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Central do Timão

·21 Juli 2026

Emily Lima analisa eliminação do Corinthians na Copa do Brasil e lamenta falta de eficiência contra a Ferroviária

Gambar artikel:Emily Lima analisa eliminação do Corinthians na Copa do Brasil e lamenta falta de eficiência contra a Ferroviária
  1. Por Mirella Ramos / Redação da Central do Timão

O Corinthians foi eliminado da Copa do Brasil Feminina de 2026 na noite da última segunda-feira (20), ao ser derrotado pela Ferroviária por 1 x 0, na Arena Fonte Luminosa, em Araraquara, em confronto válido pelas oitavas de final da competição. Após o apito final, a técnica Emily Lima concedeu entrevista à Rádio Coringão e avaliou a atuação da equipe, o desempenho ofensivo, as escolhas durante a partida e a estratégia adotada diante do adversário.

Questionada sobre a eliminação e o que faltou para o Corinthians conquistar a classificação, Emily afirmou que a equipe criou oportunidades, mas não conseguiu transformar o volume de jogo em gols. “Colocar a bola para dentro do gol. Hoje foi uma situação totalmente diferente do que nós havíamos proposto para sexta-feira. E hoje faltou a bola entrar. Na verdade, uma das bolas entra, mas, infelizmente, nas competições da CBF, a gente não tem o VAR. Enfim, pontualmente, o futebol hoje, por ser muito rápido, muito dinâmico, a gente precisa da tecnologia para ajudar. Aí eu falo das duas equipes, tanto da Ferroviária como do Corinthians, caso precise do VAR.


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Foto: ©Rodrigo Gazzanel / Ag. Corinthians

Mas acredito que nós tivemos um volume de jogo interessante. Acredito que podíamos ter empatado ainda na primeira parte. Elas pontualmente fazem um gol de bola parada, onde a gente tinha um preenchimento de área interessante, goleira na bola, e acaba que a gente sofre um gol muito cedo. Tivemos o poder de reação, mas não conseguimos colocar a bola para dentro e a bola pune no futebol. É continuar trabalhando, não tem muito o que fazer. A gente pega dois adversários muito difíceis já nas duas primeiras partidas da Copa do Brasil. Sabíamos que enfrentaríamos, em algum momento, essas equipes. Enfrentamos logo na terceira e na quarta fase. E a gente tinha que ir eliminando as equipes que nós íamos jogar contra.

Hoje as coisas não aconteceram da melhor forma devido ao resultado, pontualmente, mas a equipe se entregou da melhor forma. As jogadoras entregaram o que nós havíamos proposto. Acho que pontualmente acontece o gol e a gente não consegue concluir nossas finalizações dentro do gol. É continuar trabalhando, fazer nossa autoavaliação, nosso corpo técnico, para passar as melhores informações para elas, porque ainda temos uma caminhada neste segundo semestre”, disse.

Na sequência, a treinadora respondeu sobre o volume de posse de bola do Corinthians e explicou que, na sua avaliação, o problema não esteve na criação pelo meio-campo, mas na dificuldade de transformar as oportunidades em gols diante da postura defensiva da Ferroviária.

“Não acho que faltou criação no meio de campo. A gente está falando de um dos melhores meios de campo dos campeonatos no Brasil. Então, eu não acredito que faltou, nem que falte criação no jogo do Corinthians hoje. Antes de vir para o Corinthians, a gente estuda muito o que é o Corinthians. Tinha muito jogo interior, muito jogo por dentro, mas com uma associação e uma lentidão maiores. A gente entende que as equipes que vêm jogar contra o Corinthians se fecham muito.

A gente começou o primeiro semestre jogando muito com passe de profundidade e amplitude. Isso começou a gerar bastante facilidade para infiltrar na defesa adversária, não pelo corredor central, mas pelos corredores laterais, onde conseguimos os cruzamentos. Hoje não foi diferente. Elas fizeram um 5-4-1. Mesmo tendo criatividade por dentro, quando uma equipe fecha o corredor central, você precisa ampliar a linha defensiva, atrasar a marcação e acelerar a bola de um lado para o outro.

Hoje as coisas não funcionaram. Se a gente faz os dois gols pontuais que tivemos, estaríamos falando de outra coisa, e não de falta de criação no meio de campo. Acho que, pontualmente, os gols não encaixaram no momento em que tinham que encaixar. Não tivemos o poder de reação no sentido de fazer um, tentar outro, tentar outro. Até tentamos, mas hoje não era o dia.”

Emily também foi questionada sobre o fato de não utilizar todas as substituições disponíveis durante a partida e explicou que, na sua visão, a equipe já estava estruturada ofensivamente nos minutos finais.

“Eu acho que não tinha muito mais o que fazer. Nós preenchemos a última linha a partir dos 25 minutos. A gente preenche com quatro jogadoras, duas extremas e duas centralizadas. Aumentamos a linha do meio. Não tinha muito mais o que fazer. Substituir por substituir, para mim, eu não tenho obrigação de substituir. Eu tenho obrigação de fazer com que a equipe se desenvolva da melhor forma possível. Se eu tenho dez, cinco ou uma substituição, vou usar quando necessário. Hoje, a gente não via necessidade de fazer mais substituições.”

Por fim, a comandante alvinegra analisou o comportamento da Ferroviária nos dois confrontos realizados em sequência e explicou as mudanças estratégicas adotadas pelo Corinthians para tentar neutralizar a saída de bola da equipe comandada por Leonardo Mendes Júnior.

“Na verdade, eles têm um comportamento desde quando o Léo chega à Ferroviária, e esse comportamento não muda, que é o jogo de atração. Esse é o jogo dele, e a Ferroviária respeita e não muda a forma de jogar. No jogo de sexta-feira, a gente buscou não ser atraído. Tanto que a gente espera, espera, espera, deixa elas com a bola. Em um momento pontual da zagueira, em um controle errado, a Jhonson enxerga essa dificuldade, pressiona e faz o gol.

Hoje a gente muda um pouco a estratégia de não ser atraído, mas o nosso gatilho de pressão era com as duas atacantes fechando essa menina da saída de três. Ela buscava os corredores laterais sempre que povoava o lado de onde ia sair. Então, elas dobravam na nossa lateral, e a gente já tinha trabalhado isso pensando nessa estratégia, porque são comportamentos. Eu não tenho receio nenhum de falar como o Corinthians joga, porque quem estuda vai ver os comportamentos da nossa equipe. Então, a gente estudou também.

Elas foram muito felizes na bola parada. Esse foi o jogo, e pontualmente isso aconteceu hoje. Nós não soubemos tirar essa situação da bola parada. Elas foram felizes em um bate-rebate dentro da área e acabaram fazendo o gol. Facilita, sim, quando você joga novamente contra a mesma equipe depois de dois dias. Você já está muito mais habituado, estuda profundamente, e não tem muito o que falar. Hoje aconteceu dessa forma, e a gente tem que continuar trabalhando”, finalizou.

Agora, o Corinthians volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro Feminino. No próximo domingo (26), às 11h (de Brasília), as Brabas recebem o Vitória, no Estádio Alfredo Schürig, a Fazendinha, pela 13ª rodada da competição. O Alvinegro lidera a tabela com 28 pontos, somando nove vitórias, um empate e duas derrotas, além de 31 gols marcados e 13 sofridos.

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