Diretor de scouting do FC Porto: “Froholdt e Pietuszewski? Se calhar os rivais pagaram menos, mas estão a ter um custo muito maior” | OneFootball

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·14 Maret 2026

Diretor de scouting do FC Porto: “Froholdt e Pietuszewski? Se calhar os rivais pagaram menos, mas estão a ter um custo muito maior”

Gambar artikel:Diretor de scouting do FC Porto: “Froholdt e Pietuszewski? Se calhar os rivais pagaram menos, mas estão a ter um custo muito maior”

Várias aquisições nesta época: “O clube entendeu que havia uma necessidade de mudar as coisas, mas um processo longo, quando não podemos correr o risco de fazer grandes investimentos e perder dinheiro. Quando se começou a analisar jogadores não se sabia quem ia ser o treinador, por isso temos de tentar sempre ir buscar jogadores de qualidade. Há uns que se adaptam a um sistema e não se adaptam a outro, mas isso passa-se em qualquer clube. Hoje trabalhamos muito próximo da equipa técnica principal. É um projeto integrado, onde temos identificados imensos perfis por posição, que tentamos equilibrar de acordo com as necessidades que temos.”

Aquisição de Oskar Pietuszewski: “Vimos vários jogadores até chegarmos a ele. Além disso, o presidente acaba por nos dar sempre uma grande ajuda com o conhecimento que tem. Era uma opção interessante ao nível do rendimento desportivo e do retorno financeiro que nos podia vir a dar. Primeiro, é importante conhecermos bem o mister Faríoli e termos uma ideia mais informada sobre a forma como pensa o jogo e isso ajuda a perceber que tipo de jogadores se podem encaixar naquele sistema. O Oskar tinha várias coisas: era jovem, internacional sub-21 pela Polónia, muita maturidade, muitas qualidades técnicas e físicas e de um jogador moderno. Capacidade de golo, capacidade para sair de um drible em progressão e bater os defesas são características que se podem adaptar a um jogo apoiado ou de transições.”


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Reforço Froholdt: “Chegou até nós através de muitos jogos, analisamos os dados e percebeu-se que era um jogador fundamental. Fomos ver o miúdo, o nosso “chief scout” viu-o várias vezes e a curiosidade era a questão da mentalidade que demonstrou para poder jogar a este nível. Chegou a um país completamente diferente, com temperaturas completamente diferentes, sem falar a língua e impôs-se como melhor jogador da liga nos primeiros meses. Só pode revelar uma grande mentalidade. Como é que se analisou esse fator? Quando o nosso “chief scout” viu o jogador em três posições diferentes e a render em todas, depois, pela forma como os colegas falavam para um miúdo de 19 anos e o respeito com que lhe davam a bola. Analisámos a mentalidade dele antes de o contratar.”

Existem mais talentos polacos e escandinavos por explorar? “Sim, há mais talento escandinavo e polaco para ser explorado, como em outros mercados. Há mercados na Europa que analisamos com mais cuidado, pelas possibilidades de termos de ter jogadores com mais facilidade, que estão a trabalhar bem. Temos sempre scouts a viajar e a acompanhar jogadores referenciados. Já observámos em vários condições, a jogar em casa, fora, contra equipas fortes e fazemos análises a nível de performance a nível físico e fazemos comparações em função dos níveis onde jogam graças ao investimento que o FC Porto fez em recursos humanos.”

Pietuszewski custou oito milhões de euros e Froholdt vinte milhões… “É verdade. Podemos pensar que é bastante dinheiro, mas na verdade é relativo. Porquê? Qualquer jogador que se vá buscar, em qualquer clube, nunca sabe se será um custo ou um investimento. Podemos conhecer todas as facetas de um jogador, mas nunca sabemos como vai ser o processo de adaptação a uma liga nova. Podemos achar que Froholdt, realmente, foi um custo grande. Mas se calhar foi um grande investimento. Há dias vi uma crítica sobre o valor que tínhamos pago pelo Pietuszewski e acabei por ir comparar o valor dos jogadores que alguns clubes rivais pagaram. Se calhar até pagaram um pouquinho menos, mas estão a ter um custo muito maior, porque o rendimento não tem sido bom. O trabalho do scouting passa por minimizar o risco de qualquer investimento.”

Bednarek e Kiwior vindos da Premier League: “Sabemos que há mercados que são difíceis, o que não quer dizer que sejam impossíveis. Fomos analisando o mercado e percebendo se os jogadores estavam a jogar, se estavam em final de contrato, conversamos com os agentes para perceber melhor a situação para depois os convencer a vir. Mas o mérito de poder contratar dois jogadores da Premier League, um deles com imensos jogos pelo Arsenal, é todo da Direção. À partida era difícil, mas sabíamos que ao nível desportivo eram jogadores com capacidade para dar uma resposta imediata. Conseguir trazer esses jogadores foi um esforço financeiro enorme.”

Moffi, Fofana e Pablo Rosario já colaboraram com Farioli: “Qualquer treinador gosta de trabalhar com jogadores que lhe deram garantias e conforto em ocasiões anteriores. No caso de Moffi e Fofana, foram situações que vieram para colmatar problemas que tivemos, infelizmente, e para devolver algum equilíbrio ao plantel. O treinador tem legitimidade para indicar jogadores e eles têm, realmente, perfil e qualidade para jogar no FC Porto. Recolhemos a nossa informação, que passámos à Direção e depois eles decidiram. Mas há sempre vários fatores a considerar, a oportunidade e muitas outras situações. Não há imposição do nome, mas uma indicação que é sempre bem-vinda. Os jogadores são analisados por vários scouts, que têm de ter independência de pensamento para dar uma opinião, aliás são as opiniões de várias pessoas em conjunto que nos levam a formar os filtros. Ao indicar um jogador, o treinador tem a vantagem de saber se se vai adaptar-se, ou não, porque trabalhou com ele. O Pablo Rosario é um caso de sucesso, é mais uma indicação que foi bem-vinda, joga em qualquer posição, se o meterem na baliza acho que também vai render. Mas temos outros que, mesmo não tendo dado tanto tempo de jogo, não quer dizer que tenham menos valor, têm rendido muito e vieram para colmatar situações específicas. Alguns permitem dar descanso a outros e, se não estivessem, ninguém conseguia render continuamente ao mesmo nível.”

Thiago Silva apresenta um perfil distinto, mais próximo do fim da carreira: “Há situações no mercado que nos obrigam a fazer determinados investimentos. No caso do Thiago tivemos a lesão do Nehuén Pérez, ficamos um pouco limitados em termos de centrais e precisávamos de um jogador. Recorremos ao Thiago, que é um dos melhores centrais do Mundo e vinha de uma época a jogar imenso. Com a qualidade que tem, podia-nos ajudar, nem era de pensar duas vezes. O poder de persuasão da Direção foi importante e veio dar maturidade a um plantel jovem.”

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