conquistaram 17 pontos a menos do que haviam somado na parte inicial do certame – pior diferença negativa da Serie A atual. Mesmo que vençam os dois compromissos restantes, ainda encerrariam a temporada com queda de 11 pontos em relação à primeira metade do torneio, cenário superado negativamente apenas pelas campanhas de 2002-03 e 2016-17 na era dos três pontos por triunfos. O time de Massimiliano Allegri conquistou somente quatro pontinhos nas últimas seis jornadas, pior sequência em um intervalo semelhante desde a transição entre Marco Giampaolo e Stefano Pioli, entre setembro e outubro de 2019.

Por sua vez, o Genoa, já salvo do rebaixamento transformou completamente seu rendimento no returno, por méritos de Daniele De Rossi, que assumiu na 11ª rodada, e conquistou 25 pontos na segunda metade da Serie A, nove a mais do que havia somado no turno inicial – crescimento inferior apenas ao registrado pela Fiorentina (+12) no campeonato. A evolução recente explica a tranquilidade da equipe na tabela e também o fortalecimento do desempenho no Marassi, onde venceu cinco das últimas oito partidas pela liga; mesma quantidade de triunfos obtida nas 18 apresentações caseiras anteriores da competição. Os grifoni, contudo, chegam ao confronto sem marcarem há três rodadas consecutivas, algo que não acontecia desde a sequência entre janeiro e fevereiro de 2022.

Ainda assim, o histórico do confronto permanece amplamente favorável aos milanistas – que precisam de algum alento para afastarem o temor de uma refugada sem precedentes. O Milan perdeu apenas uma das últimas 16 partidas de Serie A diante do Genoa, acumulando 10 vitórias e cinco empates no período. O único triunfo rossoblù nesse recorte ocorreu em março de 2020. Os rossoneri venceram nas três visitas mais recentes ao Luigi Ferraris e jamais conseguiram quatro êxitos consecutivos fora de casa contra o Grifone pela Serie A.

O Milan, em momento ofensivo negativo, estará desfalcado de Rafael Leão, Saelemaekers e Estupiñán, todos suspensos. A ausência do português, em especial, e o fato de Pulisic conviver com problemas físicos, ampliam a responsabilidade ofensiva sobre Nkunku. O francês marcou seis gols nesta Serie A, mesma produção acumulada por ele nas duas temporadas anteriores de Premier League com o Chelsea somadas. Entre atletas do elenco rossonero no campeonato, apenas o já citado Pulisic apresenta média minutos/tentos superior à dele – uma participação direta a cada 194 minutos contra 202. Do lado genovês, Colombo reencontra o clube em que iniciou a sua trajetória. As cinco primeiras aparições do centroavante na Serie A aconteceram justamente pelo Diavolo, entre 2020 e 2021, e o atacante já anotou duas vezes contra sua antiga equipe no torneio. Com sete bolas nas redes, o camisa 29 vive o ano mais prolífico de sua carreira.

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Dura reta final: antes de encerrar a Serie A com clássico com o Torino, a Juventus receberá a Fiorentina em outro duelo de forte rivalidade (Getty)

Domingo, 17/5, 7h

Juventus x Fiorentina

Juventus e Fiorentina chegam ao confronto em situações classificatórias distintas, mas sustentadas por trajetórias recentes relativamente parecidas em termos de consistência defensiva. A equipe bianconera inicia a rodada na terceira colocação e acumula 10 partidas consecutivas sem derrota na Serie A, sequência que inclui seis vitórias e quatro empates. Para além disso, desde a 28ª jornada, nenhuma formação das cinco grandes ligas europeias sofreu menos gols do que a Juve – apenas dois –,  nem teve mais clean sheets (sete). O histórico do duelo também amplia o favoritismo piemontês. Nenhum time venceu mais vezes a Viola na Serie A do que a Vecchia Signora, responsável por 82 triunfos. Ademais, lidera, ao lado da Inter, em número de tentos anotados sobre a rival (275).

Mesmo assim, o retrospecto recente mostra um equilíbrio incomum para os padrões dessa rivalidade. Após perder três encontros consecutivos sem marcar contra a Juventus, a Fiorentina permaneceu invicta nos três embates mais recentes, com uma vitória e dois empates, além de média exata de dois gols por partida no período. A Viola não alcança quatro confrontos seguidos sem derrota diante dos piemonteses desde a passagem de Cesare Prandelli, entre 2006 e 2008. O cenário, porém, entra em choque com a queda ofensiva atravessada pela formação toscana, órfã do lesionado Kean. Depois dos empates sem gols contra Sassuolo e Genoa e da derrota por 4 a 0 para a Roma, a Viola pode completar quatro rodadas consecutivas sem balançar as redes pela primeira vez desde a transição entre Giuseppe Iachini e o próprio Prandelli em 2020.

A melhora estrutural da Fiorentina no returno, comandada por Paolo Vanoli, responsável por salvá-la do rebaixamento, ajuda a explicar por que a equipe conseguiu se afastar rapidamente das zonas inferiores da tabela. Os gigliati conquistaram 25 pontos na segunda metade da temporada, 12 a mais do que haviam somado em todo o turno inicial, maior crescimento entre todos os participantes da Serie A atual. Por outro lado, o desempenho contra a Juventus em Turim não é bom. A Velha Senhora perdeu apenas uma das últimas 17 partidas contra a Viola pela liga, acumulando 13 vitórias e três empates. O único triunfo visitante nesse recorte aconteceu em dezembro de 2020, num 3 a 0 em que Vlahovic, então vestindo violeta, balançou as redes.

O reencontro de Vlahovic com a Fiorentina será uma das atrações da partida. As primeiras 98 aparições e os primeiros 44 gols do sérvio na Serie A aconteceram justamente com a camisa violeta, mas o atacante jamais marcou contra a sua antiga equipe. Depois de balançar o barbante diante de Verona e Lecce nas últimas duas jornadas, o centroavante pode atingir três partidas consecutivas com bolas nas redes pela primeira vez desde janeiro de 2024, quando chegou a quatro. Também há possibilidades de lei do ex entre os gigliati, que contam com Fagioli e Mandragora, que já castigo a Juve em duas oportunidades. O segundo deles, aliás, tem nove participações diretas em tentos nesta Serie A – anotou seis e forneceu três assistências –, número inferior apenas aos de Barella e Zaniolo entre meio-campistas italianos.

Demais jogos

Domingo, 17/5, 7h Como x Parma Pisa x Napoli

Domingo, 17/5, 10h Inter x Verona

Domingo, 17/5, 13h Atalanta x Bologna

Domingo, 17/5, 15h45 Cagliari x Torino Sassuolo x Lecce Udinese x Cremonese

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