Dúvida sobre finanças atrasa definição do Inter e Tinga conseguindo investimento de até R$ 12 milhões | OneFootball

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JB Filho Repórter

·10 Mei 2026

Dúvida sobre finanças atrasa definição do Inter e Tinga conseguindo investimento de até R$ 12 milhões

Gambar artikel:Dúvida sobre finanças atrasa definição do Inter e Tinga conseguindo investimento de até R$ 12 milhões
  • O Inter já definiu como vai funcionar a parada para a Copa do Mundo. E sinceramente? Talvez seja um dos períodos mais importantes da temporada para o clube até aqui.
  • Serão cerca de 50 dias sem jogos oficiais entre o fim de maio e a retomada do Brasileirão em julho. Dentro desse cenário, o Inter pretende dar aproximadamente 20 dias de férias ao elenco e depois realizar toda a intertemporada em Porto Alegre, utilizando o CT Parque Gigante como base principal de preparação.
  • A ideia do clube é fazer pelo menos três amistosos durante esse período. Existe até a possibilidade de alguns jogos fora do Rio Grande do Sul, mas isso ainda depende de ajustes e definições comerciais. O entendimento interno é simples: com praticamente um mês inteiro de treinamentos, o Inter terá finalmente tempo para corrigir problemas que vêm aparecendo desde o começo do ano.
  • E aí entra uma questão importante. O clube também começou a abrir oficialmente detalhes sobre os investimentos planejados no CT Parque Gigante, principalmente através da aproximação do Tinga com empresários e parceiros interessados em ajudar financeiramente o projeto.
  • O Inter fez questão de explicar que os projetos já existiam anteriormente, mas agora ganharam força através dessas conexões feitas pelo ex-jogador. A ideia é melhorar áreas de saúde, recuperação física, performance e até construir uma estrutura de hotelaria para concentração dos atletas, algo parecido com o que grandes clubes brasileiros já possuem.
  • O valor dessas melhorias pode chegar entre R$ 10 e R$ 12 milhões. E aqui talvez esteja um detalhe relevante: o Inter parece finalmente olhar para a estrutura do futebol de uma maneira mais moderna e menos improvisada. Muito se falava durante anos sobre “puxadinhos” no Beira-Rio e soluções emergenciais. Agora o clube tenta vender uma ideia de estrutura mais sólida pensando no médio prazo.
  • Inclusive, o próprio Inter confirmou que um grupo de empresários já esteve reunido no Beira-Rio no fim de abril para discutir esses investimentos. E novamente o Tinga aparece como figura central nessa articulação.
  • Só que ao mesmo tempo em que existe essa tentativa de modernização, também existe uma preocupação enorme nos bastidores com a situação financeira do clube.
  • Sete movimentos políticos do Inter assinaram um documento pedindo o adiamento da votação das contas da gestão Alessandro Barcellos no Conselho Deliberativo. E o motivo principal gira em torno da polêmica envolvendo os direitos de TV da Liga Forte.
  • Resumidamente: em 2024 o Inter contabilizou cerca de R$ 218 milhões relacionados à venda de parte dos direitos de transmissão pelos próximos 50 anos. O problema é que metade desse valor nunca entrou efetivamente nos cofres do clube.
  • Agora surge a discussão contábil. Em 2024 o valor cheio apareceu no balanço. Em 2025, com parte do dinheiro não recebida, o clube tenta diluir essa diferença ao longo dos 50 anos do contrato. Isso gera interpretações diferentes dentro do Conselho e aumenta a pressão sobre a análise das contas.
  • E aí existe um ponto delicado. O futebol brasileiro começa a entrar num cenário de fair play financeiro mais rígido, além das exigências já existentes do Profut. Ou seja: não é apenas uma discussão política. Existe preocupação real sobre impacto financeiro, regras futuras e possíveis consequências administrativas.
  • Importante dizer também que, até aqui, não existe qualquer acusação envolvendo irregularidade ou suspeita pessoal contra Alessandro Barcellos. O debate gira muito mais em torno da forma como os números foram apresentados e interpretados contabilmente.
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