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·5 Januari 2026

Conselho do Corinthians aprovou acordo com Caixa em 2022 sem acesso ao contrato e por votação simbólica

Gambar artikel:Conselho do Corinthians aprovou acordo com Caixa em 2022 sem acesso ao contrato e por votação simbólica
  1. Por Daniel Keppler e Larissa Beppler / Redação da Central do Timão

Nos últimos dias, os bastidores do Corinthians voltaram a ser agitados por um debate em torno do acordo firmado com a Caixa Econômica Federal para a renegociação da dívida da Neo Química Arena. Assinado em junho de 2022, o compromisso consistiu em um aditivo ao contrato original, celebrado nove anos antes, em um momento em que o débito já ultrapassava R$ 600 milhões.

O assunto voltou ao centro das atenções após dois episódios recentes: a retenção de 50% da premiação da Copa do Brasil pela Caixa, sob a justificativa de “proteção contra inadimplência”, e a divulgação integral dos documentos da renegociação, que revelaram as garantias concedidas pelo clube para obter novas condições de pagamento.


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Foto: Reprodução/Corinthians

Entre a torcida, o tema também repercutiu, com questionamentos sobre o processo de aprovação do acordo no Conselho Deliberativo (CD), especialmente quanto às informações apresentadas à época e ao acesso real dos conselheiros ao contrato. Para esclarecer esses pontos, a Central do Timão ouviu conselheiros e ex-dirigentes e obteve a ata da reunião do CD realizada em 27 de junho de 2022, cuja pauta exclusiva foi a renegociação com a Caixa, aprovada por aclamação, sem contagem formal de votos.

Fala de Duilio e parecer do CORI

O documento, com 22 páginas, se inicia com a abertura da sessão por Alexandre Husni, que ocupou a presidência do CD durante a gestão de Duilio Monteiro Alves. Este, por sinal, estava presente na reunião, falando aos conselheiros na abertura dos trabalhos. O então presidente alvinegro ressaltou que o acordo permitiria ao Corinthians voltar a pagar a Caixa, após três anos de inadimplência do clube.

Duilio destacou que as negociações com o banco contaram também com representantes dos departamentos financeiro e jurídico do Alvinegro, além do auxílio da KPMG, consultoria que atuou no Corinthians durante sua gestão para auxiliar na reestruturação administrativa do clube, e do escritório de advocacia Machado Meyer, que trabalhou na redação do primeiro contrato entre as partes, em 2013.

Na sequência, o conselheiro Paulino Tritapepe Neto, então segundo secretário do CD, foi instado por Husni a fazer a leitura do parecer do Conselho de Orientação (CORI) sobre o acordo. O órgão, presidido na época por Ademir Benedito, havia recebido o contrato da diretoria para que pudesse ter seus termos analisados e, após esta análise, recomendou que o mesmo fosse aprovado pelos conselheiros:

“Em reunião realizada em 20/6/22, convocada nos termos do art. 97 do Estatuto Social, após a apresentação pela Diretoria Financeira do clube do plano para a assinatura do termo de acordo para pagamento de saldo devedor do contrato de construção e financiamento da Neo Química Arena e ampla discussão do mesmo pelos presentes, conforme constante na respectiva Ata, os Srs. Conselheiros do Conselho de Orientação, Cori, deliberaram, por unanimidade, recomendar aprovação do mencionado acordo de pagamento.”

Apresentação da diretoria financeira

Após a leitura do parecer do CORI, Husni ainda lembrou os presentes que as comissões financeira e da Arena também haviam se reunido previamente para discutir o novo acordo com a Caixa, aprovando-o também de forma unânime. Então, o presidente do CD chamou Roberto Gavioli, então gerente financeiro do Corinthians, que estava na reunião em nome do diretor Wesley Melo, que não compareceu.

Gavioli explicou aos conselheiros os termos e condições firmados entre clube e banco para renegociar a dívida contraída pela construção da Neo Química Arena. A explicação contou com o suporte de uma apresentação em Power Point, sem que o contrato em si tivesse sido apresentado aos conselheiros em qualquer momento.

O gerente explicou que o novo acordo possuía uma nova estrutura, da qual faziam parte apenas Corinthians e Caixa, sem a presença da Odebrecht, que desde 2020 passou a ser chamada de Novonor. Pelos termos da renegociação, a construtora responsável pelas obras em Itaquera se retiraria da operação, o que incluía tanto as garantias entregues pela empresa quanto as debêntures (títulos de dívidas) emitidas por ela para financiar a construção do estádio corinthiano.

