Central do Timão
·23 Januari 2026
Corinthians projeta prejuízo de aproximadamente R$ 10 milhões em disputa com família de Tim Maia

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O Corinthians incluiu em sua lista de credores no processo da RCE (Regime de Centralização de Execuções) uma possível perda financeira relacionada a uma disputa judicial com a Warner/Chappell Music e familiares do cantor Tim Maia. O valor apontado pelo clube é de quase R$ 10 milhões, segundo informações divulgadas pela ESPN.
De acordo com o documento anexado ao processo, o Corinthians classifica como “perda provável” a quantia de R$ 9.943.396,28 referente ao litígio com a gravadora. A controvérsia teve início em 2017, quando a Warner, em conjunto com os parentes de Tim Maia, acionou a Justiça para cobrar indenização pelo uso indevido de uma música inspirada na canção “Não quero dinheiro (só quero amar)”.

O caso remonta a 2012, durante o Mundial de Clubes, quando o Corinthians foi associado a comerciais de TV que utilizavam uma melodia inspirada na obra de Tim Maia, com letra adaptada. A versão veiculada dizia:
“A semana inteira, fiquei esperando, pra te ver Corinthians, pra te ver jogando, quando a gente ama, não mede esforço, pra te ver jogar, te ver jogar, te ver jogar!”. A propaganda foi exibida tanto na televisão quanto nas redes sociais. Além disso, os versos adaptados também foram estampados em camisas utilizadas pelos jogadores do clube.
Diante disso, o espólio de Tim Maia — administrado por seu filho, Carmelo Maia — e a Warner ingressaram com uma ação judicial contra o Corinthians em 2017. Na ocasião, o valor inicial pedido era de R$ 4 milhões, com a previsão de que o montante definitivo fosse apurado posteriormente em fase de liquidação de sentença.
Na defesa, o Corinthians sustentou que a música teria sido criada pela própria torcida e que os vídeos divulgados em redes sociais e campanhas publicitárias foram produzidos pela TV Globo. O clube também argumentou que se tratava de uma paráfrase, o que dispensaria autorização prévia dos detentores dos direitos autorais. Essas alegações, no entanto, foram rejeitadas pela Justiça.
A juíza Maria Honório entendeu que houve a reprodução integral do trecho mais conhecido da canção original, o que descaracteriza a tese de mera paráfrase. Segundo a magistrada, também ficou configurada a exploração econômica da obra por parte do clube, inclusive com o uso do trecho nas camisetas dos atletas.
Em 2023, após decisão favorável no processo iniciado em 2017, a Warner ajuizou uma nova ação, desta vez de liquidação por arbitramento, cobrando o valor que se aproxima de R$ 10 milhões. O Corinthians tenta reverter a cobrança em um processo que tramita sob sigilo.
Apesar disso, o clube acredita na possibilidade de reduzir o montante a ser pago. Na documentação apresentada na RCE, o Corinthians menciona que um perito especialista apontou que o valor mais adequado da indenização seria de R$ 4.071.698,14.
Enquanto aguarda a decisão judicial, o clube classifica o risco financeiro como elevado. O diretor financeiro do Corinthians, Emerson Piovesan, confirmou as informações à ESPN. Por outro lado, Carmelo, filho de Tim Maia, e a Warner não se pronunciaram sobre a situação.
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