Coluna do Fla
·7 April 2026
Desempenho ruim em casa e segredos do Cusco: jornalista peruana detalha 1º adversário do Flamengo na Libertadores

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·7 April 2026

Os times brasileiros temem as altitudes da Copa Libertadores da América. Porém, o Cusco (PER), adversário do Flamengo na estreia da competição, não costuma ser um bom mandante no Estádio Inca Garcilaso de la Vega, localizado a 3.400 metros acima do nível do mar. Para conhecer mais sobre a equipe, o Coluna do Fla falou com a jornalista Gianina Gonzáles Gestro, do portal ‘Depor’, do Peru.
— De fato, o Cusco é uma das poucas equipes que, nas últimas temporadas, não tem tido muita regularidade como mandante na altitude. Claro que para os brasileiros isso pode ser uma dificuldade, mas se o próprio time local também se complica, não acredito que isso seja tão vantajoso. Por outro lado, no aspecto físico, podem tentar cansar o adversário com longas posses de bola, que costumam manter bem —, disse Gianina, ao Coluna.
Na atual edição do Apertura do Campeonato Peruano, o Cusco tem duas vitórias, um empate e uma derrota como mandante. Considerando apenas o desempenho em casa, o time seria o 11o colocado de 18 times da competição nacional de pontos corridos.
Classificado para a Libertadores da América de 2026 após ficar em segundo no Clausura do Peruano em 2025, o Cusco se notabilizou por ter o controle do jogo e mais posse de bola do que os adversários. Por outro lado, o time sofre com a recomposição, como destacou Gianina.
— Um dos seus pontos fortes é a transição rápida no ataque. Tem jogadores muito potentes e com bom físico, o que lhes permite ser ágeis quando precisam fazer um contra-ataque que os leve a chegar à área. Seu jogo se desenvolve muito com a bola no chão, por isso é sempre uma das equipes que soma mais minutos com a posse de bola; gostam de jogar trocando passes. Assim, buscam avançar utilizando todas as suas linhas. Isso, claro, quando se sentem confortáveis e o adversário não pressiona muito —, elencou a jornalista.
— Quanto aos pontos fracos, o que mais lhes custa é a recomposição defensiva. Diferentemente do que acontece quando atacam, ao defender costumam gerar certa desorganização se o adversário avança rápido e ocupa os espaços. Têm defensores que não são tão eficazes no mano a mano, e isso acaba jogando contra quando enfrentam atacantes com mais qualidade e capacidade de desequilíbrio —, acrescentou.
Durante a última Data FIFA, o Cusco trocou de técnico. Miguel Rondinelli, que levou a equipe para a Libertadores, recebeu uma proposta do Melgar (PER). Desse modo, o adversário do Flamengo agiu rápido e fechou com o uruguaio Alejandro Orfila. O Coluna questionou se a mudança gerou um baque no time.
— O que aconteceu com Rondelli foi um desgaste natural: foram três anos com o mesmo treinador, algo pouco comum no nosso país, e chegou um momento em que já não havia mais entendimento, mesmo com os mesmos jogadores. No primeiro jogo com Orfila, ainda não se percebeu uma grande diferença, então não dá para dizer que já houve uma mudança significativa —, destacou.
Orfila estreou no último sábado (04), com vitória fora de casa contra o Melgar, por 3 a 1. Os gols do adversário do Flamengo foram marcados por Gabriel Carabajal e Faculdo Callejo (duas vezes). O artilheiro da partida, inclusive, é um dos melhores do time, segundo a jornalista peruana.
— Os destaques são Lucas Colitto, Iván Colman, Nicolás Silva e o atacante e artilheiro dos últimos dois anos, Facundo Callejo. Se você observar, todos atuam do meio-campo para frente. Trabalham muito o jogo associativo e as triangulações, e Callejo é muito perigoso dentro da área, sendo forte no um contra um. Nicolás Silva esteve ausente nos últimos dois jogos, se não me engano, por conta do falecimento de seu pai. Já Iván Colman ficou fora por lesão, mas voltou no último jogo —, elencou.
Confira, abaixo, outros pontos do bate-papo do Coluna com a jornalista peruana. A repórter falou do esquema tático favorito da equipe, o clima em Cusco para o duelo e o carinho que o povo peruano tem pelo Flamengo, que ganhou duas Libertadores no país, em 2019 e 2025. A bola rola a partir das 21h30 (de Brasília), na quarta-feira (08).
“Nas últimas temporadas, o Cusco costuma jogar no 4-3-3, mas com muitas variações ao longo da partida. Na prática, começa com uma linha de três na defesa para dar amplitude na saída de bola, fazendo com que os laterais avancem, mas geralmente se reorganiza em um 4-3-3 ou até um 4-2-3-1 bem ofensivo”.
“A verdade é que as expectativas são baixas. Sabe-se que vão enfrentar o atual campeão do torneio, e o grupo do Cusco FC é um dos mais difíceis entre os times peruanos. Principalmente porque, nesta temporada, a equipe não tem mostrado o mesmo desempenho de 2025, apresentando muita irregularidade e derrotas inesperadas para times de menor nível. Portanto, há o clima de Copa Libertadores, como sempre, mas com a consciência de que o adversário é muito forte e o resultado pode não ser tão favorável”.
“O Flamengo é quase um time a mais do Peru (risos). Já foi duas vezes campeão da Copa Libertadores no país, e o público tem muito carinho, especialmente porque no ano passado proporcionaram uma verdadeira festa com comemorações em várias partes do país. Sabemos que é um grande time. Além disso, sempre houve boas referências por conta de jogadores peruanos que vestiram essa camisa, como Paolo Guerrero e Miguel Trauco. Entre os nomes mais comentados atualmente estão Arrascaeta, pelo controle no meio-campo, Carrascal pela velocidade, e o goleiro Agustín Rossi, que tem sido decisivo com grandes defesas”.
Langsung









































