De heroi a recente vilão; Gramado sintético da Arena da Baixada completa 10 anos | OneFootball

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·25 Februari 2026

De heroi a recente vilão; Gramado sintético da Arena da Baixada completa 10 anos

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Há uma década, o Athletico era mais uma vez pioneiro no futebol brasileiro. No dia 24 de fevereiro de 2016, a Arena da Baixada, em Curitiba, estreava oficialmente o seu gramado sintético. Na ocasião, o Furacão venceu o Criciúma por 1 a 0 pela Primeira Liga, com gol do volante Otávio.

A decisão de abandonar a grama natural foi por conta dos fatores técnicos e geográficos. O Athletico sempre alegou que o Rio Água Verde, que passa pela região, gera umidade excessiva, impedindo o crescimento saudável do gramado, além do teto retrátil da Arena da Baixada, que bloqueia o campo de receber luz solar por completo. Somado a isso, o fator financeiro foi decisivo: o investimento de R$ 4 milhões na época contrastava com o gasto anual de R$ 2,5 milhões em manutenção, além de facilitar a logística para grandes shows sem destruir o piso.


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Embora as críticas de rivais e torcedores persistam, atualmente, 25% dos clubes da elite utilizam tecnologia artificial em seus estádios: Atlético-MG (Arena MRV), Botafogo (Engenhão), Chapecoense (Arena Condá) e Palmeiras (Allianz Parque). Mesmo com essa porcentagem, e com a aprovação da FIFA, a CBF proibiu a instalação de novos gramados no Brasil, em dezembro de 2025.

Confira os números do Furacão em casa do período

Os dados do portal UmDois Esportes revelam que a adaptação do Athletico Paranaense foi imediata. Logo no primeiro ano (2016), o time atingiu seu ápice no piso, com 77,4% de aproveitamento. Nem mesmo no amargo ano do rebaixamento, em 2024, os números foram tão baixos quanto em 2017, quando o clube registrou seu pior desempenho em casa.

Retrospecto detalhado do Athletico Paranaense no sintético:

“Ou você morre herói ou vive o bastante para se tornar vilão”

Em 2026, o gramado vive o seu pior momento. O desgaste de dez anos e o aumento de eventos no estádio deterioraram a qualidade do piso. Recentemente, uma manutenção com excesso de fibra de coco deixou o gramado com aparência castanha e muito escorregadia, gerando críticas do técnico Odair Hellmann e de jogadores adversários, como Corinthians e Santos.

Até atletas do próprio Athletico deram feedbacks negativos sobre o campo. Recém-chegados ao rubro-negro, Kevin Viveros e Steven Mendoza também reclamaram das condições do gramado.

Diante da repercussão negativa, a diretoria do Athletico anunciou que o gramado será finalmente substituído. A reforma está agendada para ocorrer entre 1º de junho e 19 de julho de 2026, aproveitando a pausa para a Copa do Mundo, visando recuperar o padrão de excelência que marcou a última década na Baixada. A troca seria feita na pausa entre o fim da Série B até o começo da Série A, porém, com o adiantamento do início do Brasileirão, o Athletico optou por trocar na pausa.

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