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·26 Juni 2026

EUA têm retrospecto positivo contra a Bósnia e Herzegovina

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Os Estados Unidos chegam ao duelo contra a Bósnia e Herzegovina, pelos 16 avos de final da Copa do Mundo, com retrospecto favorável no confronto direto, mas também com um histórico irregular contra seleções europeias em Mundiais. As equipes já se enfrentaram três vezes, sempre em amistosos, com duas vitórias dos EUA e um empate. Agora, porém, o encontro terá peso inédito: será o primeiro entre os dois países em uma Copa.

A partida está marcada para quarta-feira (1º), às 21h (de Brasília), no Levi’s Stadium, em Santa Clara. Os Estados Unidos avançaram como líderes do Grupo D, apesar da derrota por 3 a 2 para a Turquia na última rodada. A Bósnia e Herzegovina, por sua vez, ficou em terceiro no Grupo B e avançou como uma das melhores terceiras colocadas.


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O retrospecto direto reforça a confiança americana. O primeiro encontro aconteceu em 2013, em Sarajevo, e terminou com vitória dos EUA por 4 a 3. Na ocasião, Jozy Altidore marcou três gols e liderou a virada americana fora de casa. Além disso, aquele jogo marcou as estreias de John Brooks, Aron Jóhannsson e Bobby Wood pela seleção principal.

Depois disso, as seleções voltaram a se enfrentar em 2018, em Carson, na Califórnia. O amistoso terminou empatado por 0 a 0. Embora o jogo não tenha tido gols, serviu como teste para uma seleção americana em processo de renovação depois da ausência na Copa da Rússia. O terceiro confronto veio em 2021, também em Carson. Os Estados Unidos venceram por 1 a 0, com gol de Cole Bassett nos minutos finais.

Vitórias históricas

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Estados Unidos empatou com a Inglaterra na Copa de 2022 – Foto: Elsa/Getty Images)

Ainda assim, a Copa muda o peso do retrospecto. A Bósnia disputou apenas uma Copa antes de 2026, em 2014, quando caiu na fase de grupos. Agora, com a vaga no mata-mata, a seleção bósnia vive sua melhor campanha no torneio. Além disso, chega ao confronto sem carregar o desgaste histórico que costuma acompanhar seleções mais tradicionais da Europa.

Para os Estados Unidos, o jogo também tem um valor simbólico. A seleção americana avançou em primeiro no grupo e terá o apoio da torcida em casa. No entanto, enfrentará uma equipe europeia em partida eliminatória, justamente um tipo de obstáculo que costuma ser difícil para os americanos em Copas.

Em Mundiais, os EUA têm retrospecto negativo contra seleções europeias. Considerando também a Turquia, filiada à Uefa, o histórico americano contra europeus em Copas soma 26 jogos, com três vitórias, sete empates e 16 derrotas. O levantamento inclui confrontos de fase de grupos e mata-mata desde 1930.

As vitórias foram raras, mas importantes. A primeira veio logo na estreia dos Estados Unidos em Copas, em 1930, com 3 a 0 sobre a Bélgica. A segunda se tornou uma das maiores zebras da história do torneio: o 1 a 0 sobre a Inglaterra, em 1950, com gol de Joe Gaetjens. A terceira aconteceu em 2002, quando os americanos venceram Portugal por 3 a 2 na fase de grupos e abriram caminho para a campanha que terminou nas quartas de final.

Eliminações traumáticas

Por outro lado, as eliminações contra europeus pesam no retrospecto. Em 1934, os Estados Unidos caíram diante da Itália, com derrota por 7 a 1. Na Copa de 2002, perderam para a Alemanha por 1 a 0 nas quartas. Em 2014, pararam na Bélgica, por 2 a 1 na prorrogação. Por fim, em 2022, foram eliminados pela Holanda, com derrota por 3 a 1 nas oitavas de final.

Além disso, empates importantes também fazem parte da relação americana com europeus em Copas. Os Estados Unidos seguraram a Inglaterra em 2010 e 2022, empataram com Portugal em 2014 e também ficaram no 1 a 1 com a Itália em 2006, em uma partida marcada por expulsões e alta intensidade. Mesmo assim, o saldo geral segue desfavorável.

O duelo com a Bósnia, portanto, reúne duas leituras. No confronto direto, os EUA entram invictos e com vantagem histórica. No recorte das Copas, porém, enfrentam um adversário europeu em um cenário no qual a seleção dos Estados Unidos raramente teve domínio.

A Bósnia, enquanto isso, busca uma vitória inédita sobre os americanos e também seu primeiro triunfo em mata-mata de Copa. O vencedor do confronto avança às oitavas de final.

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