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·26 Mei 2026

Conselheiros comentam expulsão de Andrés Sanchez e projetam impacto político no Corinthians

Gambar artikel:Conselheiros comentam expulsão de Andrés Sanchez e projetam impacto político no Corinthians

Por Mirella Ramos | Redação da Central do Timão

A noite da última segunda-feira (25) marcou um dos capítulos mais importantes da política recente do Corinthians. Em votação realizada no Parque São Jorge, o Conselho Deliberativo aprovou a expulsão do ex-presidente Andrés Sanchez do quadro associativo do clube por conta do uso indevido do cartão corporativo durante sua gestão.


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Após a decisão, conselheiros e figuras ligadas à política do Corinthians falaram sobre o resultado da votação, os reflexos para os próximos julgamentos internos e o cenário político do clube.

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Foto: Reprodução/Corinthians

O conselheiro Paulo Pedro classificou a decisão como uma resposta institucional importante para a torcida e para a sociedade.

“Eu acho que representa uma resposta para toda a nação corintiana, uma resposta para toda a sociedade de que não dá para usar cartão corporativo indevidamente. Acho que é o principal aspecto. E mostra que dentro do Corinthians tem punição, tem respostas para aquilo que a nação corintiana almeja.”

Na sequência, o conselheiro afirmou que a votação também serve como um recado para futuros processos envolvendo dirigentes do clube.

“Sim, certamente. Afinal de contas, o cartão é para ser usado para os interesses do clube, e somente, e não para interesses individuais e personalíssimos. Então acho que ficou muito claro. O Conselho debateu, tivemos uma reunião harmônica, uma ou outra divergência, o que é absolutamente normal, mas tudo transcorreu dentro da normalidade, do respeito e da urbanidade. No final das contas, não vou dizer que o Corinthians sai ganhando, porque o Corinthians já perdeu demais, né? Então o Corinthians, digamos assim, faz um gol de acalento para a nação corintiana.”

Paulo Pedro também comentou o clima no Parque São Jorge e lamentou a necessidade de uma votação envolvendo um ex-presidente do clube.

“Triste, isso é muito triste, né? O Andrés teve um primeiro mandato como presidente muito bom. Pegou o time lá naquela Série B, aquele negócio todo, a história todo mundo já sabe. Acho que durante a estada dele na presidência, principalmente no segundo mandato, ele se perdeu um pouco.”

Ao falar sobre o modelo de votação aberta e nominal, o conselheiro afirmou acreditar que o resultado não seria diferente em caso de escrutínio secreto.

“Acho que não, acho que seria a mesma coisa. Eu tenho comigo, e aí é comigo, tá, que geralmente na política as traições ocorrem nos escrutínios secretos, em regra. Tem uma frase atribuída ao Leonel Brizola que diz que a política adora a traição e odeia o traidor. Então, no escrutínio secreto, em regra, é que as traições ocorrem. Pra mim, o resultado seria esse mesmo.”

O conselheiro ainda comentou a possibilidade de judicialização da decisão envolvendo Andrés Sanchez.

“Teve, sim, um pleito para que fosse uma das alternativas, mas não houve êxito nesse sentido. Você acha que existe algum argumento para judicializar essa decisão depois? Não, não verifico. Lógico, a defesa argumentou algumas supostas nulidades lá, mas eu não enxergo essas nulidades. Enfim, acho normal, se a defesa judicializar, é um direito que ela tem, mas eu particularmente não visualizo.”

Outro nome que comentou a decisão foi Peterson Ruan, que classificou a expulsão como um primeiro passo para mudanças mais profundas na política do Corinthians.

O mais esperado era pela expulsão mesmo. Isso é um contexto. Começou pelo cartão corporativo e a gente vê todo o desmando de quem acha que é dono do Corinthians. Então a gente tem que mostrar que a falência moral que o Corinthians entrou numa espiral nos últimos anos… Eu acho que hoje é o primeiro passo de muitos quilômetros que o Corinthians tem que dar para recuperar a moralidade, a ética e fazer uma gestão profissional aqui dentro, onde o associado e quem estiver à frente de qualquer diretoria tem que ter responsabilidade com o dinheiro do clube. É isso que foi passado aqui, esse recado para todos os nossos conselheiros.”

O conselheiro Libanês também falou sobre o próximo julgamento envolvendo Augusto Melo e afirmou enxergar diferenças entre os casos.

“Nesse caso é outro item que está sendo julgado, uma coisa que a Justiça Comum já julgou e já arquivou, porque não houve invasão. Invasão é quando você abre a porta, como o metalheiro abriu a porta, chutou, quebrou a porta, entendeu? Agora, o próprio presidente Stabile falou que ele abriu a porta e deixou entrar. O ato que a Angela fez pode ser questionado, pode ser discutido, se deveria ter sido feito na segunda e não no sábado, mas ela tinha o direito de fazer, tanto é que ela chegou a presidir uma mesa, porque na régua sucessória é isso.”

Já Rozallah Santoro afirmou que o resultado da votação já era esperado diante do cenário político e do formato adotado na sessão.

“Recebo com naturalidade e, na real, acho que aconteceu o que todo mundo esperava. Com a votação sendo aberta, dificilmente o parecer da Comissão de Ética seria rejeitado no plenário. Então acho que foi conforme esperado”, finalizou.

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