Saudações Tricolores.com
·16 Maret 2026
“É um sonho chegar aqui”: apresentado pelo Fluminense, Rodrigo Castillo fala sobre pressão e adaptação

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O atacante argentino Rodrigo Castillo foi apresentado oficialmente pelo Fluminense em entrevista coletiva no CT Carlos Castilho. Recém-chegado ao clube, a maior contratação da história do clube destacou a responsabilidade de vestir a camisa tricolor, mas afirmou encarar a pressão com naturalidade.
— Vejo (essa pressão) com tranquilidade. Obviamente, é uma responsabilidade, mas é um orgulho também que um clube assim tenha feito essa contratação. Feliz, mas com responsabilidade. Saber que o clube apostou em mim é uma grande motivação. É tratar de responder dentro do campo, me adaptando aos poucos, mas sabendo que o clube e a torcida esperam que eu consiga entregar o que vinha entregando no outro clube — afirmou o atacante.
Castillo já fez suas primeiras aparições com a camisa tricolor. O argentino entrou no segundo tempo das partidas contra o Remo, na última quinta-feira, e diante do Athletico Paranaense, no domingo, ambas pelo Campeonato Brasileiro.
A contratação do centroavante atende a uma necessidade do técnico Luis Zubeldía, que buscava mais opções para o setor ofensivo. Atualmente, o elenco conta apenas com John Kennedy como referência no comando de ataque, já que Germán Cano segue em fase de recuperação física após passar por uma artroscopia no joelho.
Durante a coletiva, Castillo também falou sobre a realização de atuar no futebol brasileiro, algo que considerava um objetivo pessoal na carreira.
— Sempre disse que foi um sonho chegar à liga brasileira. Aqui há clubes muito grandes, é uma liga muito competitiva. É um sonho para mim chegar aqui, com muita expectativa pelo que está por vir. Nas primeiras partidas, me senti confortável. Aos poucos vou me adaptando ao jogo daqui, ao clima e aos meus companheiros — completou.
O atacante agora busca ganhar mais minutos em campo e se firmar como opção ofensiva no elenco tricolor ao longo da temporada.
— Gosto de jogar na área, mas também gosto de sair para jogar, não só ficar na área. Poder jogar com meus companheiros, fazer o pivô. Como disse, tenho que conhecer os meus companheiros, o que gostam na forma de jogar como centroavante.
— Obviamente que ter a comissão técnica de Luís (Zubeldía) me deixa mais seguro, uma tranquilidade extra. Mas tenho que mostrar dentro do campo o porquê que me escolheram, me trouxeram ao Fluminense. Os companheiros estão me ajudando muito, me fizeram me sentir muito confortável. Desse lado, estou muito tranquilo. É somar nos treinos, quando jogar. Já joguei duas partidas, sei que aqui há muitas partidas seguidas, que a rotação sempre existe. Sei que vou jogar muito, assim como o John (Kennedy). Vamos rodando e dar à equipe o melhor que posso.
— Me contactaram antes da final com o Flamengo, mas ali ficou um pouco parado. Logo depois quando fomos campeões, aí o Fluminense foi a fundo por mim e começaram as negociações mais fortes. Lanús e Fluminense precisaram chegar a um acordo nos números, mas restavam poucos dias de mercado e fecharam no último (dia). A verdade é que, quando se concretizou, fiquei muito feliz porque era um desafio que eu queria ter. Muito feliz de vir.
– A expectativa é muito boa para todas as partidas. Claro que os clássicos são especiais, são importantes para todos os clubes. Na quarta-feira, quero ganhar. Obviamente, gostaria de fazer um gol, mas o mais importante é que a equipe possa ganhar. Vamos trabalhar isso nos poucos dias que temos (de preparação). Vou ver se tenho a oportunidade de jogar e tratar de dar o melhor para a equipe. Tenho segurança que, dentro de pouco tempo, chegarão os gols.
