Esporte News Mundo
·30 Maret 2026
Eleição no Corinthians esquenta com movimento contra Stabile; entenda

In partnership with
Yahoo sportsEsporte News Mundo
·30 Maret 2026

O Corinthians vive clima de intensa disputa no ambiente político no clube a poucos meses do início do período eleitoral.
De acordo com o Globo Esporte, a participação no pleito do atual presidente, Osmar Stabile, vem sendo questionada por diferentes grupos políticos do Parque São Jorge.
A controvérsia gira em torno da interpretação do estatuto do clube, que proíbe a reeleição consecutiva para o cargo de presidente. A regra, estabelecida em 2008 após a longa gestão de Alberto Dualib, determina que, ao fim do mandato, o dirigente fica inelegível para a eleição seguinte.
Publicidade
Porém, há uma exceção prevista em caso de vacância do cargo, quando o presidente assume durante o mandato e permanece por menos de 18 meses, podendo, assim, disputar a eleição subsequente, e é justamente esse ponto que divide situação e oposição.
Stabile assumiu a presidência após o afastamento de Augusto Melo, em 26 de maio de 2025, decisão tomada pelo Conselho Deliberativo e posteriormente confirmada pelos sócios em agosto do mesmo ano.
Na sequência, em 25 de agosto, ele venceu uma eleição indireta entre conselheiros para completar o mandato. A divergência está em definir qual dessas datas deve ser considerada como início efetivo da gestão.
Para a oposição, o marco é o dia do afastamento de Augusto Melo, quando Stabile passou a exercer as funções de presidente. Nesse cenário, ele completaria 18 meses no cargo em novembro de 2026, o que o tornaria inelegível.
Já aliados do atual presidente defendem que o início do mandato deve ser contado a partir da eleição indireta de agosto de 2025. Assim, Stabile não atingiria o limite de 18 meses até o fim do mandato, em dezembro de 2026, o que o habilitaria a concorrer.
A Comissão Eleitoral, responsável por conduzir o processo, será a primeira instância a decidir sobre a elegibilidade de Stabile, caso ele oficialize candidatura, mas, ainda assim, interlocutores de ambos os lados admitem que o caso deve acabar judicializado, independentemente da decisão inicial.
Osmar Stabile, por sua vez, afirma que, no momento, sua prioridade é a gestão do clube e o equacionamento das dívidas, evitando tratar do tema eleitoral, e também destacou que caberá à Comissão Eleitoral interpretar o estatuto e definir quem poderá disputar o pleito.
O Corinthians discute a aprovação de um novo estatuto, com assembleia prevista para o dia 18 de abril, e, entre as mudanças propostas, há um dispositivo que permitiria explicitamente a candidatura de Stabile, além da inclusão do voto do programa Fiel Torcedor, demanda antiga da torcida.
Mas até mesmo a realização da assembleia está sob incerteza, pois o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, responsável por convocar a votação, foi afastado provisoriamente em reunião conduzida por aliados de Stabile. A legalidade dessa decisão também será analisada pela Justiça.









































