Esporte News Mundo
·26 Juli 2026
Conheça as classes e os barcos que disputam a 53ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela

In partnership with
Yahoo sportsEsporte News Mundo
·26 Juli 2026

A 53ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela volta a colocar o litoral norte paulista no centro da vela oceânica mundial. Considerada a maior competição da modalidade na América Latina e uma das mais tradicionais do calendário esportivo brasileiro, o evento reúne mais de uma centena de embarcações e centenas de velejadores em disputas marcadas por estratégia, técnica e velocidade.
Ao longo da competição, os barcos são divididos em seis classes: Clássicos, ORC, C30, RGS Cruiser, BRA-RGS e HPE 25. A separação é feita de acordo com critérios técnicos, como tamanho, projeto, desempenho e sistema de medição, garantindo equilíbrio entre as embarcações que disputam cada categoria.
A classe ORC (Offshore Racing Congress) reúne alguns dos barcos mais rápidos e modernos da Semana Internacional de Vela. Como as embarcações possuem projetos diferentes, os resultados são definidos por um sistema internacional de compensação de tempo, permitindo que modelos distintos disputem em igualdade de condições.
Publicidade
Entre os destaques da categoria estão os Soto 40 Phytoervas, Inae Soto Transbrasa e Bravo Soto 40, além do Crioula 52, considerado um dos barcos mais modernos e fortes da flotilha.
A C30 é uma classe monotipo, formada exclusivamente por barcos Carabelli 30. Como todas as embarcações são exatamente iguais, o desempenho depende exclusivamente da qualidade da tripulação, das escolhas táticas e da condução durante as regatas.
Assim como a C30, a HPE 25 também é uma classe monotipo. Todos os barcos possuem o mesmo casco, velas e equipamentos, eliminando qualquer vantagem técnica. Dessa forma, fatores como regulagem das velas, leitura do vento e trabalho em equipe fazem toda a diferença na disputa.
A BRA-RGS reúne barcos de diferentes projetos que competem utilizando um sistema de compensação de tempo. É tradicionalmente uma das maiores e mais equilibradas categorias da Semana Internacional de Vela, contando com embarcações de diversos estados brasileiros e também do exterior.
A RGS Cruiser é formada por barcos desenvolvidos tanto para competições quanto para navegação de lazer. Mesmo preservando características voltadas ao conforto, as embarcações apresentam excelente desempenho nas regatas e disputam os resultados por meio de tempo corrigido.
A classe Clássicos reúne embarcações históricas, muitas delas construídas há décadas e preservadas por seus proprietários. Além da competição, a categoria representa um verdadeiro patrimônio da vela, chamando a atenção pela beleza dos projetos e pela importância histórica dos barcos.
A edição de 2026 conta com representantes de diversos estados brasileiros, como São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia e Pará, além de embarcações da Argentina e do Uruguai.
Clubes tradicionais da vela nacional e internacional também estarão presentes, entre eles Yacht Club Argentino, Yacht Club Uruguayo, Yacht Club de Ilhabela, Iate Clube de Santos, Veleiros do Sul, Iate Clube de Santa Catarina, Grêmio de Vela de Ilhabela, Pinda Iate Clube, Yacht Club de Ilhabela e diversas outras agremiações.
Além da velocidade, a Semana Internacional de Vela é reconhecida pela importância da estratégia. A leitura das condições do vento, das correntes marítimas e das mudanças climáticas influencia diretamente o desempenho das tripulações. Em classes de compensação, como ORC, BRA-RGS e RGS Cruiser, o planejamento da regata é tão importante quanto a velocidade da embarcação. Já nas categorias monotipo, como C30 e HPE 25, onde todos os barcos possuem exatamente o mesmo potencial de desempenho, a habilidade dos velejadores se torna decisiva.







































