Leonino
·17 April 2026
Ex dirigente do Sporting diz que Hjulmand colocou em causa "estatuto" de Rui Borges

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·17 April 2026

As declarações de Morten Hjulmand no rescaldo do empate com o Arsenal, que ditou a eliminação do Sporting nos quartos de final da Liga dos Campeões, continuam a dar que falar no universo leonino. O capitão classificou o encontro como "aborrecido" para os espectadores, uma leitura que contrastou com a de Rui Borges na conferência de imprensa.
À margem desse jogo, também o empresário do internacional dinamarquês, Ivan Marko Benes, abordou o futuro do médio em declarações à CMTV. Entretanto, árias vozes ligadas ao Clube comentaram o tema, entre elas Jaime Marta Soares, antigo presidente da Mesa da Assembleia Geral, que deixou críticas ao jogador - mas não só.
"O Sporting tem mostrado que as coisas estão bem. E tem dedo do treinador, um homem muito humilde, humano, trabalhador e que tem levado água ao seu moinho. Mas não tem estatuto que possa blindar estas atitudes. O que Hjulmand disse foi muito forte e profundo. Pode ser um grande treinador, mas há a questão do estatuto. Nunca pus em causa o profissionalismo, nem honestidade ou competência dele. Mas não tem estatuto para o Sporting. E esta questão do Hjulmand vem confirmar isso, coloca em causa o treinador. É capitão, tem feito coisas como capitão em que já podia ter vindo para a rua com os árbitros, porque às vezes exagera. É um grande capitão e extraordinário jogador, mas não pode ter certas atitudes. Grande parte dos árbitros tem permitido que ele suba e acabe por abusar. O treinador devia dizer-lhe que não é assim. Um capitão deve agir na altura própria, com elegância e trato e respeitando as regras. Por vezes estraga a pintura com as atitudes que toma", afirmou.
O antigo dirigente abordou ainda a forte possibilidade de saída do médio no final da época, deixando um apelo à estrutura leonina. "Não queria ver sair do Sporting. É um jogador extraordinário. O presidente tem um plano desportivo e passa também pelas finanças do Sporting. Mas deve ser equilibrado para que os bons jogadores e o coração da equipa não vão embora. E muito menos que não seja por valores que não sejam uma recompensa por tudo o que o Sporting fez por ele. Ele também deve ao Sporting, era um jogador desconhecido. Também ninguém conhecia o Gyökeres, chegou cá e foi o Sporting que o valorizou. O Sporting tem de rentabilizar a sua intervenção em todo o processo. Ou é muito bem vendido ou se sai pelo preço que se fala, não percebo. Não deve ser vendido por menos de 70 ou 80 milhões de euros. Financeiramente o Sporting deve conseguir segurar o jogador. Quero acreditar nas pessoas e que o Sporting esteja bem financeiramente, como também a nível desportivo. Saúdo o trabalho que tem vindo a ser feito. Mas não acredito que haja um senão pelo meio, porque espero que as coisas não sejam tão concretas como andam a apregoar em termos financeiros", referiu, lembrando que a cláusula de rescisão do capitão está fixada nos 80 milhões de euros.
Sobre a possibilidade de existir um acordo para facilitar a saída abaixo desse valor, Jaime Marta Soares foi claro: "É um jogador indispensável. Se há um pacto, os sócios devem sabê-lo. São a 'alma mater' da instituição e tem de haver clareza. Não pode haver pactos escondidos nem gatos escondidos com o rabo de fora. Tem de haver honestidade e clareza".
Recorde-se que, tal como o nosso jornal avançou, existe um entendimento entre Hjulmand e a Direção liderada por Frederico Varandas para permitir uma transferência no verão por valores inferiores à cláusula, com a fasquia negocial a apontar para os 40 milhões de euros.
Ainda assim, ao contrário do que aconteceu no passado com Viktor Gyökeres, o antigo presidente da MAG acredita que não haverá nova “novela” em torno do médio dinamarquês. "Temos de aprender com os erros. O Sporting já cometeu alguns erros, desde que havia vários treinadores até à saída mal preparada do Ruben Amorim. Depois houve o caso da saída do Gyö. Há coisas que ninguém entende. Se vier esta situação a seguir [do Hjulmand], é outra que efetivamente não dará para entender. Há que valorizar o ativo. Acordos assim entre as partes são naturais. O treinador também deve definir o planeamento da equipa. As grandes equipas devem ter um grande líder para ir longe. Têm de ter alguém a promover e a levá-las a funcionar. Se há algum negócio de gaveta, é muito mau e é mais uma telenovela que foge da programação", concluiu.




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