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·27 Maret 2026

Ex-jogador do Corinthians revela que participou de negociações para retorno de Tite em 2025

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  1. Por Henrique Pereira / Redação da Central do Timão

O ex-volante Paulinho revelou que teve participação direta nas tratativas para uma possível volta de Tite ao Corinthians, em abril de 2025. Em entrevista ao quadro Abre Aspas, do ge.globo, o ídolo alvinegro afirmou que esteve envolvido nas conversas com o estafe do treinador, que inclui um amigo pessoal, e demonstrou incômodo com a forma como a situação foi interpretada publicamente.

“Todo o movimento da possível ida dele para o Corinthians eu sabia. Inclusive participei ativamente, conversando com eles e com o representante, que é muito meu amigo. Ali você vê a frustração e percebe que as pessoas não entendem. Antes de todo mundo saber, já estavam julgando. Para todo mundo é uma crise, mas quantas dessas pessoas sabem o que é uma crise? Por isso eu falo que as pessoas têm que tomar muito cuidado com o que falam. Eu sabia todo o cenário. Eles estavam com malas prontas para viajar, todo mundo feliz. Esse é o ponto do futebol que me deixa triste: as pessoas julgam sem saber”, contou.


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Foto: Rodrigo Coca / Ag. Corinthians

A relação entre Paulinho e Tite foi construída durante a passagem vitoriosa pelo Corinthians entre 2010 e 2013. Sob o comando do treinador, o volante atuou em 138 partidas, somando 72 vitórias, 41 empates e 25 derrotas, com aproveitamento de 62,08%. Juntos, conquistaram títulos marcantes, como o Campeonato Brasileiro de 2011, a Libertadores e o Mundial de Clubes de 2012, além do Paulistão de 2013.

“O amor que eu tenho por ele e a família dele realmente é muito forte. Quando aconteceu o caso dele ir para o Corinthians, e quase foi, eu soube de tudo e participei de tudo, porque, de um tempo para cá, a gente ficou bem próximo: eu, o Matheus (Bachi, filho do treinador), o professor Tite, as nossas esposas. Quando eu estava no Corinthians, o Matheus ainda não estava com o professor Tite, mas depois foi para a Seleção e ficamos bons anos juntos, criando um vínculo muito forte”, declarou.

Paulinho retornou ao Corinthians no fim de 2021, integrando um elenco estrelado que também contava com nomes como Willian, Róger Guedes, Giuliano e Renato Augusto. No entanto, sua segunda passagem ficou mais associada aos problemas físicos do que ao desempenho dentro de campo.

Durante os 894 dias em que esteve no clube, o volante permaneceu 571 dias no departamento médico — o equivalente a 63,8% do período. Ao todo, disputou 52 jogos e marcou seis gols antes de encerrar sua trajetória no Timão em 2024.

Entre os principais problemas físicos, destacam-se dois rompimentos do ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho esquerdo, além de outras lesões, como edema na coxa, tendinite patelar e trauma no tornozelo.

“Eu falo isso tranquilo, mas, quando eu jogava, não. Eu tive só essas duas lesões. O tempo que fica (em recuperação) é muito longo. Então você fica nove meses e dá a entender que o Paulinho teve várias lesões. Eu tive duas, mas é muito tempo. Na primeira lesão, como foi a minha primeira, sentei com a minha esposa e falei: não tem outro caminho, é recuperar. Fazer a cirurgia e ponto. Fiquei uma semana, mais ou menos, até desinchar e fiz todo o processo. Voltei a jogar. A segunda foi a que eu pensei mais. A gente volta da Argentina para o Brasil e ali mesmo, na Argentina, eu falo com a minha esposa: eu acho que deu. E ela: “não, não tem outro caminho, é cirurgia e tratar de novo. Você falou que queria parar dentro do campo.” E foi isso que eu falei: eu vou parar um dia, mas dentro do campo”, disse.

A segunda ruptura no LCA aconteceu em maio de 2023, durante o empate contra o Argentinos Juniors, pela Libertadores, afastando o jogador dos gramados por 304 dias. Ele voltou a atuar em 2024, em amistoso contra o Londrina, e ainda participou de mais 12 partidas antes de se despedir definitivamente.

“Quando eu saio do Corinthians, entendo que são ciclos e que o meu tinha se encerrado no clube. Teve proposta para estender o vínculo até dezembro, mas era fim de ciclo e eu tenho que respeitar. Quando tive a segunda lesão, precisava renovar o contrato porque eu estava lesionado. Surgiram assuntos de que eu não queria abrir mão do dinheiro. Ainda tive que escutar isso. Na internet, falam uma mentira e, se você não se pronunciar, vira verdade. Teve conversa com empresário e diretoria sobre o salário. Eu falei que não tinha problema. Eu estava preocupado em me recuperar. Naquela época, eu abri mão de 40% do meu salário. Eu saio do Corinthians ajudando 40 pessoas todo mês. Passei quase um ano ajudando 40 famílias. O ponto era focar na minha recuperação, mas focaram no dinheiro”, desabafou.

A segunda passagem do volante coincidiu com um período conturbado nos bastidores do clube. Ele iniciou sua trajetória sob a gestão de Duílio Monteiro Alves e encerrou já durante a presidência de Augusto Melo, em meio a mudanças administrativas e crises políticas.

“Foi um momento bem conturbado. Você tem uma gestão de 15 anos e entra uma gestão nova, com pensamentos diferentes, novos desafios e novos objetivos. Então tudo mudou radicalmente. Foi um impacto grande para todo mundo, em um ano turbulento. Os resultados não apareceram e todo mundo ficou pressionado: jogadores, colaboradores, presidente, executivo, gerente de futebol. O Corinthians é pressão a todo momento. Você ganha ou ganha ou ganha. O torcedor quer que você esqueça os problemas, dê 50 carrinhos e ganhe o jogo. Mas a gente precisava deles também. Eu falei nas reuniões: a gente precisa da ajuda de vocês, porque o jogo não flui, o jogo não sai. A parte política não cabia a nós. Quem tem que resolver é a diretoria”, afirmou.

Paulinho também destacou que foi um dos líderes do elenco durante o período de reformulação e assumiu responsabilidades para proteger os jogadores mais jovens.

“Eu já vivi muita pressão no Corinthians, mas, nessa mudança, foi demais. Quando eu saio, acho que fui o último dos mais experientes. Porrada não tem problema. É mais fácil dar porrada em mim do que dar num garoto. Eu fui líder, fui capitão, fui um gestor nos meus últimos seis meses de Corinthians. Performance não teve, mas eu consegui fazer o torcedor entender o momento que nós estávamos passando. Se for para dar porrada, que dê em mim. Não dê no garoto. Porque é do garoto que vai sair alguma coisa para o clube. O Corinthians é diferente. Quem não entender, não joga. Quem não entender, não trabalha. Quando está bom, é maravilhoso. Quando está ruim, quem não tiver a costa larga não fica. Essa é a cultura corinthiana”, explicou.

Após encerrar a carreira como jogador, Paulinho iniciou sua trajetória como dirigente no Mirassol. Questionado sobre a possibilidade de trabalhar em clubes rivais do Corinthians, ele reconheceu a dificuldade dessa situação.

“Pela história que tem, cria-se uma rivalidade. Existe a rivalidade ainda, como até hoje entre os clubes. Mas acho que a gente precisa diferenciar. Por tudo que foi construído, por tudo que foi feito, não é normal. Eu nunca tive problema com instituição alguma. Agora, trabalhar em um rival, acho que realmente é uma situação de muita complexidade. Porque são sete anos que estive dentro do Corinthians, existe uma história muito linda que ninguém vai apagar. Por mais que, em alguns momentos, tentaram, mas não conseguiram. Então, hoje, trabalhar em um rival, acho bem difícil”, confessou.

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