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·27 Januari 2026
De figurinhas carimbadas à apostas sul-americanas: Remo busca surpreender no retorno à elite

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Recém-promovido à elite do futebol brasileiro, o Remo chega ao Campeonato Brasileiro com um discurso ambicioso e um planejamento que foge do padrão tradicional de clubes que retornam à Série A.
Ativo no mercado desde o fim da temporada passada, o clube paraense apostou em um processo agressivo de reforços e sinaliza que o objetivo vai além da simples permanência na divisão principal.
Ao todo, mais de uma dezena de contratações já foi anunciada, misturando nomes experientes do futebol nacional com apostas vindas do cenário sul-americano.
Entre as figurinhas carimbadas, destacam-se Patrick de Paula, Zé Welison e Yago Pikachu, atletas com rodagem em Série A e histórico de decisões importantes. A ideia da diretoria foi acelerar o processo de adaptação do elenco ao nível de exigência do Brasileirão, reduzindo riscos comuns a times recém-promovidos.
O movimento mais emblemático do Remo no mercado foi a contratação do volante Leonel Picco (que ainda não foi anunciada). A operação, estimada em cerca de R$ 9 milhões, já é a mais cara da história do clube e simboliza a busca por um novo patamar financeiro e esportivo.
Além de Picco, o Remo buscou reforços no futebol sul-americano como Cufré e Rafael Monti, jogadores vistos internamente como peças capazes de agregar intensidade, competitividade e versatilidade ao elenco. No mercado nacional, o clube também confirmou as chegadas de Alef Manga, Carlinhos, João Lucas, Zé Ricardo, Léo Andrade, Thalisson, Marlon e Patrick, ampliando as opções em praticamente todos os setores do campo.
A diretoria ainda negocia a contratação do goleiro Ivan, do Internacional, o que reforça a preocupação em qualificar uma posição estratégica para uma equipe que deve enfrentar pressão constante ao longo da competição.
Às vésperas do início do Brasileirão, o Remo também promoveu mudanças importantes fora das quatro linhas. Guto Ferreira deixou o comando técnico, e o clube apostou no colombiano Juan Carlos Osório para liderar a equipe na Série A. Conhecido pelo perfil estudioso, ideias ofensivas e histórico de trabalhos marcados por variação tática, Osório foi escolhido para dar identidade ao time e potencializar o elenco montado pela diretoria.
Dentro de campo, a projeção é de um Remo competitivo, com elenco numeroso e alternativas táticas para enfrentar adversários de maior investimento. A presença de jogadores experientes, aliada ao modelo de jogo proposto por Osório, deve permitir uma postura menos reativa em determinados jogos, especialmente atuando em casa, enquanto a profundidade do elenco tende a ser um diferencial em uma competição marcada por desgaste físico e calendário apertado.
Fora das quatro linhas, o clube passou recentemente por uma mudança relevante na gestão do futebol. Marcos Braz deixou o cargo de executivo após oito meses de trabalho, período em que liderou a maior parte das contratações, e o Remo anunciou Luís Vagner Vivian, ex-executivo do Grêmio, para a função. A transição ocorre em meio à preparação para a Série A, mas a expectativa interna é de continuidade no projeto e alinhamento com a nova comissão técnica.
Com um planejamento considerado “ousado” nos bastidores, o Remo entra no Campeonato Brasileiro cercado de expectativa. O investimento elevado, a aposta em um treinador de perfil internacional e um elenco experiente colocam o clube como um possível candidato a surpreender na temporada. Resta saber se a ambição e as escolhas estratégicas se transformarão em desempenho consistente ao longo do campeonato.









