— Torneio argentino tem menos jogos, e a partidas são mais travadas. Por isso, os atacantes têm menos gols no ano e, ao longo dos anos, tenham menos gols somados. Eu estreei no profissional com 23 ou 24 anos, então tudo foi um pouco mais tarde. Mas isso não quer dizer que não posso render aqui, porque sei que venho crescendo com o decorrer dos anos. Acho que estou preparado para esse desafio. É uma responsabilidade chegar aqui, com o que o clube depositou em mim, é uma aposta, mas tenho muita fé e estou convencido que os gols vão chegar. — Não fiz categorias de base num clube da AFA (Associação de Futebol Argentino). Chego com 18 anos ao River Plate. Depois de dois anos, com 20 anos jogando como reserva, fui para o Unión de Santa Fe, foi o ano da pandemia e tampouco pude jogar. Fui ao Gimnasia de la Plata, onde não consegui jogar. Fui ao Deportivo Madryn por empréstimo. Lá começo minha temporada no futebol profissional. Fiz 12 gols, depois voltei ao Gimnasia e fiz mais 12 gols. Depois de dois anos, o Lanús me comprou, com já 25, 26 anos. Nos últimos quatro, cinco anos, venho crescendo. São coisas que acontecem no futebol. Comigo, aconteceu de eu estrear com mais idade, há meninos que arrancam muito cedo. São experiências, etapas de cada um. Venho crescendo como jogador e cheguei aqui muito convencido que posso fazer bem as coisas.
— A sensação é muito linda. É uma cidade muito bonita, um clube bonito. Quero destacar os meus companheiros e a comissão técnica que me fizeram me sentir muito bem desde que cheguei. E também todas as pessoas que trabalham no clube, que me fizeram me sentir parte do grupo desde o primeiro dia. Isso me deixa tranquilo. É minha experiência fora da Argentina. Estou muito feliz. E quanto a jogar no Maracanã, é um estádio histórico. Quando vim com o Lanús, vi como ressonava torcida, como cantavam. Muito agradecido, muitas pessoas me mandaram mensagem de apoio. Isso me motivo. É tratar de demonstrar no campo os motivos que o clube me escolheu para vir para cá.
— A expectativa, logicamente, é muito grande. Com muita vontade, quando acontecer de eu ser titular, e se eu precisar entrar do banco de reservas, isso é uma decisão do técnico. Aqui há muitas partidas, tem que haver rotação. Daqui a pouco, começa a Copa Libertadores. Quando o técnico decidir, estarei disponível. Quanto à adaptação, tenho que me adaptar ao jogo dos meninos, que já estão jogando juntos há bastante tempo, como cada um gosta de receber a bola, conhecendo cada um. Estamos nos entendendo aos poucos. São muito bons jogadores, é mais fácil dessa forma.
— Quando estava para vir, já comecei a ler coisas sobre o clube. Entre as coisas, vi a história de Castilho, o goleiro que estava aqui. Quando cheguei e quiseram fazer o anúncio de apresentação com a brincadeira do sobrenome, me senti orgulhoso. É uma responsabilidade que me comparem com ele, mais ainda pelo sobrenome. Me contaram a história do que fez pelo Fluminense, a história do dedo (amputado), ter jogado mesmo assim e ter sido campeão. É uma lenda do clube. Da minha parte, tento me afastar um pouco disso (comparações), sou de outra posição, tenho outra história. É fazer o meu próprio caminho, muito motivado de estar aqui e com muita vontade de que cheguem os gols.
— Mencionaram para mim antes de eu vir que o clube queria investir em um jogador que pudesse contribuir neste jogo aéreo e na pressão alta aos defensores rivais. E acho que fazem parte das minhas características. É algo que gosto de fazer, gosto de jogar com a bola aérea, tanto no ataque quanto na defesa. E pressionar os defensores, ao goleiro rival, colocar intensidade. Quando a equipe necessita jogar uma bola longa, segurar a bola, ser forte neste sentido, dar descanso à equipe. Todo o que venho fazendo e assistir aos meus companheiros. Com o decorrer dos jogos, verá um pouco mais todo o que vinha fazendo, quando começar a ganhar mais confiança.
— Depende do estilo de jogo de cada equipe. No Lanús, não tínhamos tanto a posse de bola, mas saíamos rápido em contra-ataque. Adaptei a esse estilo de jogo. Mas aqui no futebol brasileiro, mais precisamente no Fluminense, é ter mais a posse, chegar à área rival com passes curtos. Me adaptarei a isso. Não somente estar marcando, mas também chegar para jogar com meus companheiros, com Lucho, Soteldo, Serna, com que seja. Fazer um pivô também. O que precisar para ajudar a comissão técnica.









































