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·22 Januari 2026

De 'Apuramento impossível' a Rafa Silva: tudo o que disse José Mourinho no Juventus - Benfica

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José Mourinho não escondeu a desilusão no rescaldo da partida da Liga dos Campeões. Depois de somar uma derrota na prova milionária, frente à Juventus (2-0), o treinador do Benfica realizou uma conferência de imprensa, onde respondeu às questões dos jornalistas e esquivou-se ao tema Rafa Silva. Confira tudo o que foi dito pelo Special One.

Olhando para o futuro, Rafa Silva pode ajudá-lo a marcar mais golos? "É jogador do Benfica? Não lhe posso responder porque não é jogador do Benfica".


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Sentiu, a determinada altura, que faltavam armas no banco? "Sem dúvida que sim. O nosso banco tinha o Enzo com um braço, o Manu ainda com alguns problemas, o Bruma que ainda não está em verdadeiras condições para jogar, depois a linha defensiva, tudo bem com um António Silva preparadíssimo para ser titular, mas depois Neto, Banjaqui, Gonçalo Oliveira, Rodrigo Rêgo, João Rego... O João pode-se perfeitamente ver que está num habitat que domina e está numa fase diferente. Num plantel como o nosso é muita coisa, Bah o ano inteiro, Lukebakio, Ríos... São coisas que nos limitam bastante. Obviamente que prefiro ganhar, mas prefiro perder e ver que os rapazes deram tudo do que perder como perdemos com o Sp. Braga".

Resposta à imprensa italiana: "Eu não acho que tenha de falar da Juventus, só posso falar do jogo Juventus-Benfica, não posso falar do plantel. Mas sei que economicamente é um clube muito forte, que a cada temporada dá grandes recursos aos seus treinadores, com um banco cheio de opções e os maiores clubes do mundo são assim".

Correu tudo mal hoje ao Benfica? Esta noite pode ser contornada com uma boa notícia como, por exemplo, a vinda de Rafa Silva? "Rafa Silva já perguntei aqui ao Gonçalo e, a partir do momento em que ele diz que não é jogador do Benfica, tenho de continuar a dizer que é jogador do Besiktas e que não vou comentar nada sobre o Rafa. Sobre o jogo de hoje, eu tento ser honesto na minha análise e acho que o Benfica fez um grande jogo, mas no futebol tens de fazer golos. Há quem faça golos ao fazer muito pouco para os fazer. Já me aconteceu a mim. Tentámos encontrar soluções para combater as lesões importantes, formámos uma equipa de cariz diferente, uma equipa que chega ao Porto e domina, que chega a Vila do Conde e domina, que chega a Turim e domina. Mas temos de partir a baliza do adversário. Mesmo em Vila do Conde marcámos muito pouco para tudo aquilo que produzimos. Temos de chegar lá e fazer".

É praticamente impossível continuar na Champions? "Mesmo que seja praticamente impossível, o praticamente não é impossível. Mas mesmo que seja praticamente impossível, neste grupo é que, independentemente dos objetivos, tu tens de dar o que tens e tens de jogar com a responsabilidade de ser Benfica e dares o teu máximo. Não muda muita coisa o facto de ser praticamente ou não ser mesmo possível. Sabemos que é o Real Madrid, sabemos que nós somos um Benfica com limitações, mas vamos com tudo, tal como fomos hoje. A palavra que utilizou, 'azar'... tínhamos de fazer golo. A jogar como nós jogámos, a criar como criámos, a controlar como controlámos... Quando não fazes golo, abres a porta a poder sofrer, principalmente contra equipas com jogadores deste nível. Eu estava no banco com o meu olfalto de quem tem 1250 jogos no banco e estava a dizer aos meus colegas que da maneira que o jogo estava que se não marcássemos que estávamos a por-nos a jeito para sofrer. A equipa estava a jogar bem desde o Trubin. Vi coisas a sair mesmo com beleza. Chegámos à segunda fase com grande qualidade e depois chegámos aos últimos 20 metros e é difícil fazer golos. Contra o Rio Ave, aquilo que jogámos, se 'matas', sais dali com o saco cheio, mas ganhámos 2-0 e com um autogolo. Os nossos alas têm dificuldades para fazer golos, jogam bem, cada vez jogam melhor, mas não fazem golos. As nossas segundas linhas não são jogadores de fazer golos. E hoje nem de penálti conseguimos fazer golo. Foi um bom jogo do Benfica, mas para ganhar temos de marcar. Os jogadores deram o que têm e deram muito. Há aqui gente que acumula minutos, Aursnes, Barreiro, Dedic, Dahl, Otamendi... Dão tudo o que têm, mas já está. Agora é Estrela da Amadora".

Taticamente que dificuldades encontrou no último terço ao longo do jogo? "Nenhuma. No par de vezes que foi preciso um bom guarda-redes, eles tiveram-no. Depois, há uma série de remates bloqueados, mérito de jogadores que sabem defender, que culturalmente se trabalha muito situações de um contra um, se apertar o jogador com posse de bola, de cobertura e dupla cobertura, mas naquela zona do campo temos de ser diferentes. Temos de ter outro perfil de jogador, pode também ser um jogador que não tem esse perfil de jogador e ir crescendo. Basta ver os números de golos dos nossos alas e não chegam aos dois digitos. Não temos jogadores que chegam aos dois digitos e creio que é isso que falta. O Trubin não era propriamente um grande jogador em construção, mas a equipa sabe agora encontrar soluções e sair a jogar, mas tem de fazer mais golos. Apesar de ter perdido o jogo, saio daqui com orgulho do que os rapazes fizeram".

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