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·26 Juni 2026
Duarte Gomes demite-se da direção técnica de arbitragem da FPF

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Duarte Gomes deixou o cargo de diretor técnico nacional de arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol. O antigo árbitro comunicou a sua saída através de uma mensagem enviada diretamente ao coletivo de árbitros, numa decisão que não foi acompanhada de qualquer comunicado oficial da FPF.
A demissão de Duarte Gomes surge num contexto de crescente pressão sobre a arbitragem portuguesa. A época que agora terminou ficou marcada por vários episódios polémicos, com erros que alimentaram o debate público sobre a qualidade e a isenção das decisões tomadas dentro das quatro linhas. A influência dessas falhas no desfecho do campeonato tornou-se um dos temas dominantes do futebol nacional nos últimos meses.
O Benfica foi, segundo os registos das plataformas especializadas em análise de arbitragem, a equipa que acumulou mais prejuízos ao longo da última temporada. Situação semelhante tinha já sido apontada na época anterior, tanto no campeonato como na Taça de Portugal. O árbitro Gustavo Correia esteve entre os que somaram mais avaliações negativas, tendo dirigido jogos importantes em que o clube encarnado acabou por ser afastado do acesso à Liga dos Campeões, com lances que geraram polémica considerável.
A saída de Duarte Gomes levanta questões sobre o funcionamento interno da arbitragem nacional. O responsável, que chegou ao cargo com o objetivo declarado de modernizar e profissionalizar o setor, terá encontrado resistências que dificultaram esse processo. A persistência de erros sistemáticos e de dinâmicas instaladas há muito no meio arbitral terá pesado na sua decisão de abandonar o posto.
A FPF não emitiu, até ao momento, qualquer reação pública à demissão, nem anunciou quem assumirá as funções de Duarte Gomes. A lacuna deixada no topo da estrutura técnica da arbitragem chega numa altura sensível, com a pré-época a aproximar-se e os processos de formação e avaliação dos árbitros a precisarem de orientação.
O futebol português fica assim com mais uma interrogação sobre o futuro da arbitragem, num setor que continua a ser alvo de críticas recorrentes e que carece, segundo muitos observadores, de reformas profundas para recuperar credibilidade junto dos clubes e dos adeptos.







