Em seguida, Gavioli apresentou um quadro comparativo onde alegava que o novo acordo com a Caixa reduzia a dívida corinthiana pelo estádio de R$ 1,5 bilhão para R$ 611 milhões (na data-base de janeiro de 2022), sob a justificativa de que, pela nova operação proposta, os valores relativos às debêntures da Novonor seriam adquiridas por um valor simbólico pelo fundo de investimento que seria constituído após a assinatura do acordo.

“Como a dívida saiu de R$ 1,5 bi para R$ 611 milhões? A dívida era composta de três operações: duas debêntures emitidas para as empresas da Odebrecht, e a dívida daCaixa Econômica. E com a reestruturação, as debêntures, de acordo com o que foi acordado com a Odebrecht em 2019, passam a valer zero, porque elas estarão como um passivo da SPE Arena Itaquera, que após a aquisição destas participações e créditos pelo fundo de investimento passam a ser totalmente do clube. (…) Considerando, então, que a gente vai pagar um real, por exemplo, para trazer essas debêntures para cá, a dívida final fica somente registrada como R$ 611 milhões.”

O gerente explicou que o novo acordo concedia uma carência de pagamentos ao Corinthians, que arcaria apenas com juros entre 2023 e 2026 e, a partir de 2026, começaria a honrar também com o valor principal da dívida com o banco. Informou, ainda, a troca do indexador dos juros do contrato, que antes era a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) mais 3,4% ao ano e passaria a ser o CDI (Certificado de Depósito Bancário) mais 2% ao ano. Gavioli definiu esta mudança como “bastante favorável”.

Ele prosseguiu, afirmando que 100% das receitas de naming rights do estádio, vendido dois anos antes para a Hypera Pharma, seriam destinados ao pagamento da dívida com a Caixa, projetando que, àquela altura, o valor do contrato corrigido pela inflação chegava a cerca de R$ 400 milhões. Também foi detalhado como outras receitas do estádio passariam a ser usadas pelo clube:

“Todas as outras receitas da arena relativas a camarotes, cadeiras, eventos, as receitas de dia de jogo não vinculadas à bilheteria, serão usadas para pagar os custos da arena, todos os custos, energia elétrica, seguros, impostos. E a bilheteria será dividida entre o serviço da dívida para a Caixa Econômica e o clube. Nós vamos, no início, separar 50% da bilheteria para o pagamento da dívida e os outros 50% irão para o clube, que fará, então, o pagamento de custos da arena e a diferença fica para o clube, que é algo, que no acordo anterior, não existia.”

Gavioli detalhou aos conselheiros que, com a renegociação, as parcelas a serem pagas pelo Corinthians deixariam de ser mensais e passariam a ser trimestrais, com um mínimo anual garantido à Caixa. E complementou, explicando que o novo modelo de pagamento incluía a criação de uma “conta pagamento”, onde seriam depositados os recursos de bilheteria e naming rights, e de uma “conta reserva”, cujos valores seriam usados em anos onde o pagamento mínimo anual não fosse atingido com os recursos originais.

Esta “conta reserva” foi criada, segundo ele, para substituir uma garantia patrimonial da Novonor, excluída do acordo com a retirada da construtora da operação financeira. O clube se comprometeu a alimentar esta conta com receitas líquidas obtidas pelo clube: 30% de vendas de jogadores e 50% de premiações em finais de campeonatos. Outras garantias, como o Parque São Jorge, foram mantidas no acordo.

Ainda em relação à “conta reserva”, Gavioli explicou que o Corinthians se comprometeu a depositar nela o valor equivalente de uma parcela mínima anual do acordo, tendo até 2025 para fazer isso. Caso o clube falhasse em completar o valor neste prazo, a Caixa poderia acessar direitos de transmissão de TV do Campeonato Brasileiro para preencher o valor faltante, ou ainda utilizá-los como garantia, simplesmente.

Questionamentos – Rubão e Rozallah Santoro

Após a apresentação do gerente financeiro, Husni abriu espaço para manifestações de conselheiros. O primeiro a pedir a palavra foi Rubens Gomes (o “Rubão”), que questionou Gavioli sobre como se chegou ao valor de R$ 611 milhões para a dívida; sobre qual o valor dos CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento) que foram entregues à Novonor; e qual o valor total que o Corinthians pagaria à Caixa ao final da renegociação.

