Diniz turbina defesa do Corinthians e atinge marca inédita em sua carreira | OneFootball

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·16 April 2026

Diniz turbina defesa do Corinthians e atinge marca inédita em sua carreira

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Fernando Diniz parece ter resolvido os problemas defensivos do Corinthians, pelo menos neste início de trabalho. Desde que assumiu o clube do Parque São Jorge, o comandante fez três jogos, dois pela Libertadores e um pelo Brasileirão, e viu sua defesa seguir intacta nos três confrontos.

O comandante ficou na beirada do gramado pela primeira vez há uma semana, no último dia 9, quando venceu o Platense na Argentina por 2 a 0. O segundo compromisso foi na Neo Química Arena, um empate polêmico sem gols contra o Palmeiras. E o terceiro veio pela Libertadores, o triunfo por 2 a 0 frente ao Santa Fe, em casa.


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Não faz tanto tempo, porém, que o Timão conseguiu essa marca. Foi ainda no ano de 2026, mas em fevereiro, quando o Alvinegro emendou vitórias contra o Bragantino, por 2 a 0, e contra o Athletico, por 1 a 0, pelo Brasileirão. Nesse intervalo, a equipe superou o São Bernardo, pela última rodada da primeira fase do Paulistão pelo placar mínimo.

Desde esses três confrontos até o triunfo contra o Platense, na estreia de Fernando Diniz, o Corinthians foi a campo nove vezes e não conquistou nenhuma vitória: foram cinco empates e quatro derrotas. Nestes nove compromissos, a meta seguiu intacta durante todos os 90 minutos apenas uma vez, no empate em 0 a 0 contra a Chapecoense.

Essa é a primeira vez que Diniz passa os três primeiros jogos de um trabalho sem sofrer gols. Em sua carreira, o comandante treinou 17 equipes: Votoraty, Paulista, Botafogo-SP, Atlético Sorocaba, Audax, Guaratinguetá, Paraná, Osasco Sporting, Oeste, Athletico, Fluminense, São Paulo, Santos, Vasco, Cruzeiro, Brasil e, agora, Corinthians.

Treinador e jogadores unidos no estilo de jogo

A ideia de saída de jogo de Fernando Diniz é conhecida: sair com passes curtos para chamar a marcação e aproveitar os espaços. Na defesa, a ideia do comandante é reagrupar o time e contar com todos os atletas para recuperar a posse. Por isso, é normal analisar o jogo de suas equipes e ver atacantes na defesa em momentos de tensão.

Outro fator crucial em seu esquema de jogo é a "mobilidade posicional". Na estratégia estabelecida pelo treinador durante sua carreira, e mantida no Corinthians, os atletas não têm posição fixa e trocam de lugar constantemente para confundir a marcação adversária e, também, compensar os companheiros na defesa.

"Falando do jogo (contra o Santa Fe), a imagem mais bonita foi no final. O escanteio que era nosso, em quatro, cinco segundos o Pedro Raul saiu da área adversária e estava defendendo o gol do Hugo. Então o sistema defensivo está funcionando por conta disso, da colaboração de todos os jogadores. Os jogadores aos poucos estão assimilando o meu estilo e eu acho que a assimilação está sendo rápida. Estou bem contente com aquilo que eu tenho visto nos treinamentos e nos jogos", disse o treinador em entrevista coletiva após o triunfo contra o Santa Fe.

Na visão do comandante alvinegro, o fato de não ser vazado é um mérito de todo o clube, também pelo seu estilo de jogo, mas principalmente porque a equipe é uma só. Desde que Diniz chegou, o Corinthians passa mais segurança quando o assunto é a defesa. A saída com passes curtos, porém, ainda precisa de ajustes.

"Quando a defesa é vazada, a gente acha que a defesa é a linha de quatro, talvez o volante e o goleiro. E a defesa não está sendo vazada porque existe um comprometimento, nesses três jogos, depois que eu cheguei aqui. Existe um comprometimento muito grande dos onze jogadores em defender", seguiu dizendo.

Na visão dos jogadores, a ideia é a mesma: todos juntos por um bem maior. Raniele, autor do primeiro gol na vitória pela Libertadores, começou sua carreira como zagueiro e hoje joga como volante. Sob o comando de Diniz, pouco importa ao camisa 14 em qual posição ele será escalado.

"Eu prefiro estar em campo. Se o Diniz achar que tem que colocar na lateral esquerda, eu vou jogar. Não importa, eu quero estar ali. É uma posição (zagueiro) que eu me sinto bem também, me sinto confortável. Consigo ver o jogo de frente. Se eu puder ajudar também como defensor, como zagueiro, é algo que eu consigo fazer também", disse o volante, na zona mista do último confronto alvinegro.

"Eu sei que eu posso evoluir muito ainda como volante. Tem muita coisa para evoluir. Acho que essa versatilidade é algo que ele pode contar com certeza. E se ele achar que não também, que tem que colocar outra pessoa e que eu tenho que ficar de volante, não tem problema nenhum. Eu quero ajudar o Corinthians a estar ali dentro de campo", concluiu o jogador.

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