Gazeta Esportiva.com
·17 Maret 2026
Conselheiros do Corinthians se articulam por afastamento de Romeu Tuma Jr.

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·17 Maret 2026

Por Tiago Salazar
Conselheiros do Corinthians estão se articulando nos bastidores do Parque São Jorge para afastar Romeu Tuma Júnior da presidência do Conselho Deliberativo do clube.
A Gazeta Esportiva apurou que os conselheiros tentam reunir o quórum mínimo para convocar uma reunião extraordinária no Conselho e colocar em pauta o afastamento de Romeu Tuma. Para isso, eles precisariam de, pelo menos, 50 assinaturas.

(Foto: José Manoel Idalgo/Agência Corinthians)
Na última semana, o presidente do Corinthians, Osmar Stabile, protocolou um requerimento na Comissão de Ética do clube solicitando o afastamento cautelar do presidente do CD. O dirigente se baseia nos Artigos 27, 28 e 30 do estatuto alvinegro, que dizem respeito a possíveis penas de suspensão a associados.
Por outro lado, Romeu Tuma Júnior se apega ao Artigo 89. No ano passado, vale lembrar, o então presidente Augusto Melo tentou o afastamento de Tuma em um pedido semelhante, mas não obteve sucesso.
O Artigo 89 determina o rito que a Comissão de Ética deve seguir quando a solicitação de afastamento é para um conselheiro eleito, e não a alguém que esteja apenas na condição de associado. O artigo não prevê “suspensão liminar”, como pede Osmar Stabile, e diz o seguinte:
“São atribuições da Comissão de Ética e Disciplina:
a – Conhecer, instruir e relatar processos disciplinares relativos aos membros do próprio CD, aos da Diretoria, do CORI, do Conselho Fiscal, podendo, para tanto, colher provas, tomar depoimentos e solicitar informações de todos os poderes do Corinthians.
b – Proceder da mesma forma prevista na letra anterior, nos casos dos artigos 35 ẹ 38 deste estatuto, em processo disciplinar relativo aos sócios ou dependentes.
1°: A Comissão Disciplinar no caso da letra B, poderá colher novas provas, tomar novos depoimentos, juntar novos documentos e solicitar informações da Diretoria para o fiel cumprimento de suas atribuições.
2°: O parecer final da Comissão Disciplinar será submetido à deliberação do CD conforme o disposto no Artigo 43 deste Estatuto.
3°: Decidindo pela sustação do ato, deverá o Presidente convocar o CD, dentro de 10 dias, para discussão e aprovação.”
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Caso Romeu Tuma Júnior seja afastado, o Conselho Deliberativo do Corinthians seria assumido por Leonardo Pantaleão, vice-presidente do órgão. Já o cargo de Pantaleão ficaria com Maria Ângela de Souza Ocampos, pivô de um tumulto causado no Parque São Jorge em 31 de maio do ano passado. Ela, inclusive, responde a um processo disciplinar na Comissão de Ética do clube por conta do ato.
Osmar Stabile e Romeu Tuma Júnior ofuscaram a votação da reforma do estatuto do Corinthians com um bate-boca que ferveu o Parque São Jorge na semana passada.
A discussão ocorreu logo no início da reunião no auditório da sede social do clube. Stabile fez graves acusações contra Romeu, que se defendeu e alegou ter provas que o presidente estaria mentindo. O entrevero foi o estopim para um grande tumulto entre conselheiros, com direito a troca de ofensas e até empurrões.

(Foto: André Costa/Gazeta Press)
Stabile acusa Tuma de tentar interferir na gestão executiva do clube. Segundo Osmar, a gota d’água foi na última sexta-feira, em conversa entre eles. O presidente alega ter sido ameaçado por Romeu.
De acordo com o dirigente, Romeu teria se dirigido a ele durante o jantar e dito: “Ou você faz o que eu quero, ou eu vou te f…”.
O motivo do conflito é a suposta contratação de Aldair Borges para integrar a equipe de seguranças do Parque São Jorge. O profissional foi citado em um inquérito da Polícia Civil como responsável por esconder as grades e liberar acesso de pessoas não autorizadas ao clube no dia 20 de janeiro de 2025. Na ocasião, houve uma grande confusão após uma reunião do Conselho que votaria o impeachment do então presidente Augusto Melo.
De um lado, Stabile nega que o profissional tenha sido recontratado. Ele diz que Aldair esteve no Parque São Jorge para pedir emprego alegando estar passando por uma situação financeira complicada, mas não foi admitido.
Romeu Tuma Júnior, por sua vez, garante ter provas de que a diretoria executiva recontratou não apenas um, mas dois profissionais envolvidos no episódio. Ele também nega qualquer ameaça a Stabile.
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