Portal dos Dragões
·20 Januari 2026
FC Porto acusou Veríssimo de omissão e linguagem ameaçadora em Arouca

In partnership with
Yahoo sportsPortal dos Dragões
·20 Januari 2026

O Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) arquivou a queixa apresentada pelo FC Porto contra o árbitro Fábio Veríssimo, relacionada com o polémico FC Porto-Sp. Braga, mas também assente no Arouca-FC Porto, igualmente arbitrado por Veríssimo. O acórdão do processo de inquérito tornou-se público esta segunda-feira e descreve as alegações dos dragões e a defesa do árbitro.
De forma resumida, o FC Porto acusou Fábio Veríssimo de ter proferido a um dirigente do clube declarações ameaçadoras e provocatórias e de omitir factos no seu relatório no Arouca-FC Porto, assim como de registar inexatidões no relatório do encontro com o Sp. Braga no Dragão.
O gestor executivo e delegado habitual do clube para os jogos, Henrique Monteiro, é figura central do processo e foi o seu depoimento que originou a investigação. Segundo esse dirigente, ao dirigir‑se ao balneário de Fábio Veríssimo no final da partida em Arouca, da 7.ª jornada da Liga Portugal Betclic, para lhe desejar um bom resto de época, terá ouvido do árbitro as seguintes frases interpretadas como ameaças: “Engenheiro Luís Gonçalves, está perdoado. Volte que está perdoado” e “você precisa de aprender, precisa de ser expulso uma ou duas vezes para aprender”.
Na peça acusatória, o FC Porto sustenta que essas interações não foram incluídas no relatório do árbitro e que a sua omissão “compromete a verdade do relatório”.
Quanto ao jogo frente ao Sp. Braga, da 10.ª jornada, no qual Henrique Monteiro foi expulso por Fábio Veríssimo, o árbitro registou no relatório que o dirigente teria saído da área técnica para contestar uma decisão e que, entre outras expressões, terá dito: “Vai para o cara***, pá”. O FC Porto contestou ambos os factos, afirmando que Monteiro não abandonou a zona técnica – juntando imagens em seu apoio – e que o delegado no encontro terá declarado, na verdade: “A bola não saiu, é uma vergonha, cara***, pá”. O clube defendeu, por isso, a inexistência de suporte factual para o relatório.
Ouvido em inquérito, Fábio Veríssimo negou ter referido Luís Gonçalves na troca com Henrique Monteiro em Arouca, admitindo, porém, ter alertado o dirigente para a necessidade de ajustar o seu comportamento no banco de forma preventiva e pedagógica.
Relativamente ao relatório do FC Porto-Sp. Braga e à expulsão de Henrique Monteiro, o árbitro afirmou não ter ouvido directamente as expressões que lhe foram alegadamente dirigidas e que atuou por indicação do 4.º árbitro, defendendo que o relatório espelha a informação fornecida pelos restantes elementos da equipa de arbitragem, sem qualquer adulteração intencional.
Além de Henrique Monteiro e Fábio Veríssimo, foram ouvidos no âmbito do inquérito o assessor e formador para a área de arbitragem do FC Porto, Bertino Miranda, e o diretor de operações do clube, Tiago Madureira. Os adjuntos Lino Godinho e Lucho González foram arrolados como testemunhas, mas o inquiridor considerou desnecessárias as suas audições.
Por vídeoconferência, foram igualmente ouvidos o delegado da Liga Portugal no jogo em Arouca, Tiago Almeida, bem como o 4.º árbitro e o árbitro assistente do FC Porto-Sp. Braga, respetivamente Gustavo Correia e Pedro Martins.









































