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·15 Juli 2026

Da prata olímpica para a final da Copa do Mundo: o projeto ‘Luis de la Fuente’ na Espanha

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Quase cinco anos depois de comandar a campanha que terminou com uma medalha de prata diante do Brasil nas Olimpíadas de Tóquio-2020, Luis de la Fuente terá pela frente o grande jogo da sua carreira – e a consolidação de um projeto – neste próximo domingo. Ao vencer a França por 2 a 0, em Dallas, a Espanha garantiu a vaga na final da Copa do Mundo de 2026, no que pode coroar a aposta em um trabalho muito bem feito.

Luis De la Fuente assumiu o comando da Espanha em dezembro de 2022 para substituir Luis Enrique após o fracasso na Copa do Mundo do Catar. Credenciado por ser uma grande referência nas categorias de base da seleção espanhola, De la Fuente chegou com uma certa desconfiança por nunca ter tido uma experiência com um elenco profissional. Contudo, a aposta ousada de escolher um “prata da casa” foi certeira.


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Desde que assumiu o posto de treinador da Seleção Espanhola, Luis de la Fuente acumulou resultados expressivos e, principalmente, transformou a Espanha em uma seleção que joga um futebol vistoso, dominante e de protagonismo. Sob o comando de De la Fuente, a Espanha foi campeã da Eurocopa de 2024 – superando a Inglaterra, possível rival na decisão da Copa – e ficou com o vice-campeonato da Nations League em 2025 – perdendo nos pênaltis para Portugal.

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Luis de la Fuente, técnico da Espanha na Copa do Mundo de 2026 – Foto: Divulgação / RFEF

E o principal pilar do trabalho de Luis de la Fuente desde 2022 tem sido a continuidade. Por trabalhar desde as categorias de base da seleção espanhola, o treinador conta, nesta Copa do Mundo, com nove jogadores que estiveram na final olímpica em Tóquio, em 2021 – Unai Simón, Eric García, Marc Cucurella, Alejandro Grimaldo, Pedri, Mikel Merino, Dani Olmo, Martín Zubimendi e Mikel Oyarzabal.

A confiança em nomes que já trabalharam anteriormente “na base”, faz com que De la Fuente consiga ter uma influência maior, e a confiança dos jogadores que compram suas ideias para colocá-las em prática dentro de campo. E o resultado é aquilo que tem sido visto na Copa do Mundo, um time forte, entrosado e dominante.

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“É uma felicidade e um orgulho liderar profissionais como estes. Sendo assim, falta um passo para dar e vamos tentar conquistá-lo. Quando começamos, há quase quatro anos, com uma ideia, nos mantivemos firmes nela e isso nos trouxe até aqui”, disse De la Fuente após vencer a França.

Sendo assim, o trabalho de De la Fuente, mesmo se terminar a Copa do Mundo com um vice-campeonato, já pode ser considerado um sucesso. De um profissional de base, vice-campeão olímpico, o treinador se tornou uma grande referência. Se a Espanha de 2010 ficou marcada pelo tika-taka, a Espanha de 2026 certamente ficará marcada pela superioridade em todos os setores, pela defesa sólida aliada, e pela forma com que foi dominante perante a grandes adversários na campanha.

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