Em resposta, Gavioli explicou que os R$ 611 milhões foram calculados a partir da correção dos R$ 536 milhões cobrados pela Caixa na ação de execução proposta em 2019; que cerca de R$ 350 milhões em CIDs foram entregues à Novonor para resolver as pendências com a construtora; e que, no total, a estimativa era de que o Corinthians pagaria à Caixa R$ 1,5 bilhão após o cumprimento dos 19 anos de acordo.

Rubão voltou a questionar o gerente, alegando que não compreendia este valor total pois, se a dívida naquele ano (2022) era de R$ 611 milhões e o clube estimava os naming rights em R$ 400 milhões, então só restariam R$ 211 milhões a pagar. Gavioli rebateu, dizendo que os naming rights seriam na verdade uma “garantia de fluxo de caixa”, e que ao longo dos anos as correções monetárias fariam o pagamento total chegar aos R$ 1,5 bilhão estimados.

O conselheiro, por fim, questionou porque o novo acordo foi feito com base no valor corrigido da ação de execução da Caixa, e não com base no valor original do contrato entre as partes firmado em 2013. Gavioli respondeu que um acordo com base no valor original resultaria em uma dívida maior para o Corinthians, podendo chegar a até R$ 750 milhões com taxas judiciais, segundo ele.

Rubão também fez um comentário crítico à forma como o debate estava acontecendo, sem que os conselheiros tivessem acesso ao contrato em si: “(As perguntas são) Só para tentar esclarecer, porque a gente está olhando o que vocês estão falando, mas a gente não recebeu nada, né? A gente não sabe… Temos que acreditar no que vocês estão mostrando para a gente, entendeu?”

Em seguida, Rozallah Santoro pediu a palavra. Ele questionou a escolha do CDI para corrigir as parcelas do novo acordo, argumentando que o financeiro do Corinthians estava subestimando o potencial de descasamento (desequilíbrio) da taxa futura deste índice em relação ao valor da época:

“(…) Eu acho que vocês estão subestimando um descasamento da taxa futura, tá? Quando a gente fala de contrato original, ele previa TJLP mais 3,6% ao ano. O TJLP está projetado em 6,8% e se você pegar dos próximos quatro anos, a projeção até entre 6,8% e 5,5%. É bem diferente do que a taxa que a gente está chegando em um acordo aqui. A gente está falando de uma taxa do primeiro ano de 10% contra um CDI + 2% (que chega) à casa de 15%.”

Gavioli discordou, argumentando que o alto valor do CDI naquele momento era algo pontual e que a projeção média para o índice nos 20 anos seguintes indicava uma redução que justificava a sua adoção na renegociação. Rozallah voltou a rebater, dizendo que o Boletim Focus, do Banco Central, apontava para um CDI em 2025 com índice quase duas vezes maior que o IGPM, por exemplo. O gerente financeiro, porém, manteve a posição de que as análises do departamento sustentavam a escolha.

Rozallah, por fim, fez um alerta sobre o que poderia acontecer caso o índice não sofresse a redução projetada pelas instituições financeiras consultadas pelo Corinthians e o clube não aumentasse suas receitas de forma a sustentar o pagamento das parcelas com o devido reajuste: “A gente vai estar daqui a três ou quatro anos, aqui discutindo a mesma coisa e buscando uma renegociação com a Caixa de novo.”

Gavioli respondeu, dizendo que não havia alternativa e reconhecendo que o cumprimento do acordo dependia da “eficiência e competência” do clube em gerar mais receitas e controlar os gastos. Retrucou, por fim, o alerta feito: “Hoje existe o naming rights que, se e quando pago, equivale a 2/3 da dívida, e a gente não tinha isso antes. A gente tinha que depositar o valor integral. E hoje a gente deve, em receita, ter 1/3 do valor que a gente tinha lá trás, é só isso que estou te colocando. Por isso a segurança de que hoje o caixa que a arena gera, a gente consegue pagar a conta.”

Questionamentos – Leandro Cano, Paulo Pedro e Armando Mendonça

Então, Leandro Cano pediu a palavra, para questionar se o acordo poderia cair caso os credores da Novonor não aceitassem a recuperação judicial (RJ) da construtora na votação que aconteceria pouco tempo depois. Gavioli respondeu que não havia essa possibilidade, pois o credor majoritário da empresa era justamente a Caixa e o banco já havia garantido ao Corinthians que votaria pela aprovação na assembleia. O ex-presidente Andrés Sanchez complementou:

“Quando foi feito esse acordo, automaticamente, como a Caixa é a maior credora da Odebrecht, acho que é 62%, 61%, já está no acordo que já foi assinado… Como é que chama? Um acordo global. Que tudo isso vem casando. Então, a chance de dar zero é zero. Isso já está tudo fechado. Até no Tribunal de Justiça já está tudo falado, por isso que o juiz deu acordo até agora, em julho, que tem que eliminar tudo. Então, não tem perigo.”

