Em nova função, Ivana Fuso comenta adaptação ao Corinthians, retorno à Seleção Brasileira e mudança de comissão técnica | OneFootball

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·10 Juni 2026

Em nova função, Ivana Fuso comenta adaptação ao Corinthians, retorno à Seleção Brasileira e mudança de comissão técnica

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  1. Por Fabio Luigi / Redação da Central do Timão

Atacante de origem, Ivana Fuso completará, na primeira semana de julho, um ano atuando pela equipe feminina do Corinthians. A jogadora concedeu uma entrevista exclusiva ao portal Timão Delas e foi questionada como vem sendo a sua adaptação ao futebol brasileiro depois de construir a maior parte de sua carreira na Europa, atuando em países como Alemanha, Suíça e Inglaterra.

Então, eu acho que minha adaptação foi muito legal. As meninas me ajudaram muito aqui. Até falar o melhor português. Mas assim, a adaptação foi bem tranquila. Acho que foi um momento de passo a passo e essas coisas. Mas, graças a Deus, está indo tudo certo e agora eu me sinto já em casa, bem tranquila, aliás.”


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Foto: Cris Matos/Agência Corinthians

Ela prosseguiu: Então, realmente, como você já falou, foi uma adaptação, um pouco difícil no começo, mas claro, foi um desafio e eu gosto de desafios. Então, eu busco crescer, evoluir e entregar tudo que eu posso entregar e cada dia eu estou buscando, ficando melhor, cada dia eu faço mais treinos e é isso, assim, é minha mentalidade. Muita raça, muita entrega, então, eu sempre vou dar meu melhor pra esse clube, é isso, eu acho”, iniciou.

Desde sua chegada ao Parque São Jorge, são quatro gols e quatro assistências em 33 partidas (17 como titular), sendo 23 vitórias, cinco empates e cinco derrotas – 74,75% de aproveitamento. Ele fez parte do elenco campeão da Conmebol Libertadores Feminina de 2025, na Argentina, diante do Deportivo Cali, da Colômbia.

Posteriormente, fez uma análise da mudança de comando técnico das Brabas, detalhando as diferenças nas metodologias de trabalho entre Lucas Piccinato e Emily Lima. A mudança na área técnica aconteceu na reta final de fevereiro, após um início de Brasileirão abaixo do esperado da equipe corinthiana. Após a troca, Ivana passou a atuar como lateral-direita e citou como vendo sendo atuar na função, citando a importância da zagueira Erika e da lateral-esquerda Tamires.

Eu acho, como eu sou uma jogadora mais ofensiva e jogo no meio campo, você pensa às vezes só pra frente, nunca pensa pra trás, é só fazer o gol. Então, nós estávamos até zoando, tinha uma brincadeira entre mim e a Erika, que quando nós tomávamos um gol, eu me sentia muito mal, que eu era a culpada. E no começo, como atacante, eu culpava a defesa. Eu tava só culpando a defesa. E agora, como eu tô na defesa, eu me culpo muito e fico diz assim, revisando o vídeo, revisando o posicionamento, como podia impedir e tal. Então, agora eu entendo mais a Erika, a Tamires, todo mundo sofre.”

Claro, o que mudou também é taticamente. A nova comissão mudou várias coisas. As laterais não são laterais que fica baixo fica alto e fica como uma ala também. Então, realmente foi essas coisas, posicionamento e essas coisas que precisava ajustar, como eu falava, adaptar. E é isso eu acho assim, foi, são detalhes eu acho, são sempre detalhes e detalhes é realmente aqui no futebol muito importante. E eu tentei buscar e evoluir todos os dias no treino e eu acho, a Emily me ajudou muito, a Erika me ajudou bastante, ela me chateia todos os dias, ela é muito chata, mas assim, ela cobra. Então, eu gosto muito, e eu amo ela (Erika).”

Logo em seguida, comentou que ficou surpreendida de ter sido convocada pela Seleção Brasileira para um período de treinos em Itu, interior de São Paulo, entre os dias 15 e 20 de junho, visando a preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que acontecerá em solo brasileiro.

Estava bem surpreendida, eu não esperava. Fico muito feliz, é gratificante, sempre tem uma convocação para a seleção. Como eu já falei, fazia tempo e é o sonho de todas as meninas. É um sonho mais realizado para mim e era o sonho meu voltar (a ser convocada). Fico muito feliz e espero que possa mostrar, entregar e mostrar quem eu sou e as qualidades, claro, na lateral direita. Mas, assim, em qualquer posição, porque eu sou bem agora flexível, né? Eu posso jogar a frente e trás, goleira não, né? Mas muitos funções. Então, isso talvez pode ajudar lá a frente. Então, talvez, né? Espero que dê tudo certo”, acrescentou.

