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·11 Juli 2026
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·11 Juli 2026
A Noruega, nação tradicionalmente associada a esportes de inverno (alô, Lucas Braathen), vive um momento mágico nos gramados.
Pela primeira vez disputando as quartas de final de uma Copa do Mundo da FIFA – logo após mandar a Seleção Brasileira para casa –, a equipe escandinava prova que o sucesso de craques como Erling Haaland e Martin Odegaard não caiu do céu.
Em reportagem neste sábado (11), o ge detalhou que o sucesso neste Mundial é resultado de uma revolução estrutural que colocou, atualmente, 93% das crianças na Noruega participam de uma equipe juvenil.
O avanço do futebol norueguês passa diretamente pela modernização de sua infraestrutura.
Em um país que sofre com o frio rigoroso e pela neve, a construção de mais de 500 campos de grama sintética desde 2016 ajudou a democratizar o acesso ao esporte durante o ano inteiro.
Foi justamente em uma dessas quadras cobertas, na pequena cidade de Bryne, que Haaland começou a dar seus primeiros chutes.
Hoje, o artilheiro do Manchester City é o rosto de um fenômeno cultural. Símbolo maior de uma geração de ouro que conta ainda com Odegaard, Nusa e Ryerson, Haaland ajudou a impulsionar a prática do futebol entre os jovens e resgatou o orgulho de uma torcida que não via o país no Mundial há 28 anos.
As ruas de Oslo foram tomadas por telões, celebrações efervescentes e a emblemática "remada viking", que ganhou as redes sociais no mundo todo.
A principal diferença da Noruega para outras potências do futebol é a recusa em criar "máquinas de alto rendimento" logo na infância.
O sistema esportivo do país baseia-se nos "Direitos da Criança no Esporte", um documento com princípios norteadores:
Prática esportiva garantida independentemente da situação financeira familiar.
Foco na diversão, solidariedade e amizade, evitando a especialização precoce.
Ambientes seguros e treinadores instruídos a ouvir a opinião dos jovens.
Liberdade total para a criança escolher se e quantas modalidades diferentes deseja praticar.
A fórmula é um sucesso estrondoso: atualmente, 93% das crianças norueguesas participam de equipes juvenis.
Esse incentivo faz o país ser líder per capita no esporte global e promove eventos grandiosos como a Norway Cup, a maior competição de futebol de base do planeta.
Sucesso consolidado
A abordagem norueguesa rende conquistas históricas nos dois gêneros esportivos:
Futebol Feminino: A seleção é uma força consolidada, ostentando o título da Copa do Mundo de 1995 e formando atletas que chegaram ao topo, como Ada Hegerberg (Bola de Ouro em 2018).
Futebol Masculino: A equipe de Haaland (vice-artilheiro desta Copa com sete gols) superou a histórica campanha de 1998 e agora se prepara para um duelo de gigantes contra a Inglaterra, em Miami, por uma vaga nas semifinais.
📸 TIMOTHY A. CLARY - AFP or licensors







