Na sequência, Paulo Pedro se manifestou, relembrando uma declaração do próprio Andrés em 2019, na qual ele disse: “Quando acertar o contrato que nós vamos assinar agora essa semana, tem uma segunda negociação, que é com a Caixa, que aí entra tudo que o Herói (Vicente) falou e que o Romeu (Tuma Júnior) falou: nós não vamos pagar o que a Caixa está cobrando, nós temos que pagar só o principal. Como nós já pagamos R$ 160 milhões, só temos que pagar mais R$ 240 milhões. A briga vai ser essa. Não aceita? O fundo vai para RJ e acabou”. Ele perguntou o que mudou desde então.

Andrés respondeu, ponderando que o valor em aberto tinha a incidência de juros e correção, fazendo com que chegasse nos R$ 611 milhões aceitos pelo Corinthians como saldo a pagar. O conselheiro rebateu, dizendo que nenhuma correção faria o valor da dívida subir 255%. Um debate se iniciou sobre o tema, com diversas manifestações atravessadas, mas sem uma conclusão.

O próximo a falar foi Armando Mendonça, que questionou se, com a aprovação do acordo no CD, ele seria de fato implementado ou se isto dependia de outras variáveis. Gavioli respondeu que o clube vinha trabalhando pela renegociação desde 2020 e que a situação da Novonor estava prejudicando o andamento, mas que os termos acertados com a Caixa eram positivos para o Corinthians:

“Os números estão aí. O acordo, na minha opinião, é excelente. A gente partiu de um estádio que todos falaram que é impagável, tínhamos R$ 1,5 bi de dívida. E, hoje, junto com naming rights, se a gente quiser, independente de discutir juros, para a gente falar uma coisa bem simples, se a gente, hoje, tiver R$ 211 milhões, o estádio está quitado e é 100% nosso, com o naming rights juntos, que já é um contrato vigente.”

Quem complementou a fala do gerente financeiro foi Paulo Markossian Nunes, sócio do escritório Machado Meyer e que estava na reunião como convidado. Ele detalhou o status da recuperação judicial da Novonor e do acordo de acionistas, projetando a implementação do acordo entre Corinthians e Caixa para entre 60 e 90 dias após a homologação da RJ da construtora.

Outros questionamentos

Um conselheiro não identificado na ata pediu a palavra para questionar o motivo de o Parque São Jorge ser mantido como garantia no negócio, se o contrato tinha relação direta com a Neo Química Arena. Para ele, o imóvel em Itaquera deveria bastar como garantia, já que era o objeto do contrato. Ele ainda fez um longo desabafo sobre como as gestões do clube vinham conduzindo o tema:

“Nós estamos aqui discutindo coisa de seis anos atrás, que ia sobrar dinheiro, ia ter dinheiro todo ano. Nada disso aconteceu. Então, eu não vou vir aqui dar de novo meu veredito concordando, sendo que eu concordei nos outros, e não foi nada do que foi dito, muito pelo contrário. Nós tínhamos as CIDs, podíamos ter pago a Caixa com as CIDs. Íamos brigar com a Odebrecht só. (Mas) Pagamos R$ 300 milhões para a Odebrecht e devemos R$ 600 milhões. Estão criando R$ 1,5 bilhão para dizer que está beneficiando (assumir) R$ 611 milhões? Não concordo. Está errado.”

Não estou contra, (mas) nosso financeiro toda hora fica uma novela, a gente está toda hora falando ‘amém’. Então, eu confesso a vocês que eu tenho muito medo do que eu estou escutando. São 20 anos. Nós vamos pagar R$ 1,5 bilhão, que nem falou o Rubão. O valor é muito alto, não é brincadeira. Eu gostaria que tentassem isentar o Parque São Jorge (como garantia). O próprio estádio que responda. Não é assim que financia um imóvel? O próprio imóvel garante. É o que eu acho. Ele (estádio) vale muito mais que R$ 1 bilhão, não é isso? E nós ficamos isentos desse problema, desse ônus.”