Depois, voltou a ressaltar o trabalho da técnica Emily Lima no comando das Brabas e a adaptação elenco ao modelo de jogo da treinadora. Atualmente, o clube do Parque São Jorge lidera o Campeonato Brasileiro da modalidade com 28 pontos e está nas oitavas de final da Copa do Brasil após eliminar o Palmeiras em pleno Allianz Parque.

“Então, eu acho que mudou bastante coisa. Cada comissão traz alguma coisa especial, traz coisas diferentes, então acho que a comissão da Emily trouxe muitas coisas diferentes taticamente, mentalmente. Tudo novo, eu acho, eu tava também assim, mas, bom, e aí você vai se acostumando, e eu acho que a gente tá abraçando tudo que é novo. E dá pra ver que, claro, que a gente tem que ainda evoluir, tem que ainda todos os dias, crescer, trabalhar, e, bom, acho que com o tempo já dá pra ver que tá dando resultado.”

“E acho que nós temos que entregar, entregar e acreditar. O que eu posso também falar é que a comissão nova trouxe muita diferença, e, bom, como eu já disse, a última também tinha coisas boas. Então, porque me ajudaram também, sou muito grata a eles também. Seguindo em frente e se adaptando. Acho que o grupo tá abraçando tudo, o plano de jogo e a ideia, e essa é a mentalidade, e essa mentalidade nós temos que seguir.”

Ivana Fuso também respondeu sobre um momento marcante desde sua chegada ao Alvinegro e citou a disputa da Copa das Campeãs, realizada na Inglaterra, entre o final de janeiro e começo de fevereiro. O clube do Parque São Jorge superou o Gotham FC, dos Estados Unidos, por 1 x 0, na semifinal, e foi superado pelo Arsenal, da Inglaterra, na prorrogação, pelo placar de 3 x 2.

“Então quando eu cheguei eu falei: ‘cara, que legal’, assim, ganhar uma premiação, mas como eu falei, todos são muito complicados, e eu posso só falar, o que me marcou foi lá no Mundial, contra o Gotham, e até o Arsenal, mas assim, o que me marcou foi o Gotham, porque foi um jogo muito difícil, nós nem estávamos fisicamente bem. Imagina se nós fôssemos fisicamente bem, e fomos lá, entregávamos, jogamos, demos tudo, e fomos para a final. E, claro, o Arsenal é o Arsenal, nós tentamos até no último minuto, dava para ver, mas eu acho que o Mundial me marcou muito assim. O próximo ano vai ser a mesma coisa, em Miami.”

Por fim, a lateral-direita falou sobre qual a equipe mais difícil que enfrentou até o momento defendendo a camisa do Corinthians e um recado que daria a si mesma quando chegou ao clube na metade do ano passado: “Então, ainda não joguei contra todas as equipes. Só joguei contra o Palmeiras, o Cruzeiro, mas assim, eu acho que todos, com todo o respeito, eu respeito todo mundo, por isso eu falo, todos são complicados, todas trazem outras características. Desafios que você tem que enfrentar, ainda mais assim, aqui os campos também não ajudam, né? Bom, eu acho, eu vou falar todas porque não quero falar só esse e esse, porque meu respeito por todas é muito grande, então eu acho que sempre é complicado, você pode até perder contra o último, entendeu?”

É como na Inglaterra, assim, nunca é garantido, nada é garantido, entendeu? Então eu acho assim, o desafio é sempre aí, sempre vai ser difícil contra qualquer equipe, assim, então, vamos falar antigamente, né? O Corinthians ganhou 8×0 contra tal, tal tal. Agora não tem isso, mas porque já está evoluindo, está crescendo, como eu falei. Então precisa estar ajudando. Espero que o VAR também vai vir um dia, porque está precisando muito. Precisa melhorar muito também. Então tem várias questões ainda, mas assim, está evoluindo, está crescendo.”

Ela finaliza: Eu acho que a palavra era paciência (conselho que daria a si mesma quando chegou). No começo era muito paciência porque com os papéis e essas coisas, dificilmente voltar a estar bem e tal. Então acho confiar no processo, né? Confiar no processo, cada dia trabalhando mais, buscando melhor, acreditar, continuando acreditando nas dificuldades. Com os papéis e essas coisas. Mas é, é, continuando acreditando e eu ia falar é confiar no processo, confiar no processo, no trabalho, porque isso vai recompensar. Então é isso.”

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