Central do Timão
·28 Maret 2026
Emily Lima avalia triunfo do Corinthians contra o Botafogo, fora de casa, no Brasileirão Feminino

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O Corinthians encarou, na noite da última sexta-feira (27), o Botafogo, no Estádio Nilton Santos, em duelo válido pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro Feminino de 2026, e venceu o adversário por 3 x 1. Os gols das Brabas foram anotados por Vic Albuquerque, Gabi Zanotti e Jaqueline, respectivamente. Os três pontos colocaram a equipe na quarta colocação com 10 pontos somados – três vitórias, um empate e uma derrota – 12 gols marcados e seis sofridos.
Logo depois do final da partida, a técnica Emily Lima concedeu entrevista aos jornalistas na zona mista e fez um balanço sobre a evolução da equipes desde a sua chegada. Contratada na reta final de fevereiro para substituir Lucas Piccinato, demitido no dia 20 daquele mês, ela acumula duas vitórias e uma derrota em três jogos – nove gols marcados e quatro sofridos. A comandante também realizou uma análise do triunfo diante da equipe carioca e as evoluções em relação ao último jogo contra o América-MG.

Foto: Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians
“Bom, falar do jogo um pouquinho, acho que ainda a gente tá em um processo de evolução, ainda A gente vê algumas falências em coisas que a gente vem tentando alinhar e ajustar. Um ponto positivo foi o setor defensivo, por mais que a gente tome um gol de transição. A gente com a bola e sofre uma transição fatal do Botafogo e não podemos tirar o mérito deles pela ação da transição. A gente vem observando que é um setor onde elas vêm entendendo, vêm se preocupando mais em entender. Eu acho que ter a bola é algo muito mais rápido e atrativo, né? Mas vem demorando um pouco mais de ter um time com muito mais mobilidade, que é o que a gente precisa e está buscando fazer com a equipe do Corinthians hoje”, iniciou.
Logo na sequência, respondeu sobre a responsabilidade que possui de estar no comando do Corinthians e, se de certa forma, esse aspecto acaba sendo um ‘peso’. A profissional afirmou que não se trata de ser um ‘peso’, mas ressaltou que a camisa das Brabas é a mais importante do futebol brasileiro na modalidade.
“Olha, a camisa do Corinthians ela não pesa, mas é a mais importante que a gente tem no país. Então, assim, é uma responsabilidade muito grande de vestir essa camisa, de representar o Corinthians. Então, assim, eu nunca falo que eu estou preparada, eu me preparo a cada dia, a gente sempre aprende a cada dia, a gente morre sem saber. Então, estar aberto para aprender é algo que me faz crescer a cada dia, cada trabalho é um trabalho diferente, cada trabalho tem objetivos diferentes e vir para o Corinthians é saber que você precisa ganhar, é saber que você tem que competir, é saber que você tem que estar nas finais e ganhar as finais. Então, é entender, eu acho que o tempo de futebol faz com que você amadureça e entenda cada lugar e cada momento que você está. E estar no Corinthians hoje, para mim, é um privilégio muito grande e vou aproveitar essa oportunidade da melhor forma possível“, continuou.
Posteriormente, comentou sobre a falta de oportunidades para a meio-campista colombiana, Paola García. A atleta foi contratada no início deste ano junto ao Deportivo Cali, da Colômbia, como um dos destaques do time na última edição da Libertadores da modalidade. Emily Lima, em sua resposta, ressaltou a força do elenco do Corinthians Feminino e garantiu que, em algum momento, todas terão oportunidade, principalmente pelo calendário intenso da modalidade. Em 2026, o Alvinegro disputa: Campeonato Brasileiro, Conmebol Libertadores, Copa do Brasil, Teal Rising Cup e Campeonato Paulista.
“Vai (ganhar oportunidades). Falar da Paola não é só a Paola em si. Tem muitas meninas que ainda não tiveram oportunidade, mas vão ter. O Corinthians tem um elenco de 32 jogadoras que é um absurdo. Eu tenho a difícil missão de trazer 20 para o jogo e colocar 11 para jogar. Então a gente está falando do nível Corinthians, que foi a pergunta anterior. Então vão ter meninas que ainda não tiveram muitos minutos. A gente tem quatro competições ainda no ano. A gente precisava se recuperar o mais rápido possível no Campeonato Brasileiro. A gente tentou buscar colocar atletas que dentro do treino se adaptaram muito rápido, dentro de uma nova metodologia. E a gente tem que apostar e acreditar no que a gente faz, mas todas vão ter oportunidade”, prosseguiu.
Por fim, foi questionada se ter atletas de Seleção Brasileira no elenco do Corinthians – como por exemplo Lelê, Tamires, Thaís Ferreira, Ana Vitória, Vic Albuquerque, Duda Sampaio e Gabi Zanotti – facilita o processe de adaptação do trabalho
“Olha, eu acho que não é só a seleção que faz a jogadora ou eu pensar se ela é ou não é. É um critério do treinador da Seleção que às vezes não é o mesmo critério que o nosso. Às vezes ele utiliza jogadoras com alguns critérios e a gente acredita que aqui ela possa fazer outras coisas. Então, a gente precisa focar em todas por igual, independente se ela está em seleção ou não, e tentar formar o melhor grupo possível para que a gente possa ir avançando, pouco a pouco, e ir retomando a confiança que o Corinthians sempre teve e trabalhar. O nosso lema aqui é muito trabalho para que a gente possa estar muito mais próximo do sucesso do que outra coisa“, finalizou.
Agora, as Brabas terão intervalo de uma semana até o próximo compromisso e seguem focadas na competição nacional. As comandadas de Emily Lima, na próxima sexta-feira (3), às 21h (de Brasília), enfrentará o Red Bull Bragantino, em duelo válido pela sexta rodada da primeira fase do Campeonato Brasileiro Feminino de 2026.
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