Carlos Zaparoli perguntou sobre se havia a possibilidade de quitar a dívida caso um eventual investidor surgisse e resolvesse pagar à Caixa R$ 211 milhões à vista (a diferença entre os R$ 611 milhões e o valor projetado para os naming rights da Hypera Pharma). Gavioli assentiu, ressaltando que naquele momento o importante, para ele, era aprovar o novo acordo, retirando a Novonor da operação financeira.

Outro conselheiro não identificado na ata se manifestou, celebrando a resolução “com acordo e não com briga”. Ele ainda disse que o estádio corinthiano possuía muito potencial não explorado de receitas e elogiou Andrés Sanchez e a gestão Duilio: “O trabalho do Andrés foi incansável. Eu queria aqui agradecer o trabalho que vocês fizeram. É digno, está passando por todas as instâncias do clube da maneira mais correta, mais honesta possível. E eu vejo muitas pessoas colocando, é claro, as dúvidas, em um caráter de crítica, mas eu vejo poucas pessoas, também, colocando os elogios”, afirmou.

Neste momento, Alexandre Husni, presidente do CD, tentou encerrar os debates, demonstrando impaciência com a duração da reunião: “Bom, o que me parece, o tema foi já bastante discutido. (Esta) Vai ser a última pessoa a ser ouvida. Foi bastante debatido. Nós estamos há mais ou menos 1h15 debatendo. E eu acho que foi bastante debatido. Depois vou colocar em votação”, disse, ao citar a permissão para o próximo conselheiro falar.

Quem falou em seguida foi Aldo José Rangel, parabenizando Duilio pelo acordo. “Está aí a Arena Corinthians. Valorizou uma área gigantesca, Itaquera. Eu, como advogado, não vou questionar o trabalho do nosso departamento jurídico aqui, eles são grandes para saber o que está sendo feito. E se você tem uma casa financiada, você tem que pagar. Então, presidente, eu desejo boa sorte, que Deus te ilumine e te conduza para que você consiga finalizar teu mandato e deixar um trabalho maravilhoso para o próximo presidente que vai chegar”, declarou.

Houve mais duas falas de conselheiros. O primeiro foi Ivaney Caires de Souza, dizendo que se um acordo não fosse aprovado, o Corinthians correria riscos de sofrer uma RJ, perdendo os valores já pagos à Caixa e a própria Arena. Chamou o acordo de “saída gloriosa” para o clube e elogiou o trabalho da diretoria, KPMG e Machado Meyer na construção dos seus termos, pedindo ainda que os conselheiros votassem com sua consciência.

“Agora, ninguém vai adivinhar o que vai acontecer lá na frente o que aconteceu lá atrás. Ninguém tem bola de cristal. Houve um problema? Eu parabenizo a diretoria e o Sr. Presidente porque todos enfrentaram, ninguém fugiu. Todos aqueles que participaram, que são responsáveis tentaram achar uma saída. O Corinthians é um clube que tem capacidade de gerar caixa. О Corinthians paga qualquer dívida porque ele é muito grande. Nós não podemos ficar discutindo se vai custar R$ 1 bilhão, se vai custar R$ 500 mil.”

Por fim, um outro conselheiro não identificado perguntou sobre a troca de gestora do fundo com a saída da BRL Trust. Paulo Markossian, da Machado Meyer, disse que ainda não havia sido escolhida uma empresa substituta, e que isso seria feito mediante análise das opções, em um cronograma de transição da gestão, caso o acordo fosse aprovado pelo CD.

A votação do acordo

Após esta intervenção, Husni encerrou os debates. O dirigente optou por conduzir a votação de forma simbólica, por aclamação, sem contagem formal de votos e declarando a aprovação do acordo entre Corinthians e Caixa por aclamação. Confira como foi:

“Muito bem. Muito obrigado. Bom, eu acho que o assunto já foi bastante debatido. E agora vamos passar à votação. Aqueles que estão de acordo com a provável assinatura ou com a assinatura deste acordo permaneçam como estão. Foi aprovado por unanimidade. Muito obrigado.”

Antes do encerramento da reunião, ainda, um conselheiro pediu a palavra para informar que encaminharia um voto por escrito onde aprovava o acordo, mas com ressalvas. O nome deste conselheiro, porém, também não foi identificado na ata e ainda não foi possível apurar quem foi, nem se este voto por escrito foi, de fato, enviado ao CD posteriormente.

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