Portal dos Dragões
·10 Mei 2026
Farioli quer redenção frente ao Santa Clara: “Há que tentar chegar aos 88 pontos em frente aos nossos adeptos”

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Francesco Farioli não escondeu o incómodo causado por uma derrota que travou o FC Porto na penúltima jornada da Liga e lhe retirou a hipótese de igualar o recorde pontual. Após o desaire frente ao AFS, o treinador portista apontou falhas de agressividade, lamentou a ineficácia nas duas áreas e passou de imediato o foco para a receção ao Santa Clara. Em meio à frustração, deixou também a meta para o último capítulo e garantiu: “Há que seguir em frente”.
Já campeão nacional, o FC Porto chega ao fim da temporada com a tranquilidade de ter cumprido o principal objetivo, mas sem espaço para complacência no discurso. Francesco Farioli falou com o peso de quem viu a equipa ficar abaixo do seu padrão e reforçou uma ideia que atravessou toda a análise: mesmo depois do título, o nível de exigência não se negoceia.
Questionado sobre a leitura do encontro em Vila das Aves, Farioli fez um balanço que juntou crítica e aviso. Reconheceu produção ofensiva e concentração, mas destacou de imediato o preço pago nos detalhes, sobretudo nos momentos decisivos do jogo.
“A concentração esteve lá. Na primeira parte, se olharmos para os números, as três ou quatro vezes em que entraram na nossa área, eles castigaram-nos”, afirmou. “Gerámos muito, mas quando baixamos em alguns aspetos como a agressividade, torna-se mais difícil. Há que ter atenção aos pequenos detalhes ou paga-se caro.”
O treinador alargou depois a análise ao que se segue, recusando tratar a derrota como um episódio sem consequências. Na sua perspetiva, o jogo serve já de aviso para o fecho imediato da temporada e para o trabalho da próxima época.
“Este jogo deve ser um lembrete para o próximo jogo e para a próxima época. Há que seguir em frente e tentar chegar aos 88 pontos em frente aos nossos adeptos”, explicou. “Foi uma boa oportunidade para fazer avaliações para o próximo jogo e para a próxima época. Para ganharmos jogos, todos temos de estar ao nosso melhor nível.”
Na leitura de Farioli, há uma recusa evidente em esconder-se atrás do volume ofensivo criado. O FC Porto produziu, sim, mas não transformou isso em domínio suficiente onde mais importa, e é aí que o treinador coloca a exigência.
“A performance da equipa não foi a melhor, mas foi suficiente para conseguir vencer o jogo. Isto diz muito da competitividade da Liga.”, analisou. “Tirando os momentos nas duas áreas, foi uma exibição bastante decente. Pela quantidade de oportunidades que criámos, fico chateado porque queria mais.”
Quando a conversa passou para a última jornada e para a receção ao Santa Clara, o tom manteve-se firme. Farioli pediu uma resposta imediata e recordou que a imagem deixada nesta derrota está longe da identidade que quer ver repetida.
“Temos de ser a equipa que fomos em muitos jogos. Não é usual ver o FC Porto a perder e a sofrer três golos”, sublinhou. “Na semana passada foi um duche de água fria saboroso, mas hoje molhámo-nos e a sensação não é boa. Isto deve deixar-nos em alerta.”
O treinador insistiu ainda na ideia de que, neste nível, qualquer quebra se paga sem demora. E ao elogiar a forma como o AFS competiu, deixou implícito o contraste com aquilo que sentiu faltar à sua equipa.
“Estamos a jogar a um nível em que não podemos baixar os níveis de nada. Vimos como o AFS lutou e quando se trabalha assim, a sorte vai ao teu encontro”, descreveu. “Hoje baixámos os níveis em vários aspetos, nomeadamente na agressividade e na forma como atacámos a bola.”
Na reta final da explicação, Farioli voltou ao ponto que mais o inquietou: a incapacidade de transformar presença na área em golo. É uma observação que funciona como síntese do jogo perdido e, ao mesmo tempo, como recado para a despedida da época diante dos próprios adeptos.
“Entrámos várias vezes na área adversária e vimos a bola a passar várias vezes em frente à baliza. Temos de ser mais agressivos para transformarmos essas chances em golo.”